15/06/2026
FETEC-CUT/SP lança campanha estadual em defesa do atendimento bancário presencial
A defesa dos empregos bancários e do atendimento presencial pautou a 5ª mesa da 28ª Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias da FETEC-CUT/SP. O encontro marcou o lançamento da campanha “Eu Quero + Agências”, uma mobilização estadual que pretende unir sindicatos, trabalhadores e a sociedade em torno de uma pauta que ultrapassa os interesses da categoria e impacta diretamente milhões de brasileiros: o direito ao acesso aos serviços bancários.
A campanha surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos. Os números apresentados durante a mesa evidenciam a dimensão do problema. Mais de 1.600 agências foram fechadas no país, sendo 644 apenas no estado de São Paulo. Atualmente, 2.649 municípios brasileiros não contam com nenhuma unidade bancária, enquanto a rede física nacional encolheu mais de 36% na última década, passando de 22 mil para 14 mil agências.
Para a presidenta da FETEC-CUT/SP, Aline Molina, a campanha representa um novo passo na luta histórica do movimento sindical contra a exclusão financeira e o abandono de municípios pelos grandes bancos.
“Essa campanha nasceu pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e agora ganha dimensão estadual porque esse problema não está restrito a uma cidade ou região. Ele afeta todo o estado de São Paulo, todo o país. Os bancos operam concessões públicas, administram recursos da população e exercem uma função social. Não podem agir apenas pela lógica do lucro, ignorando os impactos que suas decisões causam na vida das pessoas”, afirmou.
A campanha surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos. Os números apresentados durante a mesa evidenciam a dimensão do problema. Mais de 1.600 agências foram fechadas no país, sendo 644 apenas no estado de São Paulo. Atualmente, 2.649 municípios brasileiros não contam com nenhuma unidade bancária, enquanto a rede física nacional encolheu mais de 36% na última década, passando de 22 mil para 14 mil agências.
Para a presidenta da FETEC-CUT/SP, Aline Molina, a campanha representa um novo passo na luta histórica do movimento sindical contra a exclusão financeira e o abandono de municípios pelos grandes bancos.
“Essa campanha nasceu pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e agora ganha dimensão estadual porque esse problema não está restrito a uma cidade ou região. Ele afeta todo o estado de São Paulo, todo o país. Os bancos operam concessões públicas, administram recursos da população e exercem uma função social. Não podem agir apenas pela lógica do lucro, ignorando os impactos que suas decisões causam na vida das pessoas”, afirmou.
A secretária-geral da FETEC-CUT/SP, Ana Lúcia Ramos Pinto, reforçou que o fechamento das agências vem produzindo um processo silencioso de exclusão que atinge especialmente as populações mais vulneráveis.
“Os bancos tentam vender a ideia de que tudo pode ser resolvido por aplicativo, mas a realidade é muito diferente. Estamos vendo cidades inteiras perderem atendimento bancário, pessoas sendo obrigadas a percorrer longas distâncias para resolver questões simples e trabalhadores enfrentando filas cada vez maiores nas unidades que permanecem abertas. É um problema grave que afeta a economia local, compromete o acesso a serviços essenciais e amplia desigualdades”, alertou.

Apesar do avanço da digitalização, pesquisas indicam que a maioria dos clientes ainda prefere o atendimento presencial para serviços mais complexos, como financiamentos, investimentos e planejamento financeiro.
“Ninguém é contra a tecnologia. O problema é quando ela passa a ser utilizada como justificativa para excluir pessoas e cortar empregos. A digitalização está dominando o setor financeiro, mas milhões de brasileiros ainda não têm acesso adequado à internet, aos equipamentos ou ao conhecimento necessário para utilizar essas ferramentas. Existe uma parcela enorme da população que continua dependendo do atendimento presencial”, reforçou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.
Neiva destacou ainda que as mulheres estão entre as mais impactadas por esse processo.
“Quando os bancos fecham agências, eliminam também postos de trabalho que historicamente foram ocupados por mulheres. Além disso, muitas clientes enfrentam maiores dificuldades de acesso aos serviços financeiros, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Falar de inclusão digital sem considerar essas desigualdades é ignorar a realidade de quem mais precisa do atendimento bancário”, disse.
Com o slogan de que o fechamento de agências não representa modernização, mas exclusão, a campanha pretende ampliar o debate público sobre o papel social dos bancos e mobilizar a sociedade para pressionar instituições financeiras e autoridades públicas através um abaixo-assinado.
> Assine o abaixo assinado por + agências aqui
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Anamatra orienta trabalhador a não esperar decisão final do STF sobre pejotização
- Campanha Nacional no BB: Movimento sindical reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários
- Movimento sindical entrega minuta específica de reivindicações ao Mercantil
- Balanço Funcef: Até maio, planos superam meta atuarial
- Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
- Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados debate volta da ultratividade dos acordos coletivos
- Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban nesta terça-feira (7) para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências
- Movimento sindical cobra do Banco do Brasil solução para o custeio da Cassi
- Inscrições abertas para turma de julho do curso “Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas”
- Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
- Movimento sindical cobra da Caixa informações sobre implementação das novas regras da NR-1
- Caravana da FETEC-CUT/SP percorre Catanduva com mobilização por direitos e mais agências
- COE e Comando Nacional dos Bancários entregam pauta de reivindicações ao Itaú e cobram valorização das negociações diante da reestruturação do banco
- Campanha Nacional dos Bancários 2026 ganha ainda mais visibilidade na fachada do Sindicato
- Cliente ameaça funcionários do Mercantil em agência de Belo Horizonte e movimento sindical cobra reforço na segurança