06/02/2025
Lucro do Santander cresce 48,6% em 2024
O Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 13,872 bilhões em 2024. O número representa crescimento de 48,6% em relação ao ano de 2023. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 3,855 bilhões, frente aos R$ 3,664 bilhões do trimestre imediatamente anterior, representando uma alta de 5,2% no período.
O retorno sobre o patrimônio do banco (ROE) ficou em 17,6%, com acréscimo de 5,3 pontos percentuais em doze meses. O crescimento do lucro no ano está atrelado ao crescimento do resultado de tesouraria (TVM) e crédito, além da queda da despesa de PDD.
O lucro obtido em 2024 na unidade brasileira do banco representou 19,26% do lucro global, que foi de € 12,574 bilhões, alta de 14% em doze meses.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias aumentaram 10,9% em relação a dezembro de 2023, totalizando R$ 22,6 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR, por sua vez, aumentaram 7,6% no período, somando R$ 12,1 bilhões. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco em 2024 foi de 185,8%.
“Só com o que arrecada de tarifas dos clientes, o Santander paga quase duas vezes a sua folha de pagamento. O banco, infelizmente, prefere usar este dinheiro dos clientes para aumentar o lucro e, consequentemente, os bônus dos diretores e os dividendos dos acionistas ao invés de investir em contratações visando a melhoria do atendimento e a redução dos adoecimentos causados pela sobrecarga de trabalho e pelas metas sempre crescentes. Um desrespeito completo do banco espanhol para com os brasileiros, tanto clientes quanto empregados do banco”, afirmou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) e dirigente da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP).
Empregos
A holding Santander encerrou o ano com 55.646 empregados, com a abertura de 35 postos de trabalho em doze meses (611 no trimestre). A base de clientes aumentou 2,5 milhões em relação a 2023, totalizando 68,9 milhões.
“A base de clientes aumentou 71 mil vezes mais do que o número de postos de trabalho, o que inevitavelmente resultará em mais sobrecarga de trabalho e mais adoecimento para os bancários, e na piora do atendimento à população, que já arca com juros abusivos e tarifas extorsivas para, em troca, ter um atendimento precarizado causado pela falta de funcionários”, afirmou Wanessa.
Quanto à estrutura física do banco, foram fechadas 247 lojas e 166 Postos de Atendimento Bancários (PABs) em doze meses. Apesar do Santander não informar o número de agências físicas em seu balanço, na relação de agências presente no site do Banco Central, em novembro de 2024, o banco possuía 2.433 agências físicas, uma redução de 96 agências se comparado aos números de dezembro de 2023, quando o banco possuía 2.529 agências.
“Mesmo com o crescimento de mais de 2,5 milhões de clientes, o Santander segue fechando agências e empurrando a população para o internet banking, App e canais digitais. O banco continua ignorando os clientes que não têm condições de acessar o aplicativo, seja por falta de condições financeiras, acesso à internet ou falta de conhecimento para uso dos canais virtuais. O que caracteriza uma verdadeira exclusão bancária”, critica a coordenadora da COE.
"Para manter sua lucratividade em ascensão, o banco insiste na lógica perversa de aumentar resultados à custa de demissões, muitas vezes destruindo a saúde de seus trabalhadores para depois descartá-los. A incongruência dessas demissões está no fato de que o arrecadado apenas com tarifas e prestação de serviços daria para pagar a folha inteirinha e ainda sobraria. Ou seja, o banco tem muita margem para contratar, o que aliviaria a sobrecarga dos funcionários e melhoraria o atendimento aos clientes. Por isso, cobramos melhores condições de trabalho e valorização das bancárias e bancários brasileiros. Nosso país continua sendo a galinha dos ovos de ouro do Santander, representando quase 20% do seu lucro global, e merecemos respeito!", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
O retorno sobre o patrimônio do banco (ROE) ficou em 17,6%, com acréscimo de 5,3 pontos percentuais em doze meses. O crescimento do lucro no ano está atrelado ao crescimento do resultado de tesouraria (TVM) e crédito, além da queda da despesa de PDD.
O lucro obtido em 2024 na unidade brasileira do banco representou 19,26% do lucro global, que foi de € 12,574 bilhões, alta de 14% em doze meses.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias aumentaram 10,9% em relação a dezembro de 2023, totalizando R$ 22,6 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR, por sua vez, aumentaram 7,6% no período, somando R$ 12,1 bilhões. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco em 2024 foi de 185,8%.
“Só com o que arrecada de tarifas dos clientes, o Santander paga quase duas vezes a sua folha de pagamento. O banco, infelizmente, prefere usar este dinheiro dos clientes para aumentar o lucro e, consequentemente, os bônus dos diretores e os dividendos dos acionistas ao invés de investir em contratações visando a melhoria do atendimento e a redução dos adoecimentos causados pela sobrecarga de trabalho e pelas metas sempre crescentes. Um desrespeito completo do banco espanhol para com os brasileiros, tanto clientes quanto empregados do banco”, afirmou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) e dirigente da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP).
Empregos
A holding Santander encerrou o ano com 55.646 empregados, com a abertura de 35 postos de trabalho em doze meses (611 no trimestre). A base de clientes aumentou 2,5 milhões em relação a 2023, totalizando 68,9 milhões.
“A base de clientes aumentou 71 mil vezes mais do que o número de postos de trabalho, o que inevitavelmente resultará em mais sobrecarga de trabalho e mais adoecimento para os bancários, e na piora do atendimento à população, que já arca com juros abusivos e tarifas extorsivas para, em troca, ter um atendimento precarizado causado pela falta de funcionários”, afirmou Wanessa.
Quanto à estrutura física do banco, foram fechadas 247 lojas e 166 Postos de Atendimento Bancários (PABs) em doze meses. Apesar do Santander não informar o número de agências físicas em seu balanço, na relação de agências presente no site do Banco Central, em novembro de 2024, o banco possuía 2.433 agências físicas, uma redução de 96 agências se comparado aos números de dezembro de 2023, quando o banco possuía 2.529 agências.
“Mesmo com o crescimento de mais de 2,5 milhões de clientes, o Santander segue fechando agências e empurrando a população para o internet banking, App e canais digitais. O banco continua ignorando os clientes que não têm condições de acessar o aplicativo, seja por falta de condições financeiras, acesso à internet ou falta de conhecimento para uso dos canais virtuais. O que caracteriza uma verdadeira exclusão bancária”, critica a coordenadora da COE.
"Para manter sua lucratividade em ascensão, o banco insiste na lógica perversa de aumentar resultados à custa de demissões, muitas vezes destruindo a saúde de seus trabalhadores para depois descartá-los. A incongruência dessas demissões está no fato de que o arrecadado apenas com tarifas e prestação de serviços daria para pagar a folha inteirinha e ainda sobraria. Ou seja, o banco tem muita margem para contratar, o que aliviaria a sobrecarga dos funcionários e melhoraria o atendimento aos clientes. Por isso, cobramos melhores condições de trabalho e valorização das bancárias e bancários brasileiros. Nosso país continua sendo a galinha dos ovos de ouro do Santander, representando quase 20% do seu lucro global, e merecemos respeito!", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
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