19/10/2015
Empregados da CEF rechaçam proposta da Fenaban e vão à luta por valorização
A insatisfação com a proposta da federação dos bancos (Fenaban) é geral também entre os empregados da Caixa. Os 5,5% de reajuste oferecido está longe de cobrir a inflação do período (9,88% pelo INPC) e representa perdas de 4% para salários, PLR, vales e auxílios.
“É ridícula! Não cobre nem a inflação do período. Por isso estamos na luta, queremos aumento real”, diz um empregado que aderiu à greve, que na sexta-feira 16 chegou ao 11º dia, e ajudava na organização do movimento em frente a uma agência da Avenida Paulista, onde funcionava apenas o autoatendimento.
O bancário lembrou que o vale-refeição já está defasado e que, pela proposta da Fenaban – aumento de apenas R$ 1,43 por dia no tíquete – continuaria abaixo da inflação. “Hoje meu VR só vai até o meio do mês, imagina como estaria em outubro de 2016!”, questiona o bancário.
“Se continuar assim, essa conquista da categoria, que significava subsidiar o almoço dos trabalhadores nos dias úteis do mês, não estará mais cumprindo sua função original”, diz ele, lembrando que alguns bancários, que trabalham em regiões onde o almoço é mais caro, como a Paulista, perdem ainda mais. “Aqui uma refeição simples custa entre 30 e 35 reais [hoje o VR está em R$ 26 por dia].”
Ele destaca ainda outro ponto importante da pauta geral da categoria e da específica do banco público: “Queremos mais contratações. Estamos com déficit de pessoal, que se agravou com a saída de muita gente pelo Plano de Apoio à Aposentadoria”. Com 30 anos de Caixa, o bancário percebe a mudança nas condições de trabalho. “Estamos muito mais sobrecarregados e pressionados. O ambiente de trabalho piorou muito.”
A opinião é confirmada por outra empregada do banco. “Trabalhei em uma agência de rua com apenas sete pessoas, dessas apenas dois caixas. Era um inferno. Um desgaste físico e psicológico porque a gente passava o dia inteiro ouvindo reclamação de clientes. Com certeza está faltando gente. Eles têm de contratar.” E lembra: “Eles têm lucro todo o ano, e esse lucro é graças a nós, ao nosso trabalho. E outra: não estão como outros setores que estão tendo perdas. Eles estão muito bem e podem nos atender”.
Outra colega de agência comenta a proposta dos bancos: “Vergonhosa, indecente!”. E acrescenta: “Além de um reajuste muito abaixo da inflação, não apresentaram proposta pra mais nada. A campanha não é só por salário, é também por empregos e melhores condições de trabalho”.
“Menos que a inflação é abusivo”, reforça outro empregado. “O trabalhador tem de manter seu poder de compra. Não repor nem as perdas da inflação é muita exploração. Não estamos no período da escravidão”, diz ele, que também aderiu à paralisação da categoria. “Tem mais que parar mesmo.”
“É ridícula! Não cobre nem a inflação do período. Por isso estamos na luta, queremos aumento real”, diz um empregado que aderiu à greve, que na sexta-feira 16 chegou ao 11º dia, e ajudava na organização do movimento em frente a uma agência da Avenida Paulista, onde funcionava apenas o autoatendimento.
O bancário lembrou que o vale-refeição já está defasado e que, pela proposta da Fenaban – aumento de apenas R$ 1,43 por dia no tíquete – continuaria abaixo da inflação. “Hoje meu VR só vai até o meio do mês, imagina como estaria em outubro de 2016!”, questiona o bancário.
“Se continuar assim, essa conquista da categoria, que significava subsidiar o almoço dos trabalhadores nos dias úteis do mês, não estará mais cumprindo sua função original”, diz ele, lembrando que alguns bancários, que trabalham em regiões onde o almoço é mais caro, como a Paulista, perdem ainda mais. “Aqui uma refeição simples custa entre 30 e 35 reais [hoje o VR está em R$ 26 por dia].”
Ele destaca ainda outro ponto importante da pauta geral da categoria e da específica do banco público: “Queremos mais contratações. Estamos com déficit de pessoal, que se agravou com a saída de muita gente pelo Plano de Apoio à Aposentadoria”. Com 30 anos de Caixa, o bancário percebe a mudança nas condições de trabalho. “Estamos muito mais sobrecarregados e pressionados. O ambiente de trabalho piorou muito.”
A opinião é confirmada por outra empregada do banco. “Trabalhei em uma agência de rua com apenas sete pessoas, dessas apenas dois caixas. Era um inferno. Um desgaste físico e psicológico porque a gente passava o dia inteiro ouvindo reclamação de clientes. Com certeza está faltando gente. Eles têm de contratar.” E lembra: “Eles têm lucro todo o ano, e esse lucro é graças a nós, ao nosso trabalho. E outra: não estão como outros setores que estão tendo perdas. Eles estão muito bem e podem nos atender”.
Outra colega de agência comenta a proposta dos bancos: “Vergonhosa, indecente!”. E acrescenta: “Além de um reajuste muito abaixo da inflação, não apresentaram proposta pra mais nada. A campanha não é só por salário, é também por empregos e melhores condições de trabalho”.
“Menos que a inflação é abusivo”, reforça outro empregado. “O trabalhador tem de manter seu poder de compra. Não repor nem as perdas da inflação é muita exploração. Não estamos no período da escravidão”, diz ele, que também aderiu à paralisação da categoria. “Tem mais que parar mesmo.”
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bancários de Catanduva e região: 63 anos de luta que ecoam no tempo e constroem o futuro
- Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!
- ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026