22/10/2025
Sob ataques à direitos históricos e metas inalcançáveis, bancários do BB vivem clima de exaustão: Sindicato denuncia descaso da direção em Dia Nacional de Luta
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região promoveu, na manhã desta quarta-feira (22), Dia Nacional de Luta, uma ação pública nas unidades do Banco do Brasil mobilizando trabalhadores e trabalhadoras das agências da base e dialogando com a sociedade sobre o grave quadro de pressão, assédio organizacional e adoecimento que atinge o funcionalismo.

A ação incluiu a distribuição de um Infopress, que denuncia o pacote de ataques promovido pela atual gestão do banco. Nos últimos meses, a direção do BB tem aprofundado uma política que prioriza números e resultados financeiros em detrimento das pessoas, com práticas que espelham o setor privado e desrespeitam o papel social da instituição, intensificando a cobrança de metas e instaurando um ambiente de trabalho marcado pelo medo e pelo desrespeito à negociação com a representação da categoria.
“É um clima de tensão constante. Os trabalhadores estão sobrecarregados, pressionados por metas inatingíveis e, agora, impedidos até de descansar. O Banco do Brasil está esquecendo que seus resultados só existem porque há pessoas dedicadas atrás de cada número”, destacou o secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Assuntos Jurídicos do Sindicato, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).

De uma só vez, o Banco do Brasil anunciou um pacote de medidas que afronta direitos históricos dos trabalhadores: o fim do pagamento das substituições; a suspensão das férias nos meses de novembro e dezembro; o aumento da jornada de trabalho e a extinção dos caixas.
“Essas decisões são tomadas de forma unilateral, sem diálogo algum com os representantes dos trabalhadores. O resultado é um ambiente tóxico, onde a saúde mental está sendo sacrificada em nome do lucro. O Sindicato está nas agências justamente para dar voz a essa realidade e cobrar mudanças imediatas. Nossa luta é para que o banco volte a ser humano, público e respeitoso”, reforçou o presidente da entidade, Roberto Vicentim.

Além de denunciar esses ataques, a mobilização também serviu para alertar sobre a situação da Cassi, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. As transformações internas na instituição, como o programa Performa, reduziram salários e, consequentemente, o ingresso de recursos no plano — que se sustenta pelo princípio da solidariedade. A ameaça à sustentabilidade da Cassi exige reação e mobilização coletiva. As entidades representativas reivindicam o retorno ao modelo de custeio 70/30, o financiamento do pós-laboral para os empregados admitidos após 2018 e a inclusão dos bancários oriundos de bancos incorporados, reforçando que o BB tem responsabilidade direta com a saúde e o bem-estar de seus trabalhadores.
A iniciativa mostrou mais uma vez a força da unidade sindical e a disposição dos bancários de Catanduva, reforçando que a categoria não aceitará retrocessos nem o silêncio diante de práticas que adoecem e desvalorizam quem faz o banco funcionar.

SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- União sindical em ação: Diretor e presidente do Sindicato participam como mesários de eleição no SEEB Jundiaí
- Coletivo de Segurança do Ramo Financeiro debate aumento de fraudes e precarização da segurança nas unidades bancárias
- Caixa inicia campanha de vacinação contra a gripe para empregados
- Eleições na Previ entram na reta final e a Chapa 2 defende governança e gestão
- Encontro Nacional de Saúde debate adoecimento da categoria e prepara pauta para a Campanha Nacional 2026
- Itaú repete falhas na divulgação de metas e amplia insatisfação entre bancários
- 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos
- BB: Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite nas Eleições 2026 do Economus. Saiba como votar!
- Sindicato participa de Encontro Nacional de Saúde dos Bancários
- Movimento sindical cobra reunião urgente com presidente da Caixa sobre Bônus Caixa
- Sindicato percorre agências com candidato ao Economus e reforça mobilização para eleição
- Apoiada pelo Sindicato, Chapa 1 – Nossa Luta vence eleição da Apcef/SP
- Governo Federal recebe reivindicações da CUT e demais centrais sindicais, incluindo redução da jornada de trabalho sem redução salarial
- Movimento sindical propõe e Fenaban aceita negociar cláusulas sobre gestão ética de tecnologia na relação de trabalho
- Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027