21/10/2015

Rose Nogueira faz palestra ’40 anos sem Vlado’ em Rio Preto

Em 1975, seis dias após a morte do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado nas dependências do DOI-CODI, oito mil pessoas foram até a Praça da Sé, em São Paulo, bradar sua indignação por aquela barbárie cometida pelo totalitarismo que vigorava no país desde 1964. O episódio marcou o início da derrocada da ditadura e da construção da democracia.
 
Quarenta anos depois, várias ações estão sendo desenvolvidas no país para relembrar a importância da data na história do país e celebrar a memória de Vladimir Herzog. Na região, os “40 anos sem Vlado” serão tema de palestra de Rose Nogueira, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo – ela foi torturada durante a ditadura militar.
 
A apresentação será na Câmara Municipal de São José do Rio Preto no dia 29 de outubro, às 14 horas, marcando o lançamento do projeto do Centro de Memória da Luta Contra a Ditadura. Na mesma data, ela também ministrará palestra a estudantes de Comunicação da Unilago.
 
A programação é uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPM) de São José do Rio Preto, com apoio da CUT, Fenaj e Unilago. “Precisamos preservar a memória do Vlado e bradar que não queremos a ditadura nunca mais”, frisa Roberto Carlos Vicentim, coordenador regional da CUT.
 
Quem é?
 
Jornalista e militante dos direitos humanos, Rose Nogueira foi presa e torturada em 1969. Na época, era repórter da Folha da Tarde, casada com o colega Luiz Roberto Clauset e fazia parte do grupo de apoio da ALN (Aliança de Libertação Nacional), de resistência à ditadura. Quando foi presa, seu filho Carlos Guilherme Clauset mal tinha completado 1 mês de vida.
 
Nos nove meses que passou encarcerada no presídio Tiradentes, em São Paulo, chegou a dividir a cela com mais 50 mulheres, entre elas a hoje presidenta Dilma Rousseff – eram conhecidas como “as donzelas da torre”. Em sua carreira, trabalhou na Editora Abril, foi editora do Jornal Nacional e uma das criadoras do TV Mulher, programa exigido pela Globo na década de 1980.
 
Hoje, Rose é militante do grupo Tortura Nunca Mais e, de 2006 a 2009, presidiu o Condepe-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), aproximando-se, sobretudo, de casos ligados à maternidade. Em 2007, ela publicou o livro ‘Crimes de Maio’, que mapeia os assassinatos ocorridos durante as ações do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2006.
Fonte: Seeb Catanduva

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