12/08/2015
Margaridas cobram políticas públicas voltadas à realidade da mulher
A 5ª edição da Marcha das Margaridas, iniciada nesta terça-feira (11), em Brasília, reúne milhares de pessoas de todo o Brasil e de várias partes do mundo. As caravanas começaram a chegar na tarde de segunda-feira(10) e o Estádio Mané Garrincha deixou de ouvir a costumeira disputa das torcidas de futebol, para dar lugar a um único grito: "Somos todas (os) Margaridas".
Margaridas por emprego, mais saúde, educação. Margaridas pelo empoderamento feminino e pelo fim da violência contra a mulher. Margaridas pela liberdade de expressar que um País ainda com pilares machistas e patriarcais não pode mais ser aceito em pleno século XXI.
É falando do que precisa mudar, que a delegação de dirigentes da Contraf-CUT participou no começo da tarde do "Seminário Nacional: Conquistas e Desafios no Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas".
Na mesa de debate, a Secretária de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres do governo federal, Aparecida Gonçalves, divulgou números mais do que alarmantes. A cada 15 segundos uma mulher sofre violência no Brasil. Em 70% dos casos os filhos são testemunhas e em 50% também são vítimas dos agressores.
A secretária destacou avanços no combate à violência, como as leis Maria da Penha e do Feminicídio, que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica. Mas afirmou que muita coisa ainda precisa ser feita.
"Não dá pra colocar os assassinatos de mulheres numa vala comum. É preciso tolerância zero, não podemos admitir nenhum tipo de violência. A justiça também precisa rever seu papel nestes casos", disse a secretária.
A vice-presidenta da CUT, Carmem Foro, chamou a atenção para a necessidade de mais políticas públicas voltadas paras as mulheres. Afirmou, porém, que é preciso levar em conta as diferentes realidades das mulheres brasileiras.
"Uma coisa é a cidade com suas estruturas, outra coisa é andar dez horas de barco e não ter um posto de atendimento, uma delegacia, para receber a mulher vítima de violência. As trabalhadoras que vivem no campo e nas florestas precisam ser assistidas por políticas públicas que levem em conta sua realidade", alertou Carmem Foro.
A vice-presidenta da CUT ainda lembrou que este debate foi iniciado pela Marcha das Margaridas em 2000, mas só em 2007 o governo federal se propôs a fazer um fórum sobre o tema.
"As mulheres do campo vivem uma violência institucionalizada e não adianta marchar só em Brasília. Precisamos marchar também nos municípios e pressionar prefeitos, governadores. Nós temos que abrir a nossa boca", conclamou Carmem.
Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, a Marcha das Margaridas sempre teve a importante papel de dar voz a milhares mulheres que não conseguiriam compartilhar seus problemas e lutas diárias em outros espaços.
"Cada sala, cada canto do encontro, há grupos, oficinas, seminários, discussões sobre a defesa dos direitos das mulheres no trabalho, na sociedade, em todas as esferas. Estar aqui nos fortalece para levar em frente a nossa bandeira pela igualdade de gêneros, tão desrespeitada também no setor financeiro", ressaltou Elaine.
O primeiro dia da Marcha também contou com uma conferência sobre políticas públicas com a participação da deputada federal pelo PT, Erika Kokay. Outros seminários e debates discutiram sociobiodiversidade, cultura camponesa, autonomia econômica, soberania alimentar, entre outros temas.
Margaridas por emprego, mais saúde, educação. Margaridas pelo empoderamento feminino e pelo fim da violência contra a mulher. Margaridas pela liberdade de expressar que um País ainda com pilares machistas e patriarcais não pode mais ser aceito em pleno século XXI.
É falando do que precisa mudar, que a delegação de dirigentes da Contraf-CUT participou no começo da tarde do "Seminário Nacional: Conquistas e Desafios no Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas".
Na mesa de debate, a Secretária de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres do governo federal, Aparecida Gonçalves, divulgou números mais do que alarmantes. A cada 15 segundos uma mulher sofre violência no Brasil. Em 70% dos casos os filhos são testemunhas e em 50% também são vítimas dos agressores.
A secretária destacou avanços no combate à violência, como as leis Maria da Penha e do Feminicídio, que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica. Mas afirmou que muita coisa ainda precisa ser feita.
"Não dá pra colocar os assassinatos de mulheres numa vala comum. É preciso tolerância zero, não podemos admitir nenhum tipo de violência. A justiça também precisa rever seu papel nestes casos", disse a secretária.
A vice-presidenta da CUT, Carmem Foro, chamou a atenção para a necessidade de mais políticas públicas voltadas paras as mulheres. Afirmou, porém, que é preciso levar em conta as diferentes realidades das mulheres brasileiras.
"Uma coisa é a cidade com suas estruturas, outra coisa é andar dez horas de barco e não ter um posto de atendimento, uma delegacia, para receber a mulher vítima de violência. As trabalhadoras que vivem no campo e nas florestas precisam ser assistidas por políticas públicas que levem em conta sua realidade", alertou Carmem Foro.
A vice-presidenta da CUT ainda lembrou que este debate foi iniciado pela Marcha das Margaridas em 2000, mas só em 2007 o governo federal se propôs a fazer um fórum sobre o tema.
"As mulheres do campo vivem uma violência institucionalizada e não adianta marchar só em Brasília. Precisamos marchar também nos municípios e pressionar prefeitos, governadores. Nós temos que abrir a nossa boca", conclamou Carmem.
Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, a Marcha das Margaridas sempre teve a importante papel de dar voz a milhares mulheres que não conseguiriam compartilhar seus problemas e lutas diárias em outros espaços.
"Cada sala, cada canto do encontro, há grupos, oficinas, seminários, discussões sobre a defesa dos direitos das mulheres no trabalho, na sociedade, em todas as esferas. Estar aqui nos fortalece para levar em frente a nossa bandeira pela igualdade de gêneros, tão desrespeitada também no setor financeiro", ressaltou Elaine.
O primeiro dia da Marcha também contou com uma conferência sobre políticas públicas com a participação da deputada federal pelo PT, Erika Kokay. Outros seminários e debates discutiram sociobiodiversidade, cultura camponesa, autonomia econômica, soberania alimentar, entre outros temas.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bancários de Catanduva e região: 63 anos de luta que ecoam no tempo e constroem o futuro
- Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!
- ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026