29/05/2026
Saúde Caixa: consultoria da Caixa projeta déficit de R$ 684 mi e sugere faixa etária e restrição da rede credenciada
As despesas assistenciais do Saúde Caixa tiveram um crescimento de 21,4% em um ano. É o que aponta o relatório atuarial elaborado a pedido da Caixa, após prazo previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ao Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC). Enquanto em 2024 as despesas assistenciais do Saúde Caixa foram de R$ 3.537 bilhões, em 2025 somaram R$ 4,294 bilhões. Os dados apresentados, como o crescimento das despesas do plano acenderam o alerta da Fenae e dos Sindicatos.
O balanço de receitas e despesas do plano em 2025 resultou em um déficit de R$ 627 milhões, que foi quase que totalmente coberto pela Caixa com o aporte de R$ 581 milhões previsto pelo ACT aprovado ano passado, que também garantiu a manutenção das alíquotas e valores de mensalidades até agosto deste ano.
As alternativas apontadas pela consultoria contratada pela Caixa para trazer equilíbrio ao plano são preocupação da Federação. Nas considerações finais do relatório, a assessoria do banco indica a implementação de um modelo de custeio baseado em faixas etárias, e afirma que outra medida eficaz para controlar as despesas assistenciais seria realizar um melhor controle e “restrição da rede credenciada”.
Na última pesquisa de satisfação realizada pela Caixa, uma das perguntas incluídas no formulário indagava os usuários sobre quais seriam os fatores que o fariam sair do Saúde Caixa. Os dois principais motivos assinalados pelos usuários do plano foram exatamente o aumento do custo e a qualidade/abrangência da rede credenciada, apontados respectivamente por 46,8% e 28,5% dos respondentes.
A realização desta pesquisa é prevista pelo ACT, e foi aplicada em dezembro de 2025, tendo sido respondida por 15.966 usuários do plano.
O diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, lembra que “desde 2021, temos conseguido manter a alíquota de mensalidade do titular em 3,5%, e no ano passado conseguimos manter inalterado também o valor da mensalidade do dependente, em R$ 480,00, e o teto para o grupo familiar, em 7%”, destacou o diretor.
Segundo Quadros, considerando a própria pesquisa aplicada pela Caixa, não é possível cogitar qualquer novo aumento para o plano, sob pena da saída de titulares, ou por não conseguirem mais custear sua manutenção, ou pelo custeio do plano deixar de ser financeiramente atrativo.
“Por isso, é fundamental ampliar nossa luta pelo fim do teto, pela aplicação do modelo 70/30, e pela defesa da solidariedade e do pacto intergeracional, sem prejuízo de nossas cobranças por uma melhoria da regulação, da fiscalização e da implementação de programas de prevenção e promoção da saúde e de medidas de eficiência que possam reduzir a velocidade de crescimento do custo assistencial do plano, mantendo sua qualidade”, defende o diretor de Saúde e Previdência da Fenae.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que os empregados têm sentido na pele os efeitos da chamada “restrição da rede credenciada”, que a consultoria contratada pela Caixa apontou como forma de “controlar” o custo assistencial.
“Recentemente, nossos colegas da região de Santa Catarina, por exemplo, passaram semanas sob a ameaça de suspensão de atendimento de uma rede de unidades de saúde sediada na Grande Florianópolis e que atende não apenas à capital, mas também a diversos colegas do estado. Em outro exemplo, colegas da região de Guarulhos, em São Paulo, estão lutando pelo credenciamento de um hospital no município que oferece melhores condições de atendimento. Temos, país afora, diversos exemplos como estes. Todos nós queremos o equilíbrio financeiro do Saúde Caixa, mas entendemos que ele deve vir por meio do aumento da participação da empresa no custeio e de melhorias na gestão do plano, e não sacrificando sua qualidade”, diz Takemoto.
O balanço de receitas e despesas do plano em 2025 resultou em um déficit de R$ 627 milhões, que foi quase que totalmente coberto pela Caixa com o aporte de R$ 581 milhões previsto pelo ACT aprovado ano passado, que também garantiu a manutenção das alíquotas e valores de mensalidades até agosto deste ano.
As alternativas apontadas pela consultoria contratada pela Caixa para trazer equilíbrio ao plano são preocupação da Federação. Nas considerações finais do relatório, a assessoria do banco indica a implementação de um modelo de custeio baseado em faixas etárias, e afirma que outra medida eficaz para controlar as despesas assistenciais seria realizar um melhor controle e “restrição da rede credenciada”.
Na última pesquisa de satisfação realizada pela Caixa, uma das perguntas incluídas no formulário indagava os usuários sobre quais seriam os fatores que o fariam sair do Saúde Caixa. Os dois principais motivos assinalados pelos usuários do plano foram exatamente o aumento do custo e a qualidade/abrangência da rede credenciada, apontados respectivamente por 46,8% e 28,5% dos respondentes.
A realização desta pesquisa é prevista pelo ACT, e foi aplicada em dezembro de 2025, tendo sido respondida por 15.966 usuários do plano.
O diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, lembra que “desde 2021, temos conseguido manter a alíquota de mensalidade do titular em 3,5%, e no ano passado conseguimos manter inalterado também o valor da mensalidade do dependente, em R$ 480,00, e o teto para o grupo familiar, em 7%”, destacou o diretor.
Segundo Quadros, considerando a própria pesquisa aplicada pela Caixa, não é possível cogitar qualquer novo aumento para o plano, sob pena da saída de titulares, ou por não conseguirem mais custear sua manutenção, ou pelo custeio do plano deixar de ser financeiramente atrativo.
“Por isso, é fundamental ampliar nossa luta pelo fim do teto, pela aplicação do modelo 70/30, e pela defesa da solidariedade e do pacto intergeracional, sem prejuízo de nossas cobranças por uma melhoria da regulação, da fiscalização e da implementação de programas de prevenção e promoção da saúde e de medidas de eficiência que possam reduzir a velocidade de crescimento do custo assistencial do plano, mantendo sua qualidade”, defende o diretor de Saúde e Previdência da Fenae.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que os empregados têm sentido na pele os efeitos da chamada “restrição da rede credenciada”, que a consultoria contratada pela Caixa apontou como forma de “controlar” o custo assistencial.
“Recentemente, nossos colegas da região de Santa Catarina, por exemplo, passaram semanas sob a ameaça de suspensão de atendimento de uma rede de unidades de saúde sediada na Grande Florianópolis e que atende não apenas à capital, mas também a diversos colegas do estado. Em outro exemplo, colegas da região de Guarulhos, em São Paulo, estão lutando pelo credenciamento de um hospital no município que oferece melhores condições de atendimento. Temos, país afora, diversos exemplos como estes. Todos nós queremos o equilíbrio financeiro do Saúde Caixa, mas entendemos que ele deve vir por meio do aumento da participação da empresa no custeio e de melhorias na gestão do plano, e não sacrificando sua qualidade”, diz Takemoto.
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