16/09/2015
Mobilização na Paulista defende emprego, renda e democracia
Com o objetivo fortalecer as campanhas salariais e propor saídas para a crise econômica sem prejudicar os trabalhadores, as categorias profissionais com data base no segundo semestre ocuparam a Avenida Paulista na terça 15 em um ato em defesa da democracia, dos empregos e salários.
E o local escolhido não poderia ser mais emblemático: diante do prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O opulento edifício da organização patronal – que defende a terceirização sem limites –, em cuja fachada a bandeira do Brasil é projetada sempre às vésperas das manifestações que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O verde e amarelo foram as cores adotadas pelos que defendem a ruptura democrática.
A categoria bancária é um das que estão em campanha no segundo semestre, e para reforçar a manifestação, o Sindicato atrasou a abertura das agências da Avenida Paulista e no centro da capital até o meio dia.
“Eu votei na Dilma e estou decepcionado porque ela se elegeu prometendo uma coisa e está fazendo outra, principalmente na economia, mas querer o impeachment por causa disso não tem sentido. Não é assim que as coisas funcionam”, opinou um bancário da Caixa.
“Se isso acontecer, o país vai andar para trás, não vai levar a nada de bom, porque ninguém sabe o que pode acontecer. Como é que vai ser a reação a isso?”, questionou uma bancária do Bradesco.
A presidenta do Sindicato e também funcionária do Bradesco, Juvandia Moreira (foto abaixo), lembrou que o setor bancário é o que mais ganha no Brasil, mesmo em tempos de crise econômica. “Por isso tem a obrigação de fornecer crédito para ajudar a economia do Brasil a se desenvolver, a gerar emprego, mas é um setor que não cumpre seu papel social. É um setor que é concessão pública, tem de ter autorização do Estado para trabalhar com o dinheiro da população, por isso tinha de pegar esse dinheiro e ajudar a financiar a agricultura familiar, ajudar a financiar o setor produtivo, que é quem gera emprego neste país.”
Empecilho
O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou o atual cenário de instabilidade institucional. “É uma crise política induzida por aqueles que perderam as eleições e que tem sido o empecilho para voltarmos ao crescimento.”
Entretanto, fez questão de expressar desaprovação às medidas anunciadas pela equipe econômica do governo na segunda-feira 14 em busca do equilíbrio no orçamento. Dentre outras iniciativas, o pacote determina corte nos programas de garantia de preços agrícolas, aumento de impostos e adiamento de reajuste para servidores.
Vagner sugeriu medidas para enfrentar a crise sem onerar os trabalhadores: “Vamos fazer uma reforma tributária para taxar os ricos, vamos fazer uma reforma política para que tenhamos as condições de o Brasil ser passado a limpo, porque quem defende o fim da corrupção defende o fim do financiamento privado de campanhas, vamos fazer uma reforma agrária, porque o agronegócio não serve para colocar alimento na mesa do trabalhador. Vamos fazer a reforma do Estado, para que seja laico, democrático, que defenda o trabalho, a democracia. São essas as reformas que queremos propor”.
O presidente da Federação da Agricultura Familiar, Marco Antônio Augusto Pimentel, resumiu a situação de um país onde, segundo o IBGE, 43% das terras se concentram nas mãos de 1% da população, que por sua vez é representada por 29% dos parlamentares – a chamada bancada ruralista. “Neste país são 400 anos de escravidão e 500 anos de latifúndio, e são esses ajustes que a gente tem de fazer.”
1,8 milhão de trabalhadores
Somente entre as principais categorias filiadas à CUT, mais de 1,8 milhão de trabalhadores de todo o país têm data base no segundo semestre. Entre eles, metalúrgicos, bancários, químicos, petroleiros, enfermeiros, aeronautas, aeroviários, comerciários, serviços, médicos e psicólogos.
Também participaram do ato outras categorias que, apesar da data base ser no primeiro semestre, ainda não concluíram as negociações com os patrões, como é o caso do setor público. Na capital paulista, os servidores municipais e de autarquias ainda lutam pelo atendimento da pauta de reivindicações de 2014.
E o local escolhido não poderia ser mais emblemático: diante do prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O opulento edifício da organização patronal – que defende a terceirização sem limites –, em cuja fachada a bandeira do Brasil é projetada sempre às vésperas das manifestações que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O verde e amarelo foram as cores adotadas pelos que defendem a ruptura democrática.
A categoria bancária é um das que estão em campanha no segundo semestre, e para reforçar a manifestação, o Sindicato atrasou a abertura das agências da Avenida Paulista e no centro da capital até o meio dia.
“Eu votei na Dilma e estou decepcionado porque ela se elegeu prometendo uma coisa e está fazendo outra, principalmente na economia, mas querer o impeachment por causa disso não tem sentido. Não é assim que as coisas funcionam”, opinou um bancário da Caixa.
“Se isso acontecer, o país vai andar para trás, não vai levar a nada de bom, porque ninguém sabe o que pode acontecer. Como é que vai ser a reação a isso?”, questionou uma bancária do Bradesco.
A presidenta do Sindicato e também funcionária do Bradesco, Juvandia Moreira (foto abaixo), lembrou que o setor bancário é o que mais ganha no Brasil, mesmo em tempos de crise econômica. “Por isso tem a obrigação de fornecer crédito para ajudar a economia do Brasil a se desenvolver, a gerar emprego, mas é um setor que não cumpre seu papel social. É um setor que é concessão pública, tem de ter autorização do Estado para trabalhar com o dinheiro da população, por isso tinha de pegar esse dinheiro e ajudar a financiar a agricultura familiar, ajudar a financiar o setor produtivo, que é quem gera emprego neste país.”
Empecilho
O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou o atual cenário de instabilidade institucional. “É uma crise política induzida por aqueles que perderam as eleições e que tem sido o empecilho para voltarmos ao crescimento.”
Entretanto, fez questão de expressar desaprovação às medidas anunciadas pela equipe econômica do governo na segunda-feira 14 em busca do equilíbrio no orçamento. Dentre outras iniciativas, o pacote determina corte nos programas de garantia de preços agrícolas, aumento de impostos e adiamento de reajuste para servidores.
Vagner sugeriu medidas para enfrentar a crise sem onerar os trabalhadores: “Vamos fazer uma reforma tributária para taxar os ricos, vamos fazer uma reforma política para que tenhamos as condições de o Brasil ser passado a limpo, porque quem defende o fim da corrupção defende o fim do financiamento privado de campanhas, vamos fazer uma reforma agrária, porque o agronegócio não serve para colocar alimento na mesa do trabalhador. Vamos fazer a reforma do Estado, para que seja laico, democrático, que defenda o trabalho, a democracia. São essas as reformas que queremos propor”.
O presidente da Federação da Agricultura Familiar, Marco Antônio Augusto Pimentel, resumiu a situação de um país onde, segundo o IBGE, 43% das terras se concentram nas mãos de 1% da população, que por sua vez é representada por 29% dos parlamentares – a chamada bancada ruralista. “Neste país são 400 anos de escravidão e 500 anos de latifúndio, e são esses ajustes que a gente tem de fazer.”
1,8 milhão de trabalhadores
Somente entre as principais categorias filiadas à CUT, mais de 1,8 milhão de trabalhadores de todo o país têm data base no segundo semestre. Entre eles, metalúrgicos, bancários, químicos, petroleiros, enfermeiros, aeronautas, aeroviários, comerciários, serviços, médicos e psicólogos.
Também participaram do ato outras categorias que, apesar da data base ser no primeiro semestre, ainda não concluíram as negociações com os patrões, como é o caso do setor público. Na capital paulista, os servidores municipais e de autarquias ainda lutam pelo atendimento da pauta de reivindicações de 2014.
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