14/09/2015
Caixa impõe quinze minutos de descanso obrigatório para mulheres
A Caixa Federal passou a adotar a pausa de 15 minutos para as mulheres antes do início da jornada extraordinária. A medida começou a valer na quarta-feira 9, assim que foi divulgada em comunicação interna. O intervalo é obrigatório e não remunerado e já começa a ser criticado pelas bancárias.
A regra de 15 minutos de pausa para mulheres baseia-se no artigo 384 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e faz parte de sua redação original, que data de 1943. Em novembro de 2014, ao negar recurso de uma rede de supermercados, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por cinco votos a dois que o artigo está de acordo com a Constituição de 1988. Diante disso, em janeiro deste ano o Banco do Brasil passou a adotar a pausa, que também é reprovada pelas funcionárias.
A norma foi imposta pela Caixa no mesmo dia em que o Comando Nacional dos Bancários discutia com a Fenaban (federação dos bancos) o tema igualdade de oportunidades.
Os representantes dos trabalhadores abordaram o assunto na mesa de negociação específica com a Caixa, da Campanha 2015, ocorrida nesta sexta-feira 11, em Brasília. O assunto também está na pauta de reivindicações geral da categoria e será abordado na mesa com a Fenaban de terça-feira 15, sobre saúde e condições de trabalho.
A Caixa, por sua vez, tem respondido aos questionamentos dizendo que está agindo conforme a lei.
Voto vencido no STF, o ministro Luiz Fux (o outro voto contrário aos 15 minutos foi de Marco Aurélio Mello) utilizou o argumento de que o artigo viola o princípio da igualdade e só poderia ser admitido nas atividades que demandam esforço físico, onde há efetivamente a distinção entre homens e mulheres. “Não sendo o caso, é uma proteção deficiente e uma violação da isonomia consagrar uma regra que dá tratamento diferenciado a homens e mulheres, que são iguais perante a lei.”
A regra de 15 minutos de pausa para mulheres baseia-se no artigo 384 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e faz parte de sua redação original, que data de 1943. Em novembro de 2014, ao negar recurso de uma rede de supermercados, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por cinco votos a dois que o artigo está de acordo com a Constituição de 1988. Diante disso, em janeiro deste ano o Banco do Brasil passou a adotar a pausa, que também é reprovada pelas funcionárias.
A norma foi imposta pela Caixa no mesmo dia em que o Comando Nacional dos Bancários discutia com a Fenaban (federação dos bancos) o tema igualdade de oportunidades.
Os representantes dos trabalhadores abordaram o assunto na mesa de negociação específica com a Caixa, da Campanha 2015, ocorrida nesta sexta-feira 11, em Brasília. O assunto também está na pauta de reivindicações geral da categoria e será abordado na mesa com a Fenaban de terça-feira 15, sobre saúde e condições de trabalho.
A Caixa, por sua vez, tem respondido aos questionamentos dizendo que está agindo conforme a lei.
Voto vencido no STF, o ministro Luiz Fux (o outro voto contrário aos 15 minutos foi de Marco Aurélio Mello) utilizou o argumento de que o artigo viola o princípio da igualdade e só poderia ser admitido nas atividades que demandam esforço físico, onde há efetivamente a distinção entre homens e mulheres. “Não sendo o caso, é uma proteção deficiente e uma violação da isonomia consagrar uma regra que dá tratamento diferenciado a homens e mulheres, que são iguais perante a lei.”
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!