17/09/2015
BB aceita suspender retaliações e negociar acordo sobre 15 minutos para as mulheres
O Banco do Brasil aceitou na última terça-feira (15), em discussão específica sobre o tema com a Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários e integrada pela Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN), suspender as medidas retaliatórias que adotou em janeiro e abrir negociação para encontrar uma solução definitiva para a questão dos 15 minutos de intervalo das mulheres bancárias que fazem horas extras.
A reunião para discutir exclusivamente esse tema foi agendada na sexta-feira (11), durante as negociações específicas da Campanha Nacional 2015. Também participaram do encontro os Sindicatos de Brasília e Pará.
As entidades sindicais solicitaram que houvesse negociação para resolução do tema com a construção de cláusula no acordo coletivo que visasse o cumprimento da lei sem prejuízo para as mulheres bancárias e com discussão do pagamento do passivo. O BB concordou em debater a questão na mesa da Fenaban e na negociação específica.
Com a aceitação por parte do BB de abertura do processo negocial, o Sindicato dos Bancários de Brasília propôs, mediante compromisso do BB em reverter a medida retaliatória imposta às mulheres, discutir com as bancárias sobre a possibilidade de suspensão por um prazo de 90 dias do processo judicial movido pela entidade. A proposta foi aceita pelas funcionárias em plenária realizada na sede do Sindicato na noite de terça (15).
Assim, após a conclusão dos procedimentos jurídicos que serão encaminhados aos tribunais pelo BB e pelos sindicatos, a Diretoria de Gestão de Pessoas informou que reverterá as medidas retaliatórias que persistem em apenas três estados.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) do BB, a reunião demonstra que do lado das entidades estamos sempre dispostos a negociar soluções em favor dos trabalhadores, nestes casos específicos, as bancárias do Banco do Brasil: "A suspensão proposta resolve uma parte do problema, mas queremos continuar o processo de negociação, pois a questão envolvendo o intervalo não é somente se descansa ou não, há questões sobre gerenciamento do ponto eletrônico, intervalo não realizado e hora extra não paga. Entendemos que estas questões devam ser detalhadamente negociadas com os sindicatos", destacou.
O intervalo de 15 minutos de descanso para as mulheres antes da realização das horas extras é um direito previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943.
Mas o que era para ser um benefício se tornou um instrumento de punição nas mãos do BB e um transtorno na vida das trabalhadoras, que criticam a medida porque, por imposição, acabam ficando mais 15 minutos no local de trabalho sem receber por isso, o que também funciona como um instrumento de discriminação. No último dia 9, a Caixa também impôs o intervalo de 15 minutos às empregadas.
Decisão do STF
Com o descumprimento da lei por parte das empresas, diversas mulheres ingressaram com ações individuais na Justiça, cobrando o pagamento do descanso não usufruído. Os processos foram parar no Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2014, julgou constitucional a lei que concede o intervalo de descanso às mulheres.
Ao julgar ação de uma rede de supermercados de Santa Catarina, o STF decidiu em caráter de repercussão geral (quando o entendimento deve ser adotado em todas as instâncias da Justiça) que o artigo é constitucional e deve ser respeitado.
Após a decisão do STF, dezenas de sindicatos do Brasil ingressaram com ações coletivas cobrando o pagamento dos 15 minutos.
Em janeiro de 2015, alegando respeitar a decisão do Supremo, a direção do BB instituiu, unilateralmente, norma que ampliou a jornada de trabalho das mulheres em 15 minutos, quando estas realizassem horas extras ou compensassem horas negativas.
Contrário à medida, o Sindicato de Brasília realizou plenária sobre o tema, onde foi discutida e aprovada uma estratégia de luta. Outra plenária realizada nesta terça-feira 15 autorizou a continuidade das negociações com o BB visando a busca de um acordo definitivo sobre o tema.
Em agosto deste ano, o STF anulou a decisão sobre o tema observando erro procedimental em um dos momentos do julgamento. Assim, o STF irá realizar novo julgamento sobre a constitucionalidade dessa lei, ainda sem data marcada.
Agora em setembro, em mais uma atitude unilateral, o BB alterou a norma interna sobre o tema, mantendo a punição e desconto somente das bancárias de unidades da Federação onde haviam sido concedidas liminares judiciais sobre o tema, caso de Brasília.
Para pressionar o banco, o Sindicato de Brasília realizou um ato no dia 9 de setembro em frente ao edifício sede do BB (Green Towers), no Setor de Autarquia Norte (SAN). Os bancários paralisaram por duas horas - das 7h às 9h - uma das principais dependências da empresa em apoio às bancárias, contra o assédio moral institucionalizado praticado pelo banco.
