06/11/2024
Em Madrid, bancários denunciam à direção do Santander práticas antissindicais e desrespeito com aposentados no Brasil
Na terça-feira (5), coletivos de representação de bancários da América do Sul – Argentina, Chile, Uruguai e Brasil – denunciaram à direção da matriz do Santander em Madrid, na Espanha, o modus operandi de desrespeito do banco com os trabalhadores latino-americanos, além do descaso com os banespianos aposentados no Brasil.
O encontro aconteceu com a participação da Uni Finanças Global, Uni Américas, Uni Américas Finanças e dos sindicatos espanhóis Comissões Obreiras e Fes-UGT.
Entre as denúncias mais veementes dos brasileiros estão as crescentes terceirizações – já caracterizadas como contratações fraudulentas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) -, que retiram os direitos dos trabalhadores e enfraquecem a representação sindical. Foram rechaçados também outros problemas, como o fechamento de agências e redução de postos de trabalho.
A dirigente da Afubesp e da Contraf-CUT, Rita Berlofa, aproveitou a ocasião e levou as pautas dos banespianos à cúpula do Santander.
"Trouxemos à reunião as práticas que vem ocorrendo em relação à Cabesp e ao Banesprev, em que o banco tem desrespeitado os Estatutos dessas entidades, desrespeitado determinações judiciais e feito segregação física em relação aos eleitos bem como sonegar informações aos diretores", conta. Ela lembra da grave ameaça de retirada de patrocínio do Banesprev. "Isso é inaceitável, porque os trabalhadores do Banespa, agora envelhecidos e depois de tanto contribuir, sofrem agora esse ataque", pontua.
O objetivo é que o diálogo seja restabelecido e que os conflitos sejam resolvidos pela via negocial e não jurídica. Wanessa de Queiroz, diretora da Fetec-CUT/SP e coordenadora da COE Santander, explica que foi entregue à direção documento que protocola a situação, reivindicando a formação de um grupo de trabalho visando minimizar os conflitos que os países têm enfrentado. Já o banco pediu para pensar no assunto.
"Aguardamos uma resposta do banco e, enquanto isso, continuaremos mobilizados em defesa do emprego e melhores condições de trabalho", completa.
O encontro aconteceu com a participação da Uni Finanças Global, Uni Américas, Uni Américas Finanças e dos sindicatos espanhóis Comissões Obreiras e Fes-UGT.
Entre as denúncias mais veementes dos brasileiros estão as crescentes terceirizações – já caracterizadas como contratações fraudulentas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) -, que retiram os direitos dos trabalhadores e enfraquecem a representação sindical. Foram rechaçados também outros problemas, como o fechamento de agências e redução de postos de trabalho.
A dirigente da Afubesp e da Contraf-CUT, Rita Berlofa, aproveitou a ocasião e levou as pautas dos banespianos à cúpula do Santander.
"Trouxemos à reunião as práticas que vem ocorrendo em relação à Cabesp e ao Banesprev, em que o banco tem desrespeitado os Estatutos dessas entidades, desrespeitado determinações judiciais e feito segregação física em relação aos eleitos bem como sonegar informações aos diretores", conta. Ela lembra da grave ameaça de retirada de patrocínio do Banesprev. "Isso é inaceitável, porque os trabalhadores do Banespa, agora envelhecidos e depois de tanto contribuir, sofrem agora esse ataque", pontua.
O objetivo é que o diálogo seja restabelecido e que os conflitos sejam resolvidos pela via negocial e não jurídica. Wanessa de Queiroz, diretora da Fetec-CUT/SP e coordenadora da COE Santander, explica que foi entregue à direção documento que protocola a situação, reivindicando a formação de um grupo de trabalho visando minimizar os conflitos que os países têm enfrentado. Já o banco pediu para pensar no assunto.
"Aguardamos uma resposta do banco e, enquanto isso, continuaremos mobilizados em defesa do emprego e melhores condições de trabalho", completa.
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