23/03/2015
Presidente da Caixa diz que não existe estudo para abertura de capital
A presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, assegurou que não está sendo realizado estudo visando a abertura de capital do banco. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), durante reunião do Conselho de Administração (CA), após ser questionada pelo conselheiro eleito pelos empregados Fernando Neiva.
A afirmação de Belchior foi reforçada pelos demais conselheiros do CA, que garantiram que o tema não chegou a ser debatido antes dos eleitos serem empossados.
Segundo Neiva, "a presidente da Caixa disse que não tinha conhecimento de uma proposta de abertura de capital". O conselheiro eleito destacou que "a Contraf-CUT e o movimento dos empregados estão mobilizando a sociedade brasileira e realizando importantes seminários, sendo que os bancários da Caixa são contrários à abertura de capital e defendem a sua manutenção como empresa 100% pública".
"Esperamos que o governo e a Caixa se posicionem publicamente contra a abertura de capital", salientou Neiva.
Para a conselheira eleita suplente pelos empregados, Maria Rita Serrano, "esse recuo é uma vitória clara dos empregados, das entidades sindicais e associativas, dos movimentos sociais e de todos os que lutaram e lutam pela importância das empresas públicas para o desenvolvimento do país".
No entanto, conforme avaliação dos representantes eleitos, é preciso um pronunciamento oficial da presidenta Dilma Rousseff, assegurando que não haverá abertura de capital da Caixa para encerrar de uma vez por todas as especulações em torno do tema.
A próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa será realizada na próxima quinta-feira (26).
Mobilização
Enquanto o governo não afasta oficialmente a possibilidade de abertura de capital da Caixa, as entidades continuam mobilizadas. Na segunda-feira (16), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, protocolou ofícios nos quais reforça o pedido de audiência com Dilma e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.
Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.
Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior. Nenhuma resposta foi dada até o momento.
Tuitaço
Na próxima quarta-feira (25), a partir das 20h, será realizado um "tuitaço" contra a proposta de abertura de capital do banco. Empregados da instituição, dirigentes de entidades do movimento sindical e associativo e todos os brasileiros que apoiam a causa devem postar, no Twitter, mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa. Para ampliar a mobilização, a hashtag pode ser usada em outras redes sociais, como Facebook e Instagram.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
A afirmação de Belchior foi reforçada pelos demais conselheiros do CA, que garantiram que o tema não chegou a ser debatido antes dos eleitos serem empossados.
Segundo Neiva, "a presidente da Caixa disse que não tinha conhecimento de uma proposta de abertura de capital". O conselheiro eleito destacou que "a Contraf-CUT e o movimento dos empregados estão mobilizando a sociedade brasileira e realizando importantes seminários, sendo que os bancários da Caixa são contrários à abertura de capital e defendem a sua manutenção como empresa 100% pública".
"Esperamos que o governo e a Caixa se posicionem publicamente contra a abertura de capital", salientou Neiva.
Para a conselheira eleita suplente pelos empregados, Maria Rita Serrano, "esse recuo é uma vitória clara dos empregados, das entidades sindicais e associativas, dos movimentos sociais e de todos os que lutaram e lutam pela importância das empresas públicas para o desenvolvimento do país".
No entanto, conforme avaliação dos representantes eleitos, é preciso um pronunciamento oficial da presidenta Dilma Rousseff, assegurando que não haverá abertura de capital da Caixa para encerrar de uma vez por todas as especulações em torno do tema.
A próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa será realizada na próxima quinta-feira (26).
Mobilização
Enquanto o governo não afasta oficialmente a possibilidade de abertura de capital da Caixa, as entidades continuam mobilizadas. Na segunda-feira (16), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, protocolou ofícios nos quais reforça o pedido de audiência com Dilma e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.
Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.
Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior. Nenhuma resposta foi dada até o momento.
Tuitaço
Na próxima quarta-feira (25), a partir das 20h, será realizado um "tuitaço" contra a proposta de abertura de capital do banco. Empregados da instituição, dirigentes de entidades do movimento sindical e associativo e todos os brasileiros que apoiam a causa devem postar, no Twitter, mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa. Para ampliar a mobilização, a hashtag pode ser usada em outras redes sociais, como Facebook e Instagram.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
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