Itaú lança "semana de moda" e quer interferir na roupa de seus funcionários
Segurança bancária. Saúde. Terceirização. Esses são os assuntos discutidos nas mesas temáticas de negociação permanente com a Fenaban. Mesmo com assuntos tão cruciais estejam pendentes, o Itaú mais uma vez veio cobrar "dress code" de seus funcionários, isto é, ditar como os bancários devem se vestir.
O banco exige que seus trabalhadores, principalmente aqueles que atendem diretamente o público, usem traje formal: terno e gravata para homens e tailleurs para as mulheres. A coisa vai mais longe. Além de dizer como os funcionários devem se vestir, o Itaú também tem a lista de trajes não recomendados:
* barriga de fora ou roupas decotadas
* jeans com lavagens desbotadas, furos, tachas, desfiados, bordados, brilhos e franjas
* roupas para prática de esportes como jogging e calças de moletom
* camisetas em geral
* tênis
* tecidos muito leves, rendados, brilhantes ou transparentes
* saias curtas, minissaias, bermudas e shorts
* nada que mostre ou se pareça com lingerie: tecidos rendados, transparências, alças de silicone, etc.
"Nossa preocupação é que o banco, que vem praticando muitas demissões principalmente na área operacional, alegue que o trabalhador está 'fora de moda' e use isso como desculpa para mais cortes". afirma Valdir Machado, diretor de Bancos Privados da FETEC-CUT/SP. "É brincadeira pensar que, enquanto há questões muito mais sérias a serem resolvidas, o Itaú decidiu ser 'estilista do ano' e lançou a sua 'fashion week' particular, adotando medidas que interferem como seu trabalhador se vista no local de trabalho. Ora, nós entendemos que esse tipo de exigência é uma cobrança disfarçada de uniforme e que se há a necessidade de padronização de vestimenta, o banco deve, então, oferecê-la aos seus funcionários, como o Unibanco fazia".
O dirigente lembra que na Convenção Coletiva de Trabalho há a Cláusula 33ª, que dispõe exatamente sobre uniforme: "Quando exigido ou previamente permitido pelo banco, será por ele fornecido, gratuitamente, o uniforme do empregado". Na minuta deste ano, os sindicalistas tentaram definir o valor específico de R$ 1.882,00 anuais para a compra de três uniformes, sem o nome da empresa, por medida de segurança. Os banqueiros negaram a reivindicação e agora querem que os funcionários paguem para trabalhar do jeito que eles acham que tem que ser.
"Não é impondo uniforme para seus trabalhadores que questões relacionadas a qualidade de vida no ambiente de trabalho vão se resolver. Muito mais importante é dar tranqüilidade para que o trabalhador possa desenvolver suas funções no dia a dia, sem assédio por cumprimento de metas abusivas, que vem adoecendo e levando os bancários a ser a categoria que mais adoece mentalmente no país", ressalta Valdir.
Fonte: Fetec-CUT/SP
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