11/07/2023
Participação das entidades no curso de integração dos 800 novos contratados da Caixa é conquista histórica
Na segunda-feira (10), para atender uma reivindicação histórica das entidades sindicais e associativas, a Caixa Econômica Federal dá início ao curso de integração aos 800 novos empregados contratados, cujas vagas serão preenchidas por aprovados do concurso público de 2014. A admissão desse contingente, segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e os sindicatos de bancários, visa reafirmar o papel imprescindível do banco público para o Brasil.
As aulas serão ministradas por meio da Universidade Corporativa Caixa, que atua como uma ferramenta que promove a integração do novo empregado de forma rápida e intensa. No âmbito das entidades representativas, há consenso de que não apenas a Universidade Caixa disponibilize os cursos, mas mantenha programas de formação que permitam que os novos contratados estudem com calma, de preferência presencialmente, assimilem os conhecimentos e os utilize para seu desenvolvimento profissional e pessoal, assim como para a melhoria do atendimento dos clientes e de toda a população brasileira, notadamente da parcela mais vulnerável da sociedade, que depende dos programas sociais do governo federal.
Com base nessas premissas, a Fenae, a Contraf/CUT, as Apcefs, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, a Funcef e as comissões dos próprios concursados voltaram a cobrar a participação da representação dos empregados nesses cursos de integração, considerados importantes espaços para os empregados conhecerem o valor das entidades associativas e sindicais nas conquistas para a categoria e na manutenção do banco público e social. “A unidade dos novos trabalhadores em torno de seus representantes é determinante para a mobilização em defesa da Caixa pública e contra a retirada de direitos, com foco na melhoria das condições de trabalho e no esforço por um Brasil mais justo, democrático e soberano”, lembrou Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
Para isso, foram realizadas diversas mobilizações ao longo dos anos, com o intuito de forçar a direção do banco a retomar o processo de contratações, medida considerada fundamental para suprir a carência de pessoal nas unidades. O movimento sindical também defendeu a adoção de políticas de valorização dos trabalhadores e de proteção contra eventuais abusos de gestão, para que o legado da Caixa sintonizada com as demandas sociais possa ser preservado e levado adiante. O diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, destaca a contratação de mais empregados, para um atendimento digno à população, especialmente para a população de baixa renda, traduzida em alternativa para combater a sobrecarga de trabalho e a pressão por metas desumanas.
"A Caixa é o banco no Brasil hoje com déficit mais evidente. Os números são preocupantes: entre os cinco maiores bancos, é o que tem mais clientes por empregados. Apesar do esforço dos trabalhadores para fazer o seu melhor, as condições também sabotam o atendimento aos usuários do banco público. Por isso, comemoramos as conquistas, mas nossa demanda por mais contratações permanece. Reconstruir a Caixa ouvindo a voz dos empregados, que tanto esperam mudanças no sentido de fortalecer a empresa como banco público e que respeita os funcionários, é um diferencial que já se mostra na nova gestão. Agora é o momento de retomar a papel essencial dos empregados para o país. A Caixa social será mais forte com o reconhecimento dos trabalhadores e direitos mantidos!", destaca o diretor do Sindicato.
Outro ponto reivindicado é o da ampliação da oferta de programas de formação. A cobrança recorrente é para que os cursos sejam realizados durante o horário de trabalho, conforme está previsto no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e nas trilhas temáticas na UC (Universidade Caixa) Play fora do ambiente Caixa.
Urgência na contratação de pessoal
O último balanço divulgado pela Caixa mostra que o banco encerrou o primeiro trimestre de 2023 com 86.741 empregados, 109 a menos no período de um ano. Entretanto, a queda no número de trabalhadores ocorre concomitantemente ao aumento de 5 milhões de novos clientes, o que eleva o número de clientes a serem atendidos para 1.744 empregados.
O concurso de 2014 foi um dos maiores realizados pela Caixa, com quase 1,2 milhão de inscritos. O número de aprovados chegou a 32.879 candidatos, mas menos de 8% foram contratados. Na época, o banco contava com 101.484 trabalhadores, mas hoje tem apenas um contingente de 87.221 pessoas. A julgar pelos dados do balanço do primeiro trimestre de 2023, são 14.743 postos de trabalho a menos.
As aulas serão ministradas por meio da Universidade Corporativa Caixa, que atua como uma ferramenta que promove a integração do novo empregado de forma rápida e intensa. No âmbito das entidades representativas, há consenso de que não apenas a Universidade Caixa disponibilize os cursos, mas mantenha programas de formação que permitam que os novos contratados estudem com calma, de preferência presencialmente, assimilem os conhecimentos e os utilize para seu desenvolvimento profissional e pessoal, assim como para a melhoria do atendimento dos clientes e de toda a população brasileira, notadamente da parcela mