06/12/2024
Dieese: isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil pode injetar R$ 35 bi na economia
Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que a isenção do pagamento de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês tem o poder de injetar na economia brasileira R$ 35 bilhões. O dado foi divulgado em primeira mão ao Portal CUT pela diretora-técnica do órgão, Adriana Marcolino.
Segundo o levantamento do Dieese, a proposta de alteração no imposto de renda apresentada pelo governo Lula é importante do ponto de vista dos trabalhadores e das trabalhadoras, mas também a partir do enfoque macroeconômico para segmentos da população com alta propensão ao consumo, o que deve aquecer a economia, gerar emprego e renda, além de mais arrecadação para o governo.
Por meio da Tabela 4 abaixo, é possível perceber a importância da aprovação da medida para elevar a renda disponível da classe trabalhadora no Brasil. Atualmente, quem ganha R$ 5 mil paga R$ 335,15/mês de imposto de renda, portanto, a isenção para esse segmento da população garantiria a ela anualmente R$ 4.467,55 adicionais, ou seja, praticamente um salário a mais por ano.
Segundo o levantamento do Dieese, a proposta de alteração no imposto de renda apresentada pelo governo Lula é importante do ponto de vista dos trabalhadores e das trabalhadoras, mas também a partir do enfoque macroeconômico para segmentos da população com alta propensão ao consumo, o que deve aquecer a economia, gerar emprego e renda, além de mais arrecadação para o governo.
Por meio da Tabela 4 abaixo, é possível perceber a importância da aprovação da medida para elevar a renda disponível da classe trabalhadora no Brasil. Atualmente, quem ganha R$ 5 mil paga R$ 335,15/mês de imposto de renda, portanto, a isenção para esse segmento da população garantiria a ela anualmente R$ 4.467,55 adicionais, ou seja, praticamente um salário a mais por ano.
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Por outro lado, a cobrança compensatória na renda de quem recebe a partir de R$ 50 mil mensais incidirá sobre um segmento da população com menor propensão ao consumo e, portanto, menor possibilidade de dinamizar o mercado interno.
“Ainda não é possível realizar estimativas para as faixas superiores, pois o texto legislativo com o detalhamento da nova sistemática de cobrança do IR ainda não foi divulgado, mas é possível afirmar que todos que recebem até R$ 7,5 mil serão beneficiados em alguma medida”, diz Adriana.
Mercado financeiro contra isenção do imposto para quem ganha menos
Já uma pesquisa da Genial Quaest, divulgada na quarta-feira (4), sobre a avaliação do mercado financeiro ao pacote apresentado pelo governo Lula para equilibrar as contas públicas, confirma que os especuladores e rentistas querem colocar nas costas do povo trabalhador e pobre a conta pelo “déficit fiscal” para que eles obtenham mais lucros e o país siga sendo desigual economicamente e socialmente.
O resultado da pesquisa mostra que 85% dos entrevistados do mercado financeiro dizem que a isenção do imposto de renda traria prejuízos ao país. Eles também responderam a outros questionamentos sobre o pacote do governo federal.
Confira o resultado da pesquisa Genial / Quaest
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Para a diretora-técnica do Dieese o mercado financeiro não está preocupado com o país e sim com seus interesses, pois sabem que terão de pagar a parte deles. Segundo a equipe econômica do governo federal, a isenção beneficiará diretamente 36 milhões de pessoas e apenas 100 mil, com ganhos de R$ 50 mil mensais, passariam a pagar mais.
Para ela, o mercado não está avaliando com boas perspectivas o resultado fiscal desse pacote, pois o mais provável é que tenha um novo aumento da taxa de juros esse ano.
"O governo não fez o que o mercado financeiro queria, que é atender os seus interesses e não os do Brasil, e como moeda de troca, como chantagem, eles vão pressionar para que a inflação, para que a taxa de juros seja aumentada numa relação totalmente descontextualizada dos outros indicadores econômicos. Então, acho que só mostra mais ainda de como esse segmento da sociedade não tem relação com uma política de desenvolvimento sustentável e com justiça social", destaca Adriana Marcolino.
“Os rentistas sabem que essa isenção terá de ser compensada por quem ganha mais. Por isso eles estão apenas preocupados com suas altas remunerações e seus ganhos com especulação financeira”, reforça a diretora-técnica do Dieese.
Segundo Adriana, é acertado que Lula tome a decisão de atualizar a tabela do imposto que há duas décadas não é atualizada. Não foi nos governos FHC, Temer e Bolsonaro e isso acumulou perdas e piorou a tributação.
"Lula está corrigindo essa distorção. É o mínimo de justiça tributária que se faz no país", diz Adriana Marcolino.
Taxar grandes fortunas para promover a justiça tributária é uma das pautas dos atos convocados pela CUT para o próximo dia 10, que ocorrerão nas capitais do país.
Para ela, o mercado não está avaliando com boas perspectivas o resultado fiscal desse pacote, pois o mais provável é que tenha um novo aumento da taxa de juros esse ano.
"O governo não fez o que o mercado financeiro queria, que é atender os seus interesses e não os do Brasil, e como moeda de troca, como chantagem, eles vão pressionar para que a inflação, para que a taxa de juros seja aumentada numa relação totalmente descontextualizada dos outros indicadores econômicos. Então, acho que só mostra mais ainda de como esse segmento da sociedade não tem relação com uma política de desenvolvimento sustentável e com justiça social", destaca Adriana Marcolino.
“Os rentistas sabem que essa isenção terá de ser compensada por quem ganha mais. Por isso eles estão apenas preocupados com suas altas remunerações e seus ganhos com especulação financeira”, reforça a diretora-técnica do Dieese.
Segundo Adriana, é acertado que Lula tome a decisão de atualizar a tabela do imposto que há duas décadas não é atualizada. Não foi nos governos FHC, Temer e Bolsonaro e isso acumulou perdas e piorou a tributação.
"Lula está corrigindo essa distorção. É o mínimo de justiça tributária que se faz no país", diz Adriana Marcolino.
Taxar grandes fortunas para promover a justiça tributária é uma das pautas dos atos convocados pela CUT para o próximo dia 10, que ocorrerão nas capitais do país.
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