03/12/2024
UNI Américas: reunidos na Argentina, trabalhadores do continente debatem desafios do mundo do trabalho e a organização da luta coletiva
Trabalhadores e trabalhadoras de todo o continente americano estão reunidos esta semana em La Falda, município da província de Córdoba, na Argentina, para discutir os problemas e desafios do mundo do trabalho e para organizar a luta coletiva.
Sob o tema “Solidariedade em ação, esperança coletiva”, serão realizadas diversas conferências da UNI Américas, braço continental da UNI Global Union, sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo.
Os debates começaram na segunda-feira (2), com a abertura da 6ª Conferência Regional UNI Américas Finanças, que se encerra nesta terça (3). Em seguida, ocorrerão mais três grandes encontros: a 7ª Conferência Regional UNI Américas Mulheres e a 6ª Conferência Regional da UNI Américas Juventude, ambas no dia 4, e por fim, a 6ª Conferência Regional da UNI Américas, entre os dias 5 e 7, que encerra o ciclo de debates.
Uma delegação de dirigentes sindicais bancários da Contraf-CUT participa das conferências, entre eles a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários de SP, Neiva Ribeiro, que é também vice-presidenta da UNI Américas Mulheres. Neiva falará sobre “Sindicatos e Democracia no Brasil”, em live na manhã desta terça-feira, além de participar como palestrante ou mediadora em mesas das demais conferências.
Em vídeo, Neiva destacou que a Conferência da UNI Américas Finanças está discutindo problemas do setor financeiro como terceirizações, fraudes trabalhistas e desregulamentação, que afetam os trabalhadores do ramo não só no Brasil, mas em outros países do continente. “Além disso, vamos debater questões de defesa da democracia. Estamos enfrentando governos de ultradireita no continente. Aqui no Brasil passamos pelo governo Bolsonaro e agora estamos aqui em apoio ao povo argentino, que enfrenta dificuldades com o governo Milei.”
A presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, também está presente. Foi ela quem abriu os debates na segunda-feira, dando saudações oficiais aos participantes: “Estaremos aqui discutindo como fazer a resistência. Desejo a todos nós um excelente evento, com ótimas reflexões. Estamos todos juntos nessa luta”.
Em seguida, Juvandia Moreira fez a defesa de uma das moções a serem discutidas e votadas nos encontros: a moção 1 Rompendo Barreiras. “Muito já foi discutido sobre os temas que essa moção aborda. Estamos falando de um mundo onde as economias desenvolvidas têm crescido pouco e tem elevado suas taxas de juros para proteger suas economias. E isso impacta nas nossas economias, dos países emergentes, do nosso continente. A Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe] está apontando um crescimento pequeno para o nosso continente, de apenas 2,1%, e esse baixo crescimento é uma consequência do protecionismo dos países mais desenvolvidos”, disse Juvandia, introduzindo o tema da moção, que prevê diversas ações para aproximar os trabalhadores e trabalhadoras do continente americano e fortalecer a luta coletiva.
Nesses dois dias, a 6ª Conferência Regional UNI Américas Finanças vai debater as transformações do sistema financeiro e a organização dos empregados do setor, entre outros temas.
Os sindicalistas bancários participam ativamente das conferências seguintes, compondo mesas como palestrantes ou atuando como mediadores.
Acompanhe a cobertura dos encontros, com informações no site e nas redes sociais do Sindicato:
Sob o tema “Solidariedade em ação, esperança coletiva”, serão realizadas diversas conferências da UNI Américas, braço continental da UNI Global Union, sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo.
Os debates começaram na segunda-feira (2), com a abertura da 6ª Conferência Regional UNI Américas Finanças, que se encerra nesta terça (3). Em seguida, ocorrerão mais três grandes encontros: a 7ª Conferência Regional UNI Américas Mulheres e a 6ª Conferência Regional da UNI Américas Juventude, ambas no dia 4, e por fim, a 6ª Conferência Regional da UNI Américas, entre os dias 5 e 7, que encerra o ciclo de debates.
Uma delegação de dirigentes sindicais bancários da Contraf-CUT participa das conferências, entre eles a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários de SP, Neiva Ribeiro, que é também vice-presidenta da UNI Américas Mulheres. Neiva falará sobre “Sindicatos e Democracia no Brasil”, em live na manhã desta terça-feira, além de participar como palestrante ou mediadora em mesas das demais conferências.
Em vídeo, Neiva destacou que a Conferência da UNI Américas Finanças está discutindo problemas do setor financeiro como terceirizações, fraudes trabalhistas e desregulamentação, que afetam os trabalhadores do ramo não só no Brasil, mas em outros países do continente. “Além disso, vamos debater questões de defesa da democracia. Estamos enfrentando governos de ultradireita no continente. Aqui no Brasil passamos pelo governo Bolsonaro e agora estamos aqui em apoio ao povo argentino, que enfrenta dificuldades com o governo Milei.”
A presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, também está presente. Foi ela quem abriu os debates na segunda-feira, dando saudações oficiais aos participantes: “Estaremos aqui discutindo como fazer a resistência. Desejo a todos nós um excelente evento, com ótimas reflexões. Estamos todos juntos nessa luta”.
Em seguida, Juvandia Moreira fez a defesa de uma das moções a serem discutidas e votadas nos encontros: a moção 1 Rompendo Barreiras. “Muito já foi discutido sobre os temas que essa moção aborda. Estamos falando de um mundo onde as economias desenvolvidas têm crescido pouco e tem elevado suas taxas de juros para proteger suas economias. E isso impacta nas nossas economias, dos países emergentes, do nosso continente. A Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe] está apontando um crescimento pequeno para o nosso continente, de apenas 2,1%, e esse baixo crescimento é uma consequência do protecionismo dos países mais desenvolvidos”, disse Juvandia, introduzindo o tema da moção, que prevê diversas ações para aproximar os trabalhadores e trabalhadoras do continente americano e fortalecer a luta coletiva.
Nesses dois dias, a 6ª Conferência Regional UNI Américas Finanças vai debater as transformações do sistema financeiro e a organização dos empregados do setor, entre outros temas.
Os sindicalistas bancários participam ativamente das conferências seguintes, compondo mesas como palestrantes ou atuando como mediadores.
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