29/07/2015
Assaltos a banco aumentam tanto na cidade quanto no estado de SP
Os assaltos a bancos cresceram neste ano no estado de São Paulo e na capital paulista, segundo dados divulgados pela secretaria de segurança pública nesta segunda-feira 27. Na cidade, essa modalidade de roubo teve aumento de 23% (de 38 para 47) no primeiro semestre, em comparação com mesmo período de 2014. No estado, a alta foi de aproximadamente 2% (de 89 para 91).
Considerando apenas o mês de junho, houve aumento de dois casos no estado (de 11 para 13) e de um caso na capital (de 6 para 7).
Um exemplo é o assalto ocorrido na segunda-feira 13 de julho, em uma agência localizada na zona leste da capital paulista. A unidade bancária não tem porta de segurança com detector de metais – antiga reivindicação do movimento sindical. Além disso, os ladrões conheciam a rotina do tesoureiro e do gerente geral. Ambos detêm as chaves e, por isso, foram rendidos e ameaçados. O movimento sindical reivindica que a abertura seja feita remotamente.
Segundo dados do Dieese com base nos balanços dos bancos, Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander apresentaram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,7 bilhões, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros auferidos.
Além da escassez de investimentos, os bancos seguidamente desrespeitam a lei federal 7.102/83, que regulamenta a segurança para estabelecimentos financeiros e estabelece normas para as empresas particulares de vigilância e de transporte de valores.
No ano passado, durante as reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp), a Polícia Federal aplicou multas por desrespeitos à Lei 7.102/83 contra 21 bancos, totalizando R$ 19 milhões. Na avaliação do movimento sindical, essa lei, que tem mais de 30 anos, está defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade.
CAT
Passadas duas semanas do roubo da agência citada acima, o Itaú ainda não disponibilizou a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aos funcionários da unidade bancária.
É obrigação do empregador emitir o documento que tem a finalidade de reconhecer um acidente de trabalho – como é o caso de um roubo armado a uma agência –, ou de uma doença ocupacional. A CAT é importante para que o INSS reconheça o nexo técnico, ou seja, que uma eventual doença ocasionada pelo trauma – como uma síndrome do pânico, comum em vítimas de assaltos – tenha sido originada no desempenho das funções laborais.
Considerando apenas o mês de junho, houve aumento de dois casos no estado (de 11 para 13) e de um caso na capital (de 6 para 7).
Um exemplo é o assalto ocorrido na segunda-feira 13 de julho, em uma agência localizada na zona leste da capital paulista. A unidade bancária não tem porta de segurança com detector de metais – antiga reivindicação do movimento sindical. Além disso, os ladrões conheciam a rotina do tesoureiro e do gerente geral. Ambos detêm as chaves e, por isso, foram rendidos e ameaçados. O movimento sindical reivindica que a abertura seja feita remotamente.
Segundo dados do Dieese com base nos balanços dos bancos, Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander apresentaram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,7 bilhões, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros auferidos.
Além da escassez de investimentos, os bancos seguidamente desrespeitam a lei federal 7.102/83, que regulamenta a segurança para estabelecimentos financeiros e estabelece normas para as empresas particulares de vigilância e de transporte de valores.
No ano passado, durante as reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp), a Polícia Federal aplicou multas por desrespeitos à Lei 7.102/83 contra 21 bancos, totalizando R$ 19 milhões. Na avaliação do movimento sindical, essa lei, que tem mais de 30 anos, está defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade.
CAT
Passadas duas semanas do roubo da agência citada acima, o Itaú ainda não disponibilizou a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aos funcionários da unidade bancária.
É obrigação do empregador emitir o documento que tem a finalidade de reconhecer um acidente de trabalho – como é o caso de um roubo armado a uma agência –, ou de uma doença ocupacional. A CAT é importante para que o INSS reconheça o nexo técnico, ou seja, que uma eventual doença ocasionada pelo trauma – como uma síndrome do pânico, comum em vítimas de assaltos – tenha sido originada no desempenho das funções laborais.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bancários de Catanduva e região: 63 anos de luta que ecoam no tempo e constroem o futuro
- Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!
- ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026