Bancários protestam em defesa do emprego no Itaú Unibanco
Nesta quarta-feira, 21 de dezembro, os sindicatos de bancários de todo o país realizam atos em defesa do emprego no Itaú Unibanco. A luta é uma das prioridades eleita durante o Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais do Itaú Unibanco, realizado entre os dias 13 e 15/12, quando também foi definida a Minuta Específica de Reivindicações, a ser entregue à direção do banco.
Em Catanduva e região, os diretores do Sindicato têm percorrido as agências, distribuindo panfletos e debatendo com os trabalhadores a respeito dos problemas verificados no banco.
A luta em defesa do emprego tem como motivação a elevada rotatividade no Itaú Unibanco, com desligamentos dos funcionários mais antigos, com maiores salários e prestes a se aposentar, além de pessoas com deficiência. “As demissões em curso têm acarretado clima de extrema insegurança entre os funcionários. Tudo na ânsia de cortar custos, mesmo com o lucro recorde de R$ 10,9 bilhões até setembro deste ano”, denuncia Valdir Machado, diretor de Bancos Privados da FETEC-CUT/SP.
Segundo dados do Dieese, nos primeiros nove meses de 2011, o banco cortou 2.496 empregos. Paralelamente, existem denúncias de que há áreas na empresa com autonomia para demitir 10% do total de empregados, além de um processo de terceirização já em curso.
Além dos protestos, a prática do Itaú Unibanco tem sido alvo de denúncia das entidades sindicais a organismos internacionais, como o Ponto de Contato Nacional (PCN) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Trata-se de um grande derespeito aos clientes e funcionários que muito trabalharam e também contribuíram para que a instituição alcançasse o maior lucro do setor financeiro nacional. Por isso, estamos na luta por garantia de emprego, com a aplicação das diretrizes da Convenção 158 da OIT”, afirma Machado ao lembrar que também constam da pauta de reivindicações mais contratações, o cumprimento da jornada de trabalho, melhores condições de trabalho e de segurança para bancários, vigilantes, clientes e usuários”.
Conforme o dirigente da FETEC-CUT/SP, os bancários também querem debater melhor remuneração, com PCR maior e o fim do desconto dos valores dos programas próprios da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), plano de saúde, medidas para garantir igualdade de oportunidades e o fim das discriminações de gênero, raça, orientação sexual e contra pessoas com deficiência. “Previdência complementar para todos os funcionários também consta de nossa pauta, pois hoje boa parte dos funcionarios não tem nenhum tipo do plano que lhe garanta uma melhor aposentadoria”, conclui Valdir Machado.
MAIS NOTÍCIAS
- Eleições no Economus começam 16 de abril; Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite
- Aposentados da Contraf-CUT realizam encontro nacional para balanço de 2025 e planejamento das ações para 2026
- Sindicato convoca assembleia para eleger delegados para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT
- Após divulgação do lucro do Mercantil, COE solicita reunião para esclarecer valores da PLR
- Erro da Caixa altera eleição do CA: votação será retomada na sexta (6) e terá continuidade na segunda-feira (9)
- Lucro contábil da Caixa ultrapassa os R$ 16 bilhões em 2025
- Licença-paternidade de 20 dias é aprovada no Senado e vai à sanção presidencial
- Comando Nacional dos Bancários define eixos temáticos das conferências estaduais e regionais
- Votação da eleição do CA já começou: vote agora em Fabi Uehara (0001)
- 8 de Março: mulheres contra a violência, fim da escala 6x1 e por representação na política
- Rede do Conhecimento: cursos EAD gratuitos de tira-dúvidas sobre temas bancários começam nesta quarta-feira (4)
- Assembleia elege comissão para condução do processo de eleição da nova direção da Apcef/SP
- Caixa: Aniversariantes de março têm até o dia 31 para fazer a prova de vida na Funcef
- Sindicato recebe candidato da Chapa Cassi para os Associados e reforça importância da participação na eleição da entidade
- Igualdade de Oportunidades: bancárias avançam em pacto com bancos pelo fim da violência de gênero