22/09/2015
OS BANCOS PODEM PAGAR - Lucros estão nas alturas: 27% a mais em 2015
Para banco não tem crise. Mais que isso, diante dos lucros estrondosos que acumulam ano a ano no país, as instituições financeiras devem muito à sociedade brasileira. Chegou a hora de retribuir o tanto que ganham com a prestação de serviços, as altas taxas de juros, a bancarização elevada.
Uma maneira de fazer isso é contratando mais bancários, tanto para melhorar o atendimento à população como as condições de trabalho, reduzindo assim o alto grau de adoecimento que penaliza a categoria.
Ao contrário, os bancos vêm extinguindo milhares de postos de trabalho no país, mesmo vendo seus resultados cada vez mais elevados.
Além disso, a federação dos bancos (Fenaban) tem plenas condições de apresentar, na rodada de negociação marcada para sexta-feira 25, proposta que resolva a mesa, com aumento real para os salários, valorização da PLR, do piso e dos vales.
“Se há um setor na economia nacional com condição para isso é o financeiro”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários que negocia com a Fenaban.
“Para os bancos, não há crise. É diferente de outros setores que sofrem com juros e dólar altos, com inadimplência. Seja qual for o indicador utilizado, as instituições financeiras estão ganhando muito no Brasil e isso não é de hoje, vem de décadas. Ou seja, passou da hora de os bancos devolverem à sociedade o tanto que ganham com ela. Seja criando mais empregos bancários, seja com aumento real e maior participação nos lucros. O que é pago aos trabalhadores é dinheiro que volta para o mercado seja em forma de mensalidades escolares, na compra de produtos e serviços, e isso ajuda a aquecer a economia nacional, algo tão necessário agora”, cobra a dirigente.
Participação
Quarta-feira 23 é Dia Nacional de Luta. Os bancários estarão nas ruas e darão um claro recado aos bancos: “estamos mobilizados”. Como em todos os anos, a disposição do Comando da categoria é resolver a campanha em mesa de negociação.
“Mas não vamos aceitar, de um setor que ganha tanto, desculpas esfarrapadas. Os bancários querem valorização, querem respeito e estaremos prontos para a luta se os bancos negarem nossas reivindicações”, reforça Juvandia.
Lucros nas alturas
Enquanto a previsão para a variação do PIB para os próximos dois anos é de menos 2%, os lucros dos três maiores bancos privados no país crescem, e muito: o resultado líquido do Itaú no primeiro semestre deste ano (R$ 11,942 bilhões) é 25,7% superior ao do mesmo período de 2014; o do Bradesco é 20,6% maior (R$ 8,8 bilhões); e o do Santander cresceu 15,5% (R$ 3,3 bilhões). Somados ao BB e à Caixa, os cinco maiores bancos lucraram, juntos, R$ 36,3 bi, crescimento de 27,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.
PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES
- Reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
- PLR: três salários mais R$ 7.246,82 de parcela fixa adicional
- Piso: R$ 3.299,66 (salário mínimo Dieese)
- Vales alimentação, 13ª cesta e auxíliocreche/babá: R$ 788 cada (salário mínimo nacional)
- Vale-refeição: R$ 34,26 ao dia
- 14º salário
- Garantia de emprego e ampliação das contratações
- Fim das metas abusivas e do assédio moral
- Medidas de segurança como dois vigilantes durante o expediente, instalação de biombos nos caixas e fim da revista dos bancários
Uma maneira de fazer isso é contratando mais bancários, tanto para melhorar o atendimento à população como as condições de trabalho, reduzindo assim o alto grau de adoecimento que penaliza a categoria.
Ao contrário, os bancos vêm extinguindo milhares de postos de trabalho no país, mesmo vendo seus resultados cada vez mais elevados.
Além disso, a federação dos bancos (Fenaban) tem plenas condições de apresentar, na rodada de negociação marcada para sexta-feira 25, proposta que resolva a mesa, com aumento real para os salários, valorização da PLR, do piso e dos vales.
“Se há um setor na economia nacional com condição para isso é o financeiro”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários que negocia com a Fenaban.
“Para os bancos, não há crise. É diferente de outros setores que sofrem com juros e dólar altos, com inadimplência. Seja qual for o indicador utilizado, as instituições financeiras estão ganhando muito no Brasil e isso não é de hoje, vem de décadas. Ou seja, passou da hora de os bancos devolverem à sociedade o tanto que ganham com ela. Seja criando mais empregos bancários, seja com aumento real e maior participação nos lucros. O que é pago aos trabalhadores é dinheiro que volta para o mercado seja em forma de mensalidades escolares, na compra de produtos e serviços, e isso ajuda a aquecer a economia nacional, algo tão necessário agora”, cobra a dirigente.
Participação
Quarta-feira 23 é Dia Nacional de Luta. Os bancários estarão nas ruas e darão um claro recado aos bancos: “estamos mobilizados”. Como em todos os anos, a disposição do Comando da categoria é resolver a campanha em mesa de negociação.
“Mas não vamos aceitar, de um setor que ganha tanto, desculpas esfarrapadas. Os bancários querem valorização, querem respeito e estaremos prontos para a luta se os bancos negarem nossas reivindicações”, reforça Juvandia.
Lucros nas alturas
Enquanto a previsão para a variação do PIB para os próximos dois anos é de menos 2%, os lucros dos três maiores bancos privados no país crescem, e muito: o resultado líquido do Itaú no primeiro semestre deste ano (R$ 11,942 bilhões) é 25,7% superior ao do mesmo período de 2014; o do Bradesco é 20,6% maior (R$ 8,8 bilhões); e o do Santander cresceu 15,5% (R$ 3,3 bilhões). Somados ao BB e à Caixa, os cinco maiores bancos lucraram, juntos, R$ 36,3 bi, crescimento de 27,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.
PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES
- Reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
- PLR: três salários mais R$ 7.246,82 de parcela fixa adicional
- Piso: R$ 3.299,66 (salário mínimo Dieese)
- Vales alimentação, 13ª cesta e auxíliocreche/babá: R$ 788 cada (salário mínimo nacional)
- Vale-refeição: R$ 34,26 ao dia
- 14º salário
- Garantia de emprego e ampliação das contratações
- Fim das metas abusivas e do assédio moral
- Medidas de segurança como dois vigilantes durante o expediente, instalação de biombos nos caixas e fim da revista dos bancários
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