24/08/2015
Central cobra implementação de lei em defesa da igualdade racial
A Conferência Continental de Combate ao Racismo do Trabalho debateu a questão racial no mundo do trabalho, no dia 19 de agosto, na capital paulista. O encontro foi organizado pelo Instituto Intersindical Pela Igualdade Racial (Inspir), em comemoração aos 20 anos de luta pela promoção da igualdade do trabalho e na sociedade.
A secretária nacional de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria Julia Nogueira, ressaltou que o fim da escravidão não significou a garantia de direitos pelos anos de trabalho forçado e, a partir daí, como os negros não tinham nada, após a abolição eles voltaram para as periferias das grandes cidades.
“Acabou a escravidão no Brasil no dia 14 de maio, os negros comemoraram e no dia seguinte não tinham absolutamente nada. Não tinham terra, não tinham emprego e nem salário porque os negros foram sequestrados na África e vieram em condições de escravos”, destacou.
Julia lembrou ainda que as conquistas de políticas públicas nos últimos anos só foram realizadas por pressão do movimento negro. De acordo com a dirigente, 70% dos postos de trabalho precarizados são ocupados por negros. “Ainda tem desigualdade entre negros e não negros, onde os negros recebem menos que os não negros. E quando se fala de mulher negra, é pior, sofre dupla discriminação. Quando a gente ver o número da terceirização essa população está entre os terceirizados”.
De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado em 2013, os negros recebem, em média, 63,89% do salários dos não negros e se concentram em sua maioria no setor de serviços sendo 56,1% dos trabalhadores no País.
“Na CUT, nós temos colocado a importância que é efetiva implementação da lei 10639 [que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas públicas e particulares do ensino fundamental até o ensino médio] essa lei significa que nós vamos formar outra consciência a partir do conhecimento da história dos negros escravizados. Temos que fazer uma ação conjunta pela implementação da lei 10639 porque isso mudará a história do racismo no país”, concluiu Julia.
A secretária nacional de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria Julia Nogueira, ressaltou que o fim da escravidão não significou a garantia de direitos pelos anos de trabalho forçado e, a partir daí, como os negros não tinham nada, após a abolição eles voltaram para as periferias das grandes cidades.
“Acabou a escravidão no Brasil no dia 14 de maio, os negros comemoraram e no dia seguinte não tinham absolutamente nada. Não tinham terra, não tinham emprego e nem salário porque os negros foram sequestrados na África e vieram em condições de escravos”, destacou.
Julia lembrou ainda que as conquistas de políticas públicas nos últimos anos só foram realizadas por pressão do movimento negro. De acordo com a dirigente, 70% dos postos de trabalho precarizados são ocupados por negros. “Ainda tem desigualdade entre negros e não negros, onde os negros recebem menos que os não negros. E quando se fala de mulher negra, é pior, sofre dupla discriminação. Quando a gente ver o número da terceirização essa população está entre os terceirizados”.
De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado em 2013, os negros recebem, em média, 63,89% do salários dos não negros e se concentram em sua maioria no setor de serviços sendo 56,1% dos trabalhadores no País.
“Na CUT, nós temos colocado a importância que é efetiva implementação da lei 10639 [que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas públicas e particulares do ensino fundamental até o ensino médio] essa lei significa que nós vamos formar outra consciência a partir do conhecimento da história dos negros escravizados. Temos que fazer uma ação conjunta pela implementação da lei 10639 porque isso mudará a história do racismo no país”, concluiu Julia.
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