19/11/2024
Conselho Deliberativo da Funcef vai votar adequação da meta atuarial nesta quinta-feira (21)
Nesta quinta-feira (21), o Conselho Deliberativo da Funcef decidirá sobre a adequação da meta atuarial, ajustando-a dos atuais 4,5% para 4,85%. A medida é embasada por estudos técnicos realizados pela Diretoria de Benefícios (Diben) e validados por uma consultoria atuarial independente, que demonstram a viabilidade e os benefícios da alteração.
A necessidade de um estudo detalhado para uma revisão da meta atuarial é uma defesa da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), assim como do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, desde a alteração de 2017, quando a diretoria da Fundação reduziu significativamente a meta, causando um custo de R$ 6,5 bilhões aos participantes do plano REG/Replan Saldado. [Leia mais aqui]
Para o presidente da Federação Sergio Takemoto, a mudança é possível e necessária. “Defendemos uma revisão responsável da meta atuarial, baseada em estudos técnicos robustos. Essa mudança, além de reduzir o déficit, traz mais equilíbrio e estabilidade para os planos. É uma medida que beneficia diretamente os participantes e garante maior previsibilidade no longo prazo”, afirmou Takemoto.
Impactos da adequação da meta
De acordo com Jair Pedro Ferreira, diretor de Benefícios eleito pelos participantes, os estudos conduzidos pela área envolveram testes de aderência das hipóteses atuariais, incluindo biométricas, demográficas e econômico-financeiras, e foram certificados por parecer técnico de uma consultoria independente. De acordo com a análise, o aumento da meta não compromete o nível de risco dos planos, ao mesmo tempo em que melhora o resultado econômico e reduz significativamente o déficit não equacionado.
O conselheiro deliberativo Selim Oliveira, eleito pelos participantes, também avalia como positiva a adequação da meta e destaca os benefícios técnicos da medida. “O ajuste da meta atuarial é uma mudança necessária hoje e para os exercícios futuros. A medida preserva o equilíbrio técnico dos planos e não altera o nível de solvência. Além disso, ela contribui para reduzir o déficit corrente (chamado de não equacionado) e cria um cenário em que resultados positivos futuros poderão abater os déficits equacionados, aliviando as contribuições extraordinárias dos participantes”, pontuou o conselheiro.
As medidas recentes na composição da carteira de investimentos do REG/Replan Saldado e Não Saldado, também sustentam a segurança da medida. O diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, explica que, atualmente, 77,49% dos recursos do Saldado e 80,52% do Não Saldado estão alocados em renda fixa, com rentabilidades médias de 5,85% acima do INPC. Essa estratégia reduz o risco de mercado e reforça a previsibilidade dos resultados.
“A revisão para 4,85% é uma decisão que reflete o momento atual e fortalece o equilíbrio técnico dos planos. É uma medida que responde aos desafios de hoje, criando um cenário mais sustentável para o futuro”, disse o diretor. Ele acrescenta que entre os principais fundos de pensão, a Funcef é quem adota a meta atuarial mais conservadora. “Essa abordagem acaba por penalizar os participantes em vez de protegê-los, pois dificulta a redução do déficit no REG/Replan Saldado e impacta negativamente, de forma permanente, os benefícios projetados para o REB e o Novo Plano”, concluiu Quadros, que também é presidente da Apcef/SP.
A necessidade de um estudo detalhado para uma revisão da meta atuarial é uma defesa da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), assim como do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, desde a alteração de 2017, quando a diretoria da Fundação reduziu significativamente a meta, causando um custo de R$ 6,5 bilhões aos participantes do plano REG/Replan Saldado. [Leia mais aqui]
Para o presidente da Federação Sergio Takemoto, a mudança é possível e necessária. “Defendemos uma revisão responsável da meta atuarial, baseada em estudos técnicos robustos. Essa mudança, além de reduzir o déficit, traz mais equilíbrio e estabilidade para os planos. É uma medida que beneficia diretamente os participantes e garante maior previsibilidade no longo prazo”, afirmou Takemoto.
Impactos da adequação da meta
De acordo com Jair Pedro Ferreira, diretor de Benefícios eleito pelos participantes, os estudos conduzidos pela área envolveram testes de aderência das hipóteses atuariais, incluindo biométricas, demográficas e econômico-financeiras, e foram certificados por parecer técnico de uma consultoria independente. De acordo com a análise, o aumento da meta não compromete o nível de risco dos planos, ao mesmo tempo em que melhora o resultado econômico e reduz significativamente o déficit não equacionado.
O conselheiro deliberativo Selim Oliveira, eleito pelos participantes, também avalia como positiva a adequação da meta e destaca os benefícios técnicos da medida. “O ajuste da meta atuarial é uma mudança necessária hoje e para os exercícios futuros. A medida preserva o equilíbrio técnico dos planos e não altera o nível de solvência. Além disso, ela contribui para reduzir o déficit corrente (chamado de não equacionado) e cria um cenário em que resultados positivos futuros poderão abater os déficits equacionados, aliviando as contribuições extraordinárias dos participantes”, pontuou o conselheiro.
As medidas recentes na composição da carteira de investimentos do REG/Replan Saldado e Não Saldado, também sustentam a segurança da medida. O diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, explica que, atualmente, 77,49% dos recursos do Saldado e 80,52% do Não Saldado estão alocados em renda fixa, com rentabilidades médias de 5,85% acima do INPC. Essa estratégia reduz o risco de mercado e reforça a previsibilidade dos resultados.
“A revisão para 4,85% é uma decisão que reflete o momento atual e fortalece o equilíbrio técnico dos planos. É uma medida que responde aos desafios de hoje, criando um cenário mais sustentável para o futuro”, disse o diretor. Ele acrescenta que entre os principais fundos de pensão, a Funcef é quem adota a meta atuarial mais conservadora. “Essa abordagem acaba por penalizar os participantes em vez de protegê-los, pois dificulta a redução do déficit no REG/Replan Saldado e impacta negativamente, de forma permanente, os benefícios projetados para o REB e o Novo Plano”, concluiu Quadros, que também é presidente da Apcef/SP.
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