07/08/2026
Itaú lucra alto no semestre, mas segue extinguindo empregos e fechando agências
O lucro líquido gerencial do Itaú Unibanco no primeiro semestre do ano alcançou R$ 24,689 bilhões, um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro foi de R$ 12.407 bilhões, crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior (R$ 12.282 bilhões). A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, foi de 26% no semestre, com alta de 2.1 p.p. em 12 meses.
Mesmo com esse ótimo resultado, o banco segue extinguindo empregos e fechando agências físicas, o que prejudica trabalhadores e clientes, principalmente os de renda mais baixa. Em 12 meses, a holding extinguiu 5.118 postos de trabalho, sendo 1.002 postos no trimestre. Foram fechadas 451 agências físicas no Brasil.
Sem justificativa
Para o movimento sindical bancário, essas medidas não se justificam. Ainda mais porque, segundo os dados do balanço, a receita com prestação de serviços e tarifas – que cresceu 5,8% em relação em 12 meses, totalizando R$ 25 bilhões ao final de junho de 2026 – cobre 145,2% das despesas com pessoal, incluindo a PLR – estas cresceram apenas 4,6%, somando R$ 17,2 bilhões.
“Os resultados apresentados pelo Itaú não deixam margem para dúvidas: o banco tem condições concretas de atender às reivindicações da categoria. Valorizar quem constrói esses resultados diariamente não pode ser tratado como custo, mas como parte de uma política de reconhecimento e respeito aos trabalhadores. Há espaço para que o Itaú avance nas negociações e transforme sua capacidade financeira em conquistas para os bancários”, acrescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Junior.
Enquanto isso, nos locais de trabalho…
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú, Valeska Pincovai, destaca que, enquanto o lucro e a rentabilidade estão nas alturas, o dia a dia de trabalho nas agências e departamentos do Itaú vai de mal a pior.
“Enquanto apresenta mais uma vez um lucro recorde, o que vem acontecendo nos locais de trabalho é uma realidade triste de descaso por parte do banco em relação às condições de trabalho. Falta respeito e acolhimento aos bancários e bancárias que adoecem para que o Itaú chegue neste patamar de maior lucro do sistema financeiro”, diz Valeska.
A dirigente elenca alguns dos principais problemas: “A reestruturação nas agências e departamentos faz com que as pessoas não saibam até quando estarão empregadas e a cobrança de metas e pressão por resultados passa dos limites. O fechamento de agências também contribui para que a vida do trabalhador seja atormentada pela instabilidade de se manter na mesma função ou se manter empregado. E o avanço da tecnologia e utilização da IA nos processos de trabalho e no monitoramento também causam o desespero e adoecimento desses trabalhadores.”
Banco pode atender reivindicações
A coordenadora da COE/Itaú lembra ainda que a categoria está em plena Campanha Nacional, discutindo na mesa única com os bancos, as reivindicações dos bancários para a renovação da sua Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); e na mesa específica com o Itaú, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos funcionários do banco.
“Os dados do balanço do Itaú mostram que o banco tem todas as condições para atender às reivindicações dos trabalhadores. A realidade de trabalho no Itaú tem como ser diferente. A relação de respeito e valorização tem de partir do banco, ele não pode só se pautar pelo lucro, tem de cumprir seu papel social, tanto com a população como com seus funcionários. Não há motivos para fechamento de agências sem critérios definidos, é preciso pensar nas pessoas que necessitam de atendimento bancário, principalmente os aposentados e as pessoas que não tem acesso à tecnologia”, reforça.
Mesmo com esse ótimo resultado, o banco segue extinguindo empregos e fechando agências físicas, o que prejudica trabalhadores e clientes, principalmente os de renda mais baixa. Em 12 meses, a holding extinguiu 5.118 postos de trabalho, sendo 1.002 postos no trimestre. Foram fechadas 451 agências físicas no Brasil.
Sem justificativa
Para o movimento sindical bancário, essas medidas não se justificam. Ainda mais porque, segundo os dados do balanço, a receita com prestação de serviços e tarifas – que cresceu 5,8% em relação em 12 meses, totalizando R$ 25 bilhões ao final de junho de 2026 – cobre 145,2% das despesas com pessoal, incluindo a PLR – estas cresceram apenas 4,6%, somando R$ 17,2 bilhões.
“Os resultados apresentados pelo Itaú não deixam margem para dúvidas: o banco tem condições concretas de atender às reivindicações da categoria. Valorizar quem constrói esses resultados diariamente não pode ser tratado como custo, mas como parte de uma política de reconhecimento e respeito aos trabalhadores. Há espaço para que o Itaú avance nas negociações e transforme sua capacidade financeira em conquistas para os bancários”, acrescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Junior.
Enquanto isso, nos locais de trabalho…
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú, Valeska Pincovai, destaca que, enquanto o lucro e a rentabilidade estão nas alturas, o dia a dia de trabalho nas agências e departamentos do Itaú vai de mal a pior.
“Enquanto apresenta mais uma vez um lucro recorde, o que vem acontecendo nos locais de trabalho é uma realidade triste de descaso por parte do banco em relação às condições de trabalho. Falta respeito e acolhimento aos bancários e bancárias que adoecem para que o Itaú chegue neste patamar de maior lucro do sistema financeiro”, diz Valeska.
A dirigente elenca alguns dos principais problemas: “A reestruturação nas agências e departamentos faz com que as pessoas não saibam até quando estarão empregadas e a cobrança de metas e pressão por resultados passa dos limites. O fechamento de agências também contribui para que a vida do trabalhador seja atormentada pela instabilidade de se manter na mesma função ou se manter empregado. E o avanço da tecnologia e utilização da IA nos processos de trabalho e no monitoramento também causam o desespero e adoecimento desses trabalhadores.”
Banco pode atender reivindicações
A coordenadora da COE/Itaú lembra ainda que a categoria está em plena Campanha Nacional, discutindo na mesa única com os bancos, as reivindicações dos bancários para a renovação da sua Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); e na mesa específica com o Itaú, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos funcionários do banco.
“Os dados do balanço do Itaú mostram que o banco tem todas as condições para atender às reivindicações dos trabalhadores. A realidade de trabalho no Itaú tem como ser diferente. A relação de respeito e valorização tem de partir do banco, ele não pode só se pautar pelo lucro, tem de cumprir seu papel social, tanto com a população como com seus funcionários. Não há motivos para fechamento de agências sem critérios definidos, é preciso pensar nas pessoas que necessitam de atendimento bancário, principalmente os aposentados e as pessoas que não tem acesso à tecnologia”, reforça.
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