10/06/2026
Itaú fecha sua única agência em Novo Horizonte e deixa população à mercê da exclusão financeira
Novo Horizonte vive nesta quarta-feira (10) um retrato preocupante do processo de desmonte do atendimento bancário promovido pelos grandes bancos no país. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região está no município acompanhando de perto o último dia de funcionamento da única agência do Itaú na cidade, que encerrará definitivamente suas atividades nesta quinta-feira (11).
Ao longo do dia, a cena que se repete é de indignação, insegurança e abandono. A fila formada em frente à unidade dobra quarteirões, reunindo clientes que tentam resolver pendências antes do fechamento definitivo. O movimento intenso evidencia uma realidade que o banco insiste em ignorar: a agência é essencial para a população e sua ausência trará consequências profundas para toda a cidade.
Ao longo do dia, a cena que se repete é de indignação, insegurança e abandono. A fila formada em frente à unidade dobra quarteirões, reunindo clientes que tentam resolver pendências antes do fechamento definitivo. O movimento intenso evidencia uma realidade que o banco insiste em ignorar: a agência é essencial para a população e sua ausência trará consequências profundas para toda a cidade.

Com o encerramento das atividades, centenas de pessoas perderão o acesso ao atendimento presencial. A medida afeta principalmente idosos, aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência, pequenos empresários, comerciantes, produtores rurais e cidadãos que enfrentam dificuldades com canais digitais. Para muitos, a agência bancária não é uma opção, mas uma necessidade.
O fechamento também gera impactos econômicos e sociais. O comércio local perde circulação de pessoas e movimentação financeira, clientes passam a depender de deslocamentos para outras cidades, aumenta a sobrecarga sobre canais eletrônicos e cresce a exclusão de quem não consegue utilizar aplicativos ou plataformas digitais. Na prática, toda a cidade perde.
A situação chama ainda mais atenção quando comparada aos resultados financeiros do banco. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Itaú registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,2 bilhões, demonstrando que a decisão de fechar unidades não decorre de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia voltada exclusivamente à ampliação da rentabilidade para acionistas.

Há anos o Sindicato denuncia os prejuízos causados pela redução da rede física de agências. A entidade tem atuado em campanhas, mobilizações e denúncias públicas contra o fechamento de unidades bancárias em sua base, alertando para os impactos sociais dessas decisões e defendendo o direito da população a um atendimento digno, humano e acessível.
“O que estamos vendo hoje em Novo Horizonte é a prova concreta de que o banco conhece a necessidade da população, vê a fila dobrando quarteirões, sabe da importância da agência para a cidade e, ainda assim, escolhe fechar as portas. Não estamos falando de uma empresa em dificuldade. Estamos falando de um banco que lucra bilhões e que poderia perfeitamente manter esse atendimento. Quando uma agência fecha, não é apenas uma estrutura física que desaparece. São idosos que perdem autonomia, comerciantes que enfrentam mais dificuldades, trabalhadores que precisam percorrer quilômetros para resolver problemas e cidadãos que passam a ser excluídos do sistema financeiro. O Itaú tem responsabilidade social com os municípios onde atua e não pode simplesmente abandonar uma cidade inteira em nome de mais lucro. Novo Horizonte merece respeito”, denuncia o secretário-geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
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