16/11/2015
CUT denunciará racismo e violência de gênero na Marcha das Mulheres Negras
Na primeira Marcha das Mulheres Negras, que acontece em Brasília, no próximo dia 18, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) se prepara para mais um movimento de construção da história do País.
A Marcha das Mulheres Negras acontecerá dois dias antes das celebrações do Dia da Consciência Negra e denunciará o racismo, a violência, o sexismo e o avanço das forças conservadoras. O evento também vai reivindicar o fim do genocídio da juventude negra, o fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões contra as mulheres negras.
A marcha, composta por diversas entidades do movimento negro e social, entre elas, a CUT, apresentará um documento com reivindicações das mulheres negras e quilombolas. Segundo a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, alguns capítulos do documento serão voltados para o mundo do trabalho.
“É um documento questionador sobre o papel das mulheres negras na sociedade e na economia, relacionado no desenvolvimento e no bem viver. É um momento lindo, importante, revolucionário porque nós mulheres negras somos a base do desenvolvimento do Brasil. Vamos nos levantar contra as injustiças e o racismo para que esse País reconheça seu valor e distribua sua riqueza construída por nós”, destaca a dirigente.
Para a secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Nogueira, a marcha irá ampliar o protagonismo das mulheres negras em suas reivindicações. “Estaremos à frente da construção de todo o processo e vamos discutir com as autoridades a nossa pauta que inclui nossa visibilidade e identidade. Por um modelo de desenvolvimento que inclua a população negra principalmente na geração de mais e melhores postos de trabalho para homens e mulheres negras”, afirma Julia.
Mulher e negra, Carmen comenta como é ser vice-presidenta da maior central sindical da América Latina. “Como dirigente, trabalhadora e mulher negra, sinto um grande desafio de estar aqui e está comigo a maioria da sociedade brasileira, homens e mulheres. A CUT exerce um papel importante desde o fato ter criado uma Secretaria de Combate ao Racismo, desde se envolver e questionar profundamente a situação dos negros no mercado de trabalho. Esse é um trabalho histórico que a CUT e movimentos negros e os demais movimentos têm cumprido uma tarefa importante”.
Sobre as pautas conservadoras que atingem os direitos das mulheres que avançam na Câmara com aval do presidente, Eduardo Cunha, a secretária nacional das Mulheres Trabalhadora da CUT, Junéia Martins, afirma que as mulheres negras serão as mais atingidas.
“Por mais que a gente faça um debate de que é para todas as mulheres, em primeiro lugar sempre vai atingir mais as mulheres negras. Agora com essa edição da Marcha das Mulheres Negras, a luta é visibilizar o preconceito, a violência, o não respeito às mulheres no mercado de trabalho, em especial as mulheres negras porque além de sofrer machismo como todas nós, também o racismo”, conclui a dirigente.
A Marcha das Mulheres Negras acontecerá dois dias antes das celebrações do Dia da Consciência Negra e denunciará o racismo, a violência, o sexismo e o avanço das forças conservadoras. O evento também vai reivindicar o fim do genocídio da juventude negra, o fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões contra as mulheres negras.
A marcha, composta por diversas entidades do movimento negro e social, entre elas, a CUT, apresentará um documento com reivindicações das mulheres negras e quilombolas. Segundo a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, alguns capítulos do documento serão voltados para o mundo do trabalho.
“É um documento questionador sobre o papel das mulheres negras na sociedade e na economia, relacionado no desenvolvimento e no bem viver. É um momento lindo, importante, revolucionário porque nós mulheres negras somos a base do desenvolvimento do Brasil. Vamos nos levantar contra as injustiças e o racismo para que esse País reconheça seu valor e distribua sua riqueza construída por nós”, destaca a dirigente.
Para a secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Nogueira, a marcha irá ampliar o protagonismo das mulheres negras em suas reivindicações. “Estaremos à frente da construção de todo o processo e vamos discutir com as autoridades a nossa pauta que inclui nossa visibilidade e identidade. Por um modelo de desenvolvimento que inclua a população negra principalmente na geração de mais e melhores postos de trabalho para homens e mulheres negras”, afirma Julia.
Mulher e negra, Carmen comenta como é ser vice-presidenta da maior central sindical da América Latina. “Como dirigente, trabalhadora e mulher negra, sinto um grande desafio de estar aqui e está comigo a maioria da sociedade brasileira, homens e mulheres. A CUT exerce um papel importante desde o fato ter criado uma Secretaria de Combate ao Racismo, desde se envolver e questionar profundamente a situação dos negros no mercado de trabalho. Esse é um trabalho histórico que a CUT e movimentos negros e os demais movimentos têm cumprido uma tarefa importante”.
Sobre as pautas conservadoras que atingem os direitos das mulheres que avançam na Câmara com aval do presidente, Eduardo Cunha, a secretária nacional das Mulheres Trabalhadora da CUT, Junéia Martins, afirma que as mulheres negras serão as mais atingidas.
“Por mais que a gente faça um debate de que é para todas as mulheres, em primeiro lugar sempre vai atingir mais as mulheres negras. Agora com essa edição da Marcha das Mulheres Negras, a luta é visibilizar o preconceito, a violência, o não respeito às mulheres no mercado de trabalho, em especial as mulheres negras porque além de sofrer machismo como todas nós, também o racismo”, conclui a dirigente.
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