13/10/2015
Oitavo dia de greve e a culpa é dos bancos
Os bancários entram no oitavo dia de greve com agências fechadas em todo o país nesta terça-feira 13. Os trabalhadores fortalecem a luta a cada dia contra a postura dos bancos, que querem impor perdas aos trabalhadores com uma proposta rebaixada que não cobre nem a inflação, enquanto se propõem a pagar grandes aumentos para executivos.
“Os bancos estão sendo oportunistas e querem se aproveitar da crise para acabar com o modelo de aumento real”, dispara a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. Ela destaca que ao contrário de outros segmentos, “o momento não está difícil para os bancos, cujo lucro cresceu 27% nos seis primeiros meses do ano, para R$ 36 bilhões".
No dia 25 de setembro a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta de reajuste de 5,5% mais abono de R$ 2.500. Foi considerada desrespeitosa pela categoria, que rejeitou o índice e deflagrou greve a partir do dia 6, em assembleias realizadas no dia 1º de outubro. “O silêncio dos banqueiros faz a greve crescer a cada dia”, reforça a dirigente.
Os bancários de Catanduva também aderiram de forma maciça à greve da categoria. Até este momento, são 67 agências paralisadas na região. Na cidade, todas fecharam as portas. O objetivo, segundo o presidente do Sindicato, Paulo Franco, é pressionar os bancos para que novas propostas, que satisfaçam os trabalhadores, sejam apresentadas pelos banqueiros.
“Queremos aumento real de salário e melhores condições de trabalho. Sabemos que os bancos podem oferecer muito mais”, resume o sindicalista. Ele ressalta a importância da mobilização: "Os bancos só visam os lucros e o trabalhador acaba ficando em segundo plano. A greve mostrará para os bancos que são os bancários que fazem o setor funcionar".
Enquanto querem impor perdas para seus empregados, os bancos preveem pagar aumentos de até 81% para seus executivos. Vale lembrar que a remuneração média desses diretores já chega a R$ 419 mil ao mês, perfazendo R$ 5 milhões ao ano. Um bancário em início de carreira levaria 210 anos para ganhar o mesmo. A luta dos bancários também é contra toda essa desigualdade.
RAZÕES NÃO FALTAM PARA PARAR
Tá feio para a imagem dos bancos! Afinal, já está todo mundo comentando: o setor que mais lucra no Brasil levar seus empregados à greve ao propor perdas salariais... Não dá. “Eles não têm vergonha na cara de oferecer um reajuste desses, mesmo com o tanto de lucro que a gente dá para os bancos”, afirmou uma funcionária do Bradesco, em Osasco, queixando-se dos 5,5% apresentados pela Fenaban.
O abono oferecido, de R$ 2,5 mil, também não agradou em nada a categoria. “É uma enganação. Sem aumento no salário, não significa nada. Você recebe uma vez e fica o ano inteiro com a inflação comendo o que você ganha”, comentou um bancário do BB, da zona leste.
“Este não é um ramo em crise. Então, além do reajuste, a PLR também deveria ser maior”, disse uma funcionária da região da Paulista.
“Essa situação é uma vergonha para os bancos, que ainda não fizeram contato para voltar a negociar e apresentar uma proposta justa para os trabalhadores”, critica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
“Alguém realmente acha que seria difícil para essas instituições, que ganharam mais de R$ 42 bi somente este ano no Brasil, atender às reivindicações de seus empregados? Os bancos não só podem oferecer aumento real como também contratar mais, ao invés de demitir”.
VA e VR
“Gostaríamos muito que houvesse reajuste nos vales, principalmente no de refeição. Para nós que trabalhamos na região da Paulista comer é mais caro e acaba pesando”, lembrou uma bancária.
“A comida nos restaurantes está muito cara e o meu vale-refeição termina quando chega o dia 20. Então tenho de ‘fazer um ‘bem bolado’: um dia trago comida, em outro faço lanche. O que querem nos dar é muito pouco”, disse um auxiliar administrativo do Santander, no centro da capital, sobre o aumento de R$ 1,43 no vale-refeição, que não dá nem para uma coxinha.
“Não faz muito tempo o VA dava para até três carrinhos de compra. Hoje mal dá para um e olhe que minha família não é grande. Nessa greve também temos de ter aumento nos vales refeição e alimentação, pois fazem grande diferença para todos nós”, reforçou uma caixa do Itaú.
Saúde e Educação
“Queríamos poder incluir nossos pais como dependentes do plano de saúde empresarial, seria uma grande conquista. Não pretendo ter filhos e meus pais não têm condições de pagar um plano, para idosos é caro demais”, apontou uma trabalhadora do Bradesco, na Paulista. “Falta também incentivo para estudar, deveria ter mais programas de bolsas de estudos”, completou uma colega de agência. Do mesmo banco, mas no centro velho, a mesma queixa.
