30/09/2015
BB fala em diálogo, não marca negociação e tenta desmobilizar funcionários
Em vez de marcar negociação com os dirigentes sindicais e apresentar proposta global às reivindicações específicas dos funcionários para renovação do acordo aditivo, a direção do Banco do Brasil aposta na confusão para tentar desmobilizar os trabalhadores dentro da Campanha Nacional.
A rodada de negociação mais recente ocorreu em 18 de setembro e, mesmo assim, o BB divulgou comunicado interno deixando a entender que as reuniões com a Comissão de Empresa dos Funcionários prosseguem normalmente.
“O banco interrompeu o processo negocial e até o momento não atendeu nossa cobrança de marcar reunião para apresentar sua proposta. As pessoas não podem cair nessa enrolação. Devem se organizar para fazer grande assembleia nesta quinta 1º e iniciar a greve a partir do dia 6”, afirma o João Fukunaga, dirigente do Sindicato de São Paulo e integrante da Comissão de Empresa, que participa das mesas de negociação com o banco.
No Boletim Pessoal divulgado pelo Banco do Brasil sobre a Campanha Nacional dos Bancários, o banco fala sobre o processo negocial e cita os poucos avanços até agora na mesa de negociação específica e reafirma a proposta apresentada na mesa da Fenaban. O BB também discorre sobre a importância do banco para a sociedade e a destinação do lucro e, ainda, se apresenta aberto ao diálogo e negociação.
O que o banco não diz é que o lucro do BB foi conseguido às custas dos trabalhadores, com metas abusivas que causam adoecimento, com muita pressão, assédio e ameaças, muitas vezes institucionalizadas.
O Banco também se esquece de mencionar que o Comando Nacional entregou a minuta específica dos funcionários do BB no dia 11 de agosto e também que desde a negociação, realizada no dia 18 de setembro, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora o Comando Nacional, vem solicitando uma mesa para apresentação de propostas específicas. No dia 24/09 foi enviado ofício ao BB cobrando negociação.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o banco fala de lucro e destinação, mas se esquece dos funcionários, que produziram este lucro. "O BB fala em diálogo, mas se recusa a fazer uma mesa de negociação para apresentação de proposta" critica.
"Podemos afirmar com toda certeza que a representação dos trabalhadores está aberta ao diálogo e, por isso, continuamos aguardando o retorno do BB à nossa solicitação de negociação. Vamos às assembleias dar uma resposta clara à nossa indignação pela proposta apresentada. E a resposta neste momento só tem uma palavra: greve", destaca.
Entre as reivindicações para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) destacam-se: mais contratações, melhorias no PCR (Plano de Carreira e Remuneração), fim dos descomissionamentos, do assédio moral e das metas abusivas.
Nada de concreto
A Comissão de Empresa dos Funcionários cobrou que a direção do Banco do Brasil apresentasse sua proposta global para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A reivindicação foi feita ao término da quinta rodada de negociação específica da Campanha Nacional Unificada, no dia 18, que debateu carreira, centrais de atendimento e os segmentos Estilo e Private.
João Fukunaga frisa que todos os temas da pauta entregue ao BB em 11 de agosto já foram abordados. “Nosso pleito é fruto de amplo debate nacional e atende às necessidades do funcionalismo no que se refere à melhoria das condições de trabalho, saúde do trabalhador, segurança, Cassi, Previ e valorização profissional. Temos a convicção de que o banco tem condições de atender todas elas.”
Na ocasião, os representantes do banco se limitaram a ouvir as argumentações dos sindicalistas sem nada apresentar de concreto. Ainda não há previsão de data para a próxima negociação com o Banco do Brasil.
A rodada de negociação mais recente ocorreu em 18 de setembro e, mesmo assim, o BB divulgou comunicado interno deixando a entender que as reuniões com a Comissão de Empresa dos Funcionários prosseguem normalmente.
“O banco interrompeu o processo negocial e até o momento não atendeu nossa cobrança de marcar reunião para apresentar sua proposta. As pessoas não podem cair nessa enrolação. Devem se organizar para fazer grande assembleia nesta quinta 1º e iniciar a greve a partir do dia 6”, afirma o João Fukunaga, dirigente do Sindicato de São Paulo e integrante da Comissão de Empresa, que participa das mesas de negociação com o banco.
No Boletim Pessoal divulgado pelo Banco do Brasil sobre a Campanha Nacional dos Bancários, o banco fala sobre o processo negocial e cita os poucos avanços até agora na mesa de negociação específica e reafirma a proposta apresentada na mesa da Fenaban. O BB também discorre sobre a importância do banco para a sociedade e a destinação do lucro e, ainda, se apresenta aberto ao diálogo e negociação.
O que o banco não diz é que o lucro do BB foi conseguido às custas dos trabalhadores, com metas abusivas que causam adoecimento, com muita pressão, assédio e ameaças, muitas vezes institucionalizadas.
O Banco também se esquece de mencionar que o Comando Nacional entregou a minuta específica dos funcionários do BB no dia 11 de agosto e também que desde a negociação, realizada no dia 18 de setembro, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora o Comando Nacional, vem solicitando uma mesa para apresentação de propostas específicas. No dia 24/09 foi enviado ofício ao BB cobrando negociação.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o banco fala de lucro e destinação, mas se esquece dos funcionários, que produziram este lucro. "O BB fala em diálogo, mas se recusa a fazer uma mesa de negociação para apresentação de proposta" critica.
"Podemos afirmar com toda certeza que a representação dos trabalhadores está aberta ao diálogo e, por isso, continuamos aguardando o retorno do BB à nossa solicitação de negociação. Vamos às assembleias dar uma resposta clara à nossa indignação pela proposta apresentada. E a resposta neste momento só tem uma palavra: greve", destaca.
Entre as reivindicações para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) destacam-se: mais contratações, melhorias no PCR (Plano de Carreira e Remuneração), fim dos descomissionamentos, do assédio moral e das metas abusivas.
Nada de concreto
A Comissão de Empresa dos Funcionários cobrou que a direção do Banco do Brasil apresentasse sua proposta global para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A reivindicação foi feita ao término da quinta rodada de negociação específica da Campanha Nacional Unificada, no dia 18, que debateu carreira, centrais de atendimento e os segmentos Estilo e Private.
João Fukunaga frisa que todos os temas da pauta entregue ao BB em 11 de agosto já foram abordados. “Nosso pleito é fruto de amplo debate nacional e atende às necessidades do funcionalismo no que se refere à melhoria das condições de trabalho, saúde do trabalhador, segurança, Cassi, Previ e valorização profissional. Temos a convicção de que o banco tem condições de atender todas elas.”
Na ocasião, os representantes do banco se limitaram a ouvir as argumentações dos sindicalistas sem nada apresentar de concreto. Ainda não há previsão de data para a próxima negociação com o Banco do Brasil.
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