Além disso, cobrou em mesa de negociação geral da última sexta, que o BB revertesse a retaliação às funcionárias de Brasília, e efetivasse o pagamento dos 15 minutos trabalhados gratuitamente. O BB concordou em realizar mesa específica sobre a questão, realizada nesta terça (15).
A reunião para discutir exclusivamente esse tema foi agendada na sexta-feira (11), durante as negociações específicas da Campanha Nacional 2015. Também participaram do encontro os Sindicatos de Brasília e Pará.
As entidades sindicais solicitaram que houvesse negociação para resolução do tema com a construção de cláusula no acordo coletivo que visasse o cumprimento da lei sem prejuízo para as mulheres bancárias e com discussão do pagamento do passivo. O BB concordou em debater a questão na mesa da Fenaban e na negociação específica.
Com a aceitação por parte do BB de abertura do processo negocial, o Sindicato dos Bancários de Brasília propôs, mediante compromisso do BB em reverter a medida retaliatória imposta às mulheres, discutir com as bancárias sobre a possibilidade de suspensão por um prazo de 90 dias do processo judicial movido pela entidade. A proposta foi aceita pelas funcionárias em plenária realizada na sede do Sindicato na noite de terça (15).
Assim, após a conclusão dos procedimentos jurídicos que serão encaminhados aos tribunais pelo BB e pelos sindicatos, a Diretoria de Gestão de Pessoas informou que reverterá as medidas retaliatórias que persistem em apenas três estados.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) do BB, a reunião demonstra que do lado das entidades estamos sempre dispostos a negociar soluções em favor dos trabalhadores, nestes casos específicos, as bancárias do Banco do Brasil: "A suspensão proposta resolve uma parte do problema, mas queremos continuar o processo de negociação, pois a questão envolvendo o intervalo não é somente se descansa ou não, há questões sobre gerenciamento do ponto eletrônico, intervalo não realizado e hora extra não paga. Entendemos que estas questões devam ser detalhadamente negociadas com os sindicatos", destacou.
O intervalo de 15 minutos de descanso para as mulheres antes da realização das horas extras é um direito previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943.
Mas o que era para ser um benefício se tornou um instrumento de punição nas mãos do BB e um transtorno na vida das trabalhadoras, que criticam a medida porque, por imposição, acabam ficando mais 15 minutos no local de trabalho sem receber por isso, o que também funciona como um instrumento de discriminação. No último dia 9, a Caixa também impôs o intervalo de 15 minutos às empregadas.
Decisão do STF
Com o descumprimento da lei por parte das empresas, diversas mulheres ingressaram com ações individuais na Justiça, cobrando o pagamento do descanso não usufruído. Os processos foram parar no Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2014, julgou constitucional a lei que concede o intervalo de descanso às mulheres.
Ao julgar ação de uma rede de supermercados de Santa Catarina, o STF decidiu em caráter de repercussão geral (quando o entendimento deve ser adotado em todas as instâncias da Justiça) que o artigo é constitucional e deve ser respeitado.
Após a decisão do STF, dezenas de sindicatos do Brasil ingressaram com ações coletivas cobrando o pagamento dos 15 minutos.
Em janeiro de 2015, alegando respeitar a decisão do Supremo, a direção do BB instituiu, unilateralmente, norma que ampliou a jornada de trabalho das mulheres em 15 minutos, quando estas realizassem horas extras ou compensassem horas negativas.
Contrário à medida, o Sindicato de Brasília realizou plenária sobre o tema, onde foi discutida e aprovada uma estratégia de luta. Outra plenária realizada nesta terça-feira 15 autorizou a continuidade das negociações com o BB visando a busca de um acordo definitivo sobre o tema.
Em agosto deste ano, o STF anulou a decisão sobre o tema observando erro procedimental em um dos momentos do julgamento. Assim, o STF irá realizar novo julgamento sobre a constitucionalidade dessa lei, ainda sem data marcada.
Agora em setembro, em mais uma atitude unilateral, o BB alterou a norma interna sobre o tema, mantendo a punição e desconto somente das bancárias de unidades da Federação onde haviam sido concedidas liminares judiciais sobre o tema, caso de Brasília.
Para pressionar o banco, o Sindicato de Brasília realizou um ato no dia 9 de setembro em frente ao edifício sede do BB (Green Towers), no Setor de Autarquia Norte (SAN). Os bancários paralisaram por duas horas - das 7h às 9h - uma das principais dependências da empresa em apoio às bancárias, contra o assédio moral institucionalizado praticado pelo banco.
Além disso, cobrou em mesa de negociação geral da última sexta, que o BB revertesse a retaliação às funcionárias de Brasília, e efetivasse o pagamento dos 15 minutos trabalhados gratuitamente. O BB concordou em realizar mesa específica sobre a questão, realizada nesta terça (15).
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