15/06/2026
Recorte Estadual da Consulta Nacional revela categoria preocupada com saúde mental, emprego e valorização salarial
O recorte estadual da Consulta Nacional dos Bancários 2026 apresentado durante a 28ª Conferência Estadual da FETEC-CUT/SP pelo diretor de Relações Sindicais da entidade, Valdir Machado, e pela Diretora de Saúde e Condições de Trabalho, Rosângela Lorenzetti, traçam um retrato importante da categoria.
O levantamento revela trabalhadores cada vez mais preocupados com a saúde mental, a preservação dos empregos diante dos avanços tecnológicos, a valorização salarial e a manutenção dos direitos conquistados ao longo das últimas décadas.
Prioridades da Campanha
Entre as prioridades para a próxima campanha salarial, o aumento real dos salários aparece como a principal reivindicação, apontada por 34% dos entrevistados. Em seguida surgem o fortalecimento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com 24%, e a ampliação dos valores de vale-alimentação e vale-refeição, com 20%. O resultado demonstra que, apesar dos lucros bilionários dos bancos, os trabalhadores continuam exigindo uma distribuição mais justa da riqueza que ajudam a produzir.
A pesquisa também mostra que a preocupação da categoria vai muito além das questões econômicas. Quando questionados sobre os temas sociais prioritários para negociação, os bancários destacaram a manutenção dos direitos (23%), a defesa dos empregos (15%), a preservação dos planos de saúde (15%), o combate ao assédio moral (14%) e a discussão sobre redução da jornada de trabalho e jornada de quatro dias semanais (13%).
Tecnologia e Empregos
Um dos dados mais expressivos está relacionado aos impactos da tecnologia no setor financeiro. Os bancários reconhecem que a digitalização e a inteligência artificial estão transformando profundamente o trabalho nas instituições financeiras e defendem que essas mudanças sejam acompanhadas por garantias efetivas de emprego.
Para 28% dos entrevistados, a principal pauta sobre inovação tecnológica deve ser justamente a proteção dos postos de trabalho. Outros 21% defendem que os ganhos obtidos pelos bancos com a tecnologia sejam compartilhados com os trabalhadores por meio de melhores salários e benefícios.
Saúde
A saúde mental aparece como um dos maiores desafios da categoria. A cobrança excessiva por metas continua produzindo consequências graves para os trabalhadores. Os principais efeitos apontados foram preocupação constante com o trabalho (17%), cansaço e fadiga permanentes (15%), desmotivação e vontade de não ir trabalhar (12%), crises de ansiedade e pânico (10%) e dificuldades para dormir, inclusive nos finais de semana (9%).
O cenário se torna ainda mais alarmante quando a pesquisa revela que 62% dos participantes utilizaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 83% afirmam que o ambiente de trabalho nos bancos gera impactos negativos à saúde mental dos trabalhadores. Os números reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre condições de trabalho, metas abusivas e prevenção ao adoecimento no setor financeiro.
A consulta também apontou preocupação com o endividamento. Embora 12% afirmem não possuir dívidas, grande parte dos trabalhadores possui compromissos financeiros, com destaque para cartão de crédito (25%), crédito pessoal (19%), cheque especial (14%) e financiamento imobiliário (13%). O resultado evidencia que nem mesmo uma categoria historicamente organizada está imune aos efeitos do elevado custo de vida e das altas taxas de juros praticadas no país.
A pesquisa ainda mostra disposição para a mobilização. Entre as formas de participação apontadas pelos bancários estão a presença em assembleias e reuniões, o diálogo com colegas sobre as reivindicações da categoria, a adesão a greves, paralisações e manifestações.
O levantamento revela trabalhadores cada vez mais preocupados com a saúde mental, a preservação dos empregos diante dos avanços tecnológicos, a valorização salarial e a manutenção dos direitos conquistados ao longo das últimas décadas.
Prioridades da Campanha
Entre as prioridades para a próxima campanha salarial, o aumento real dos salários aparece como a principal reivindicação, apontada por 34% dos entrevistados. Em seguida surgem o fortalecimento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com 24%, e a ampliação dos valores de vale-alimentação e vale-refeição, com 20%. O resultado demonstra que, apesar dos lucros bilionários dos bancos, os trabalhadores continuam exigindo uma distribuição mais justa da riqueza que ajudam a produzir.
A pesquisa também mostra que a preocupação da categoria vai muito além das questões econômicas. Quando questionados sobre os temas sociais prioritários para negociação, os bancários destacaram a manutenção dos direitos (23%), a defesa dos empregos (15%), a preservação dos planos de saúde (15%), o combate ao assédio moral (14%) e a discussão sobre redução da jornada de trabalho e jornada de quatro dias semanais (13%).
Tecnologia e Empregos
Um dos dados mais expressivos está relacionado aos impactos da tecnologia no setor financeiro. Os bancários reconhecem que a digitalização e a inteligência artificial estão transformando profundamente o trabalho nas instituições financeiras e defendem que essas mudanças sejam acompanhadas por garantias efetivas de emprego.
Para 28% dos entrevistados, a principal pauta sobre inovação tecnológica deve ser justamente a proteção dos postos de trabalho. Outros 21% defendem que os ganhos obtidos pelos bancos com a tecnologia sejam compartilhados com os trabalhadores por meio de melhores salários e benefícios.
Saúde
A saúde mental aparece como um dos maiores desafios da categoria. A cobrança excessiva por metas continua produzindo consequências graves para os trabalhadores. Os principais efeitos apontados foram preocupação constante com o trabalho (17%), cansaço e fadiga permanentes (15%), desmotivação e vontade de não ir trabalhar (12%), crises de ansiedade e pânico (10%) e dificuldades para dormir, inclusive nos finais de semana (9%).
O cenário se torna ainda mais alarmante quando a pesquisa revela que 62% dos participantes utilizaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 83% afirmam que o ambiente de trabalho nos bancos gera impactos negativos à saúde mental dos trabalhadores. Os números reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre condições de trabalho, metas abusivas e prevenção ao adoecimento no setor financeiro.
A consulta também apontou preocupação com o endividamento. Embora 12% afirmem não possuir dívidas, grande parte dos trabalhadores possui compromissos financeiros, com destaque para cartão de crédito (25%), crédito pessoal (19%), cheque especial (14%) e financiamento imobiliário (13%). O resultado evidencia que nem mesmo uma categoria historicamente organizada está imune aos efeitos do elevado custo de vida e das altas taxas de juros praticadas no país.
A pesquisa ainda mostra disposição para a mobilização. Entre as formas de participação apontadas pelos bancários estão a presença em assembleias e reuniões, o diálogo com colegas sobre as reivindicações da categoria, a adesão a greves, paralisações e manifestações.

Minuta de Reivindicações
As respostas da consulta serão consolidadas junto às deliberações das conferências estaduais e regionais, além das propostas construídas nos encontros nacionais dos trabalhadores de bancos públicos e privados. Todo esse processo servirá de base para os debates da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada de 19 a 21 de junho e terá como principal objetivo a definição da minuta de reivindicações da categoria.
Homenagem a Luiz Gushiken
Ao final da apresentação, os participantes acompanharam um vídeo em homenagem a Luiz Gushiken, deputado federal e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo entre 1985 e 1988, que já defendia a redução da jornada como instrumento de melhoria da qualidade de vida, distribuição dos ganhos de produtividade e valorização do trabalho.
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