29/10/2015

Roubo a banco cresce 19% em SP em 2015; cidades da região também são alvos



O número de roubo a bancos aumentou 19,3% entre janeiro e setembro de 2015 na capital paulista em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 68 casos nos primeiros nove meses deste contra 57 em 2014. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Dados do Dieese revelam que os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) tiveram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Por outro lado, investiram apenas R$ 3,7 bilhões em segurança, o que representa apenas 6,1% dos seus lucros.

Além de aplicarem parcela mínima de seus lucros na preservação da vida de clientes e bancários, os bancos desrespeitam sistematicamente a lei federal 7.102/83. Apesar de defasada na avaliação do movimento sindical, essa legislação é o marco para normas de segurança em instituições financeiras e empresas de vigilância e transporte de valores.

Em 2014, durante reuniões do Ccasp (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), a Polícia Federal aplicou R$ 19 milhões em multas contra 21 bancos, por desrespeito à lei 7.102/83.  A próxima reunião está marcada para 18 de novembro.

Os bancos se negaram a ampliar medidas de segurança nas agências, reivindicadas na Campanha Nacional 2015. A greve da categoria foi encerrada pelos bancários em assembleias realizadas na segunda-feira 26, mesmo dia em que os dados sobre violência foram divulgados pelo governo no estado.

Entre as reivindicações do movimento sindical estão: abertura e fechamento remoto de agências; instalação de biombos nos caixas; melhor atendimento aos bancários e demais vítimas de assaltos; fim da revista de funcionários; extinção das tarifas para transferências via DOC e TED; e a permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários.

Região

Os ataques a bancos tornaram-se cada vez mais frequentes em cidades pequenas da região. Este mês, uma quadrilha armada causou pânico em Pirangi ao invadir a cidade atirando contra a Polícia Militar e populares. Eles explodiram um caixa eletrônico da agência do Santander (fotos).

Em fevereiro e março, respectivamente, os alvos haviam sido as agências do Bradesco e Banco do Brasil. Também em fevereiro, na agência do Banco do Brasil do município de Taiúva, as explosões foram fortes e causaram grande destruição. 

No mês de julho, a agência do Bradesco situada no centro de Itápolis recebeu a “visita” de seis criminosos. Eles renderam três vigilantes e levaram todo o dinheiro dos caixas. Clientes tiveram celulares roubados e ficaram em estado de choque.

Em setembro, a agência do Bradesco de Tabatinga foi fechada por diretores do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região depois de ser invadida por uma quadrilha armada, que levou grande quantia em dinheiro, além de celulares dos clientes.  A inexistência de uma porta giratória com detector de metais facilitou a ação dos bandidos.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Paulo Franco, o Governo do Estado precisa reforçar o policiamento nas pequenas cidades do interior, uma vez que elas se tornaram alvos preferenciais dos bandidos – exatamente por não oferecer qualquer resistência policial. “Ao contrário, o governo está sucateando e reduzindo o efetivo da PM”, alfineta.
Fonte: Seeb SP, com edição de Seeb Catanduva

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