29/11/2013
Inferno no departamento de cobrança do HSBC
São Paulo – Os funcionários do HSBC lotados no departamento de cobrança vivem um verdadeiro inferno na sua rotina de trabalho. A lista de abusos e desrespeitos sofridos pelos bancários é extensa, de acordo com inúmeras denúncias recebidas pelo Sindicato.
Assédio moral, ameaças de demissão durante reuniões – tanto individuais como na presença da equipe – e supervisores despreparados que cobram por meio de intimidações são só alguns dos excessos dirigidos aos bancários, que sofrem constantemente com o medo do desemprego.
Segundo o dirigente sindical da Fetec-CUT/SP Paulo Sobrinho, os bancários também são obrigados a encarar a falta de transparência no Recrutamento Interno – processo seletivo do banco para a disputa de vagas em outros departamentos. “O RI não está sendo disponibilizado a todos os trabalhadores, como manda o normativo do HSBC”, afirma.
Banheiro – No departamento, nem mesmo os períodos para descanso, alimentação e uso do banheiro estão garantidos. Os funcionários do Teleatendimento possuem apenas duas pausas de cerca de sete minutos por dia ao invés de dois intervalos de 10 minutos cada, mais uma pausa de 20 minutos para alimentação e repouso, como prevê o Artigo 71 da CLT.
De acordo com denúncias, os coordenadores pedem que essas pausas, que totalizam aproximadamente 15 minutos, sejam feitas para uso do sanitário. “O funcionário que já usufruiu as pausas fica impossibilitado de ir ao banheiro depois”, afirma Sobrinho.
Essa prática desrespeita determinação do Ministério do Trabalho e Emprego, que garante ao trabalhador deixar o posto de trabalho, mediante comunicação, a qualquer momento da jornada, para que atenda às suas necessidades fisiológicas, sem que essas pausas interfiram nos intervalos para refeição previstos na CLT.
Antissindical – O Sindicato realizou ato no prédio onde se localiza o departamento de cobranças para esclarecer os funcionários sobre a ação judicial contra a forma como é pago o plano de participação nos lucros do HSBC, o PPR. Segundo o dirigente Paulo Sobrinho, os bancários foram orientados pelos supervisores e coordenadores a esconder o crachá para que os dirigentes sindicais não os identificassem como trabalhadores do HSBC.
> Sindicato volta a criticar PPR do HSBC
> Ato no Tower cobra valorização dos bancários
“Eles também foram advertidos para que não se comuniquem com os dirigentes sindicais. Isso é prática antissindical. Será que essa é uma determinação do HSBC ou despreparo dos gestores desse departamento?”, questiona o diretor, acrescentando que o movimento sindical está atento ao problema. “Se o HSBC não tomar providência para corrigir a gestão horrível desse departamento, o Sindicato vai cobrar e agir até que as irregularidades sejam corrigidas.”
Rodolfo Wrolli – 27/11/2013
Assédio moral, ameaças de demissão durante reuniões – tanto individuais como na presença da equipe – e supervisores despreparados que cobram por meio de intimidações são só alguns dos excessos dirigidos aos bancários, que sofrem constantemente com o medo do desemprego.
Segundo o dirigente sindical da Fetec-CUT/SP Paulo Sobrinho, os bancários também são obrigados a encarar a falta de transparência no Recrutamento Interno – processo seletivo do banco para a disputa de vagas em outros departamentos. “O RI não está sendo disponibilizado a todos os trabalhadores, como manda o normativo do HSBC”, afirma.
Banheiro – No departamento, nem mesmo os períodos para descanso, alimentação e uso do banheiro estão garantidos. Os funcionários do Teleatendimento possuem apenas duas pausas de cerca de sete minutos por dia ao invés de dois intervalos de 10 minutos cada, mais uma pausa de 20 minutos para alimentação e repouso, como prevê o Artigo 71 da CLT.
De acordo com denúncias, os coordenadores pedem que essas pausas, que totalizam aproximadamente 15 minutos, sejam feitas para uso do sanitário. “O funcionário que já usufruiu as pausas fica impossibilitado de ir ao banheiro depois”, afirma Sobrinho.
Essa prática desrespeita determinação do Ministério do Trabalho e Emprego, que garante ao trabalhador deixar o posto de trabalho, mediante comunicação, a qualquer momento da jornada, para que atenda às suas necessidades fisiológicas, sem que essas pausas interfiram nos intervalos para refeição previstos na CLT.
Antissindical – O Sindicato realizou ato no prédio onde se localiza o departamento de cobranças para esclarecer os funcionários sobre a ação judicial contra a forma como é pago o plano de participação nos lucros do HSBC, o PPR. Segundo o dirigente Paulo Sobrinho, os bancários foram orientados pelos supervisores e coordenadores a esconder o crachá para que os dirigentes sindicais não os identificassem como trabalhadores do HSBC.
> Sindicato volta a criticar PPR do HSBC
> Ato no Tower cobra valorização dos bancários
“Eles também foram advertidos para que não se comuniquem com os dirigentes sindicais. Isso é prática antissindical. Será que essa é uma determinação do HSBC ou despreparo dos gestores desse departamento?”, questiona o diretor, acrescentando que o movimento sindical está atento ao problema. “Se o HSBC não tomar providência para corrigir a gestão horrível desse departamento, o Sindicato vai cobrar e agir até que as irregularidades sejam corrigidas.”
Rodolfo Wrolli – 27/11/2013
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Nota de pesar – Phamela Godoy
- Formação sindical prepara dirigentes, resgata história da categoria bancária e trajetória do Sindicato
- Greve na Caixa: o que a Contraf-CUT disse ao TST em defesa dos empregados
- Novo VR dos bancários será o dobro da média nacional
- TST julga dissídio dos empregados da Caixa na terça-feira (29)
- TST reconhece legitimidade da greve dos Correios, mas decisão traz perdas para trabalhadores
- TST determina que 60% dos bancários da Caixa devem voltar ao trabalho
- Mercantil apresenta proposta de PLR própria e movimento sindical entrega proposta de PCR
- Caixa leva ao dissídio proposta que pode impor perdas aos empregados
- Greve na Caixa: Mediação no TST termina sem avanço
- Congresso x classe trabalhadora: quem realmente representa quem vive do próprio salário?
- ACT Caixa: Banco ajuizou dissídio no TST
- Sindicato manifesta solidariedade às coordenadoras do Comando Nacional e repudia ataques misóginos
- Greve na Caixa: MPT recorre ao TST
- Campanha Nacional: Com reajuste de 4,6%, bancários vão injetar R$ 97 bilhões na economia até agosto de 2027