01/04/2025
Saúde Caixa: desequilíbrio financeiro reforça reivindicação pelo fim do teto estatutário
O Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa, composto por representantes dos trabalhadores e do banco, se reuniu na manhã desta terça-feira (1º/4). O banco apresentou os dados gerenciais e os resultados financeiros do plano nos dois primeiros meses do ano.
Segundo os dados apresentados pela Caixa, o plano possui uma reserva técnica de R$ 101,5 milhões, mas o resultado assistencial do primeiro bimestre ficou negativo em R$ 154,1 milhões, com receitas de R$ 573,2 milhões e despesas de R$ 727,3 milhões. Tanto as receitas quanto as despesas ficaram dentro dos valores projetados.
“O saldo de receitas e despesas do bimestre mostra que, para evitarmos o desequilíbrio financeiro do plano no curto prazo, o banco precisa, urgentemente, retirar de seu estatuto o teto para o seu custeio com a saúde das empregadas e empregados, para que, assim, possa cobrir 70% dos custos do Saúde Caixa, como estipulado no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico do plano de saúde, e que não é atingido exatamente pela restrição prevista no estatuto”, disse o coordenador do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.
Hoje, o estatuto social da Caixa limita em 6,5% da folha de pagamentos os gastos do banco com a saúde de seus empregados. Este limite impede que a Caixa arque com os 70% dos custos do Saúde Caixa, conforme estipulado no ACT específico do plano. Com isso, o somatório das contribuições dos usuários está se aproximando dos 50% dos custos do Saúde Caixa. “Os valores de mensalidades cobrados dos usuários do plano já estão muito altos. Independentemente de idade, ou faixa salarial, já extrapolou o limite do que podemos pagar”, reforçou o coordenador do GT Saúde Caixa.
O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS), Carlos Augusto (Pipoca), ressaltou ainda que a política de custeio estabelecida pelo banco “pressiona os colegas a saírem do plano e buscar uma alternativa no mercado, principalmente aqueles que têm salários mais altos”, disse.
“Só não fizeram isso ainda porque o Saúde Caixa tem coberturas que os planos de saúde ofertados pelo mercado não possuem e, mesmo assim, também têm altos custos e o risco de aumentos bruscos de preços, a redução drástica da rede credenciada e da qualidade do atendimento, devido à regulamentação precária dos planos de saúde no país”, ressaltou o representante da Federação das Bancárias e dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Serginho Amorim. “Cobramos que o Saúde Caixa melhore sua rede credenciada, e contenha os aumentos das mensalidades para evitar que o plano se iguale aos demais e, desta forma, haja uma debandada de usuários”, completou.
Queremos Saúde, Caixa
Desde fevereiro, a Contraf-CUT, juntamente com federações e sindicatos de bancários de todo o país, realizam uma campanha para cobrar a melhoria da qualidade de atendimento e a contenção dos custos das mensalidades pagas pelos usuários do Saúde Caixa.
“Precisamos continuar realizando ações de racionalização das despesas para reduzir os custos desnecessários, mas para conter os aumentos de mensalidades é fundamental que a Caixa retire de seu estatuto o teto de custeio com a saúde do seu quadro de pessoal”, observou o coordenador do GT Saúde Caixa.
“Além disso, para manter a viabilidade do plano, precisamos melhorar a qualidade da rede de atendimento. Uma ferramenta para isso é a volta dos comitês regionais de credenciamento e descredenciamento. Depois de nossa reivindicação, o banco se comprometeu a reativá-los, o que será muito importante para ampliar os vínculos entre os usuários e o plano, que possamos melhorar a comunicação e avançar na busca de soluções para os problemas locais”, completou.
Próxima reunião
O banco se comprometeu a realizar uma nova reunião daqui a um mês para apresentar os dados consolidados do trimestre. A data ainda não foi definida, mas a previsão é a de que seja logo após à divulgação do balanço trimestral do banco.
Segundo os dados apresentados pela Caixa, o plano possui uma reserva técnica de R$ 101,5 milhões, mas o resultado assistencial do primeiro bimestre ficou negativo em R$ 154,1 milhões, com receitas de R$ 573,2 milhões e despesas de R$ 727,3 milhões. Tanto as receitas quanto as despesas ficaram dentro dos valores projetados.
“O saldo de receitas e despesas do bimestre mostra que, para evitarmos o desequilíbrio financeiro do plano no curto prazo, o banco precisa, urgentemente, retirar de seu estatuto o teto para o seu custeio com a saúde das empregadas e empregados, para que, assim, possa cobrir 70% dos custos do Saúde Caixa, como estipulado no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico do plano de saúde, e que não é atingido exatamente pela restrição prevista no estatuto”, disse o coordenador do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.
Hoje, o estatuto social da Caixa limita em 6,5% da folha de pagamentos os gastos do banco com a saúde de seus empregados. Este limite impede que a Caixa arque com os 70% dos custos do Saúde Caixa, conforme estipulado no ACT específico do plano. Com isso, o somatório das contribuições dos usuários está se aproximando dos 50% dos custos do Saúde Caixa. “Os valores de mensalidades cobrados dos usuários do plano já estão muito altos. Independentemente de idade, ou faixa salarial, já extrapolou o limite do que podemos pagar”, reforçou o coordenador do GT Saúde Caixa.
O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS), Carlos Augusto (Pipoca), ressaltou ainda que a política de custeio estabelecida pelo banco “pressiona os colegas a saírem do plano e buscar uma alternativa no mercado, principalmente aqueles que têm salários mais altos”, disse.
“Só não fizeram isso ainda porque o Saúde Caixa tem coberturas que os planos de saúde ofertados pelo mercado não possuem e, mesmo assim, também têm altos custos e o risco de aumentos bruscos de preços, a redução drástica da rede credenciada e da qualidade do atendimento, devido à regulamentação precária dos planos de saúde no país”, ressaltou o representante da Federação das Bancárias e dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Serginho Amorim. “Cobramos que o Saúde Caixa melhore sua rede credenciada, e contenha os aumentos das mensalidades para evitar que o plano se iguale aos demais e, desta forma, haja uma debandada de usuários”, completou.
Queremos Saúde, Caixa
Desde fevereiro, a Contraf-CUT, juntamente com federações e sindicatos de bancários de todo o país, realizam uma campanha para cobrar a melhoria da qualidade de atendimento e a contenção dos custos das mensalidades pagas pelos usuários do Saúde Caixa.
“Precisamos continuar realizando ações de racionalização das despesas para reduzir os custos desnecessários, mas para conter os aumentos de mensalidades é fundamental que a Caixa retire de seu estatuto o teto de custeio com a saúde do seu quadro de pessoal”, observou o coordenador do GT Saúde Caixa.
“Além disso, para manter a viabilidade do plano, precisamos melhorar a qualidade da rede de atendimento. Uma ferramenta para isso é a volta dos comitês regionais de credenciamento e descredenciamento. Depois de nossa reivindicação, o banco se comprometeu a reativá-los, o que será muito importante para ampliar os vínculos entre os usuários e o plano, que possamos melhorar a comunicação e avançar na busca de soluções para os problemas locais”, completou.
Próxima reunião
O banco se comprometeu a realizar uma nova reunião daqui a um mês para apresentar os dados consolidados do trimestre. A data ainda não foi definida, mas a previsão é a de que seja logo após à divulgação do balanço trimestral do banco.
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