05/10/2015
Em Rio Preto, Frente Brasil Popular conclama população a defender a democracia

O Dia Nacional em Defesa da Democracia, da Petrobras e contra o Ajuste Fiscal movimentou mais de 20 estados e o Distrito Federal, no sábado (3). Organizados pela Frente Brasil Popular, os atos contaram com a adesão de centrais sindicais, movimentos sociais e populares. O ato marcou o aniversário de 62 anos da Petrobras, com manifesto contra as investidas de parte da oposição que quer tirar a exclusividade da empresa, tornar inoperante o regime de partilha e restabelecer o de concessões.
"Queremos tomar as ruas do Brasil inteiro em defesa da Petrobras, em defesa da democracia, contra o golpismo, contra a política econômica e pelas reformas de base que sempre propusemos", ressaltou o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Os manifestantes exigiram mudanças na política econômica, com medidas que garantam a retomada do crescimento, com distribuição de renda e empregos. Os atos condenaram também a agenda golpista da direita e as campanhas de ódio de classe e intolerância.
Na região, a atividade foi liderada pela subsede da CUT de São José do Rio Preto e contou com manifesto e caminhada ao longo do calçadão comercial, com concentração em frente ao Praça Shopping, na rua Bernardino de Campos, e término na Biblioteca Pública Municipal.
“Demos um claro recado à população que nossa democracia está em risco frente ao golpismo, que tenta fazer crer que o país está insustentável. Pelo contrário, os votos dados à presidenta devem ser respeitados. O cidadão deve cobrá-la para que suas necessidades sejam atendidas, bem como os outros poderes, sobretudo o Congresso Nacional – que está aprovando projetos que atentam contra os direitos dos trabalhadores”, comenta Roberto Carlos Vicentim (foto), coordenador da subsede da CUT de São José do Rio Preto.Segundo ele, alguns projetos em trâmite no Congresso colocam em risco a soberania nacional, como é o caso do Projeto de Lei 131, apresentado pelo senador José Serra (PSDB), que quer derrubar o sistema de partilha do pré-sal, aprovado em 2010 pelo governo Lula, e entregar a exploração de petróleo ao capital privado.
“Esse projeto de lei derruba a participação mínima de 30% da empresa estatal nos consórcios de exploração e coloca em risco a política de investimentos das receitas da venda do petróleo em saúde e educação, beneficiando petrolíferas estrangeiras e direcionando os lucros para o exterior. Com essas ações, o Congresso se coloca na contramão dos interesses do país”, critica.
Durante a manifestação em Rio Preto, dirigentes e líderes de movimentos sociais discursaram e ressaltaram a necessidade da população ficar atenta aos acontecimentos e participar ativamente dos atos populares em favor da democracia. A vereadora Celi Regina (PT), de Rio Preto, representou o Legislativo local. Segundo os organizadores, cerca de 500 trabalhadores participaram da mobilização.
Apoiadores
O manifesto da Frente Brasil Popular foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), com apoio da Central de Movimentos Populares (CMP), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Conselho de Entidades Negras (Conem), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conan).
Em Rio Preto, a ação ainda teve participação de representantes do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Sindicato das Domésticas, Apeoesp, Sindicato dos Jornalistas, Núcleo de Apoio à Reforma Agrária (Nara), Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), Sindicato dos Municipais de São José do Rio Preto.
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