“Os bancos estão sendo oportunistas e querem se aproveitar da crise para acabar com o modelo de aumento real”, dispara a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. Ela destaca que ao contrário de outros segmentos, “o momento não está difícil para os bancos, cujo lucro cresceu 27% nos seis primeiros meses do ano, para R$ 36 bilhões".
No dia 25 de setembro a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta de reajuste de 5,5% mais abono de R$ 2.500. Foi considerada desrespeitosa pela categoria, que rejeitou o índice e deflagrou greve a partir do dia 6, em assembleias realizadas no dia 1º de outubro. “O silêncio dos banqueiros faz a greve crescer a cada dia”, reforça a dirigente.
Os bancários de Catanduva também aderiram de forma maciça à greve da categoria. Até este momento, são 67 agências paralisadas na região. Na cidade, todas fecharam as portas. O objetivo, segundo o presidente do Sindicato, Paulo Franco, é pressionar os bancos para que novas propostas, que satisfaçam os trabalhadores, sejam apresentadas pelos banqueiros.
“Queremos aumento real de salário e melhores condições de trabalho. Sabemos que os bancos podem oferecer muito mais”, resume o sindicalista. Ele ressalta a importância da mobilização: "Os bancos só visam os lucros e o trabalhador acaba ficando em segundo plano. A greve mostrará para os bancos que são os bancários que fazem o setor funcionar".
Enquanto querem impor perdas para seus empregados, os bancos preveem pagar aumentos de até 81% para seus executivos. Vale lembrar que a remuneração média desses diretores já chega a R$ 419 mil ao mês, perfazendo R$ 5 milhões ao ano. Um bancário em início de carreira levaria 210 anos para ganhar o mesmo. A luta dos bancários também é contra toda essa desigualdade.
RAZÕES NÃO FALTAM PARA PARAR
Tá feio para a imagem dos bancos! Afinal, já está todo mundo comentando: o setor que mais lucra no Brasil levar seus empregados à greve ao propor perdas salariais... Não dá. “Eles não têm vergonha na cara de oferecer um reajuste desses, mesmo com o tanto de lucro que a gente dá para os bancos”, afirmou uma funcionária do Bradesco, em Osasco, queixando-se dos 5,5% apresentados pela Fenaban.
O abono oferecido, de R$ 2,5 mil, também não agradou em nada a categoria. “É uma enganação. Sem aumento no salário, não significa nada. Você recebe uma vez e fica o ano inteiro com a inflação comendo o que você ganha”, comentou um bancário do BB, da zona leste.
“Este não é um ramo em crise. Então, além do reajuste, a PLR também deveria ser maior”, disse uma funcionária da região da Paulista.
“Essa situação é uma vergonha para os bancos, que ainda não fizeram contato para voltar a negociar e apresentar uma proposta justa para os trabalhadores”, critica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
“Alguém realmente acha que seria difícil para essas instituições, que ganharam mais de R$ 42 bi somente este ano no Brasil, atender às reivindicações de seus empregados? Os bancos não só podem oferecer aumento real como também contratar mais, ao invés de demitir”.
VA e VR
“Gostaríamos muito que houvesse reajuste nos vales, principalmente no de refeição. Para nós que trabalhamos na região da Paulista comer é mais caro e acaba pesando”, lembrou uma bancária.
“A comida nos restaurantes está muito cara e o meu vale-refeição termina quando chega o dia 20. Então tenho de ‘fazer um ‘bem bolado’: um dia trago comida, em outro faço lanche. O que querem nos dar é muito pouco”, disse um auxiliar administrativo do Santander, no centro da capital, sobre o aumento de R$ 1,43 no vale-refeição, que não dá nem para uma coxinha.
“Não faz muito tempo o VA dava para até três carrinhos de compra. Hoje mal dá para um e olhe que minha família não é grande. Nessa greve também temos de ter aumento nos vales refeição e alimentação, pois fazem grande diferença para todos nós”, reforçou uma caixa do Itaú.
Saúde e Educação
“Queríamos poder incluir nossos pais como dependentes do plano de saúde empresarial, seria uma grande conquista. Não pretendo ter filhos e meus pais não têm condições de pagar um plano, para idosos é caro demais”, apontou uma trabalhadora do Bradesco, na Paulista. “Falta também incentivo para estudar, deveria ter mais programas de bolsas de estudos”, completou uma colega de agência. Do mesmo banco, mas no centro velho, a mesma queixa.
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