19/10/2015
Mais gerentes do Banco do Brasil aderem à Greve dos Bancários
“Não adianta jogar a greve nas costas dos caixas e dos escriturários e continuar fazendo negócio e batendo meta dentro da agência fechada para o público. O banco só sente a greve quando toma prejuízo, e só assim vai aceitar negociar esse índice que é uma vergonha.” A opinião é de uma gerente de relacionamento de uma agência localizada no centro de São Paulo.
Na sexta-feira 16, a unidade recebeu uma comissão formada por integrantes da diretoria do Sindicato e bancários que ocupam a mesma função. A frente tem o objetivo de convencer os colegas a aderirem ao movimento. Durante a visita, foi entregue carta explicando a necessidade de parar e realizada reunião entre a comissão e os bancários.
Depois da argumentação, em assembleia reservada, os trabalhadores deliberaram por paralisar as atividades por tempo indeterminado. Aquela que é a maior agência do estado e a terceira maior do país, com mais de 12 mil clientes, ficará sem negociar milhões de reais para o banco até que a greve acabe.
Agência fechada, mas se engana quem acha que os trabalhadores vão descansar, passear ou viajar. “Eu não entrei em greve para ficar em casa. Se eu parei, os outros também têm que parar”, afirmou uma bancária. Agora, eles vão formar outras células que percorrerão mais agências em busca de novas adesões de gerentes e assistentes. “Quanto mais gerentes participarem da greve, mais força teremos para lutar por aumento maior”, opinou outro bancário.
Desde quarta-feira 14, já são seis agências localizadas na base do Sindicato que sucumbiram à comissão de convencimento. E não é só o índice de reajuste de 5,5% oferecido pela Fenaban que motivou a adesão ao movimento. O sentimento de desvalorização dos gerentes transcende a proposta que impõe perdas de 4%. Abarca também a rotina de trabalho, caracterizada por metas abusivas, dificuldade de promoção e assédio moral.
“É meta, meta, meta, o tempo todo, e ela só aumenta. Produzimos muito para o banco e não recebemos reconhecimento por isso”, ilustra uma bancária. “E para completar, oferecem um índice que não repõe nem a inflação. O banco pediu para a gente entrar em greve.”
Um colega reforça: “Minha meta de Resultado de Seguridade [venda de produtos de previdência, capitalização e seguridade] aumentou 400% em dois anos e o banco quer dar um aumento de 5,5%, É muito desrespeito.”
Sem medo de fazer greve
E o medo de que a adesão à greve possa prejudicar a carreira no banco não existe entre esses gerentes e assistentes. “Falar que fazer greve vai impedir o crescimento dentro da empresa é confiar muito pouco no próprio taco”, opinou uma.
“Isso não existe, não é a greve que vai fazer o cara perder a comissão. Só quem faz besteira é descomissionado. Temos de parar com esse medo e nos unirmos”, opinou outra. “Estou há mais de 10 anos no Banco do Brasil e nunca vi ninguém que participou de greve ser descomissionado por causa disso”, reforçou um colega.
Um integrante da frente de convencimento ressaltou que o cargo de gerente de relacionamento não é de confiança. “Nós não assinamos procuração pelo banco. Ao invés disso, nós batemos ponto, somos peões, proletários, e por isso temos todo o direito de fazer greve.”
Na sexta-feira 16, a unidade recebeu uma comissão formada por integrantes da diretoria do Sindicato e bancários que ocupam a mesma função. A frente tem o objetivo de convencer os colegas a aderirem ao movimento. Durante a visita, foi entregue carta explicando a necessidade de parar e realizada reunião entre a comissão e os bancários.
Depois da argumentação, em assembleia reservada, os trabalhadores deliberaram por paralisar as atividades por tempo indeterminado. Aquela que é a maior agência do estado e a terceira maior do país, com mais de 12 mil clientes, ficará sem negociar milhões de reais para o banco até que a greve acabe.
Agência fechada, mas se engana quem acha que os trabalhadores vão descansar, passear ou viajar. “Eu não entrei em greve para ficar em casa. Se eu parei, os outros também têm que parar”, afirmou uma bancária. Agora, eles vão formar outras células que percorrerão mais agências em busca de novas adesões de gerentes e assistentes. “Quanto mais gerentes participarem da greve, mais força teremos para lutar por aumento maior”, opinou outro bancário.
Desde quarta-feira 14, já são seis agências localizadas na base do Sindicato que sucumbiram à comissão de convencimento. E não é só o índice de reajuste de 5,5% oferecido pela Fenaban que motivou a adesão ao movimento. O sentimento de desvalorização dos gerentes transcende a proposta que impõe perdas de 4%. Abarca também a rotina de trabalho, caracterizada por metas abusivas, dificuldade de promoção e assédio moral.
“É meta, meta, meta, o tempo todo, e ela só aumenta. Produzimos muito para o banco e não recebemos reconhecimento por isso”, ilustra uma bancária. “E para completar, oferecem um índice que não repõe nem a inflação. O banco pediu para a gente entrar em greve.”
Um colega reforça: “Minha meta de Resultado de Seguridade [venda de produtos de previdência, capitalização e seguridade] aumentou 400% em dois anos e o banco quer dar um aumento de 5,5%, É muito desrespeito.”
Sem medo de fazer greve
E o medo de que a adesão à greve possa prejudicar a carreira no banco não existe entre esses gerentes e assistentes. “Falar que fazer greve vai impedir o crescimento dentro da empresa é confiar muito pouco no próprio taco”, opinou uma.
“Isso não existe, não é a greve que vai fazer o cara perder a comissão. Só quem faz besteira é descomissionado. Temos de parar com esse medo e nos unirmos”, opinou outra. “Estou há mais de 10 anos no Banco do Brasil e nunca vi ninguém que participou de greve ser descomissionado por causa disso”, reforçou um colega.
Um integrante da frente de convencimento ressaltou que o cargo de gerente de relacionamento não é de confiança. “Nós não assinamos procuração pelo banco. Ao invés disso, nós batemos ponto, somos peões, proletários, e por isso temos todo o direito de fazer greve.”
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