07/05/2024
Itaú Unibanco registra lucro recorde, mas fecha postos de trabalho
No primeiro trimestre de 2024, o Itaú Unibanco apresentou um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 9,771 bilhões, aumento de 15,8% em relação ao mesmo período do ano passado e um crescimento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Apesar do lucro recorde, é importante destacar que houve fechamento de postos de trabalho. Ao final do primeiro trimestre de 2024, a holding contava com 85.936 empregados no país, registrando o fechamento de 3.561 postos de trabalho em doze meses.
Segundo o relatório divulgado pelo banco, essas medidas resultaram em uma diminuição de 5,1% dos seus empregados no Brasil em um ano. Além disso, na América Latina, também houve redução dos postos de trabalho devido à venda do Itaú Argentina, que resultou na redução de 1,5 mil trabalhadores a partir de agosto de 2023.
“É inconcebível que, em meio a um cenário de lucros astronômicos, o Itaú Unibanco opte por dispensar trabalhadores, ignorando completamente sua responsabilidade social. Enquanto a empresa comemora seus ganhos recordes, milhares de famílias enfrentam incertezas e dificuldades financeiras. Essas demissões são uma clara demonstração de prioridades distorcidas, nas quais o lucro é valorizado em detrimento do bem-estar dos trabalhadores”, critica o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr, acrescenta que, além das terceirizações, que estão eliminando postos de trabalho exclusivamente bancários, o Itaú vem promovendo a automação de serviços e processos internos de algumas áreas, medida que também tem sido usada como justificativa para o banco fechar agências físicas e demitir seus trabalhadores.
"Os depoimentos de funcionários, que recebemos constantemente, comprovam que a realidade nos locais de trabalho é muito diferente da propagada nos comerciais do banco. Em um contexto de reestruturação e digitalização dos serviços prestados, que gera cada dia mais pressão por conta das metas abusivas, os trabalhadores estão sendo massacrados, adoecendo e sendo descartados como nada depois de anos de dedicação à instituição. Os avanços tecnológicos devem ser utilizados para garantir melhorias no atendimento bancário e para garantir melhores condições de trabalho, com aumento de remuneração e redução de jornada, e não para aumentar ainda mais o desemprego na categoria bancária e no país", destaca Nassar.
> Veja aqui os destaques do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
Apesar do lucro recorde, é importante destacar que houve fechamento de postos de trabalho. Ao final do primeiro trimestre de 2024, a holding contava com 85.936 empregados no país, registrando o fechamento de 3.561 postos de trabalho em doze meses.
Segundo o relatório divulgado pelo banco, essas medidas resultaram em uma diminuição de 5,1% dos seus empregados no Brasil em um ano. Além disso, na América Latina, também houve redução dos postos de trabalho devido à venda do Itaú Argentina, que resultou na redução de 1,5 mil trabalhadores a partir de agosto de 2023.
“É inconcebível que, em meio a um cenário de lucros astronômicos, o Itaú Unibanco opte por dispensar trabalhadores, ignorando completamente sua responsabilidade social. Enquanto a empresa comemora seus ganhos recordes, milhares de famílias enfrentam incertezas e dificuldades financeiras. Essas demissões são uma clara demonstração de prioridades distorcidas, nas quais o lucro é valorizado em detrimento do bem-estar dos trabalhadores”, critica o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr, acrescenta que, além das terceirizações, que estão eliminando postos de trabalho exclusivamente bancários, o Itaú vem promovendo a automação de serviços e processos internos de algumas áreas, medida que também tem sido usada como justificativa para o banco fechar agências físicas e demitir seus trabalhadores.
"Os depoimentos de funcionários, que recebemos constantemente, comprovam que a realidade nos locais de trabalho é muito diferente da propagada nos comerciais do banco. Em um contexto de reestruturação e digitalização dos serviços prestados, que gera cada dia mais pressão por conta das metas abusivas, os trabalhadores estão sendo massacrados, adoecendo e sendo descartados como nada depois de anos de dedicação à instituição. Os avanços tecnológicos devem ser utilizados para garantir melhorias no atendimento bancário e para garantir melhores condições de trabalho, com aumento de remuneração e redução de jornada, e não para aumentar ainda mais o desemprego na categoria bancária e no país", destaca Nassar.
> Veja aqui os destaques do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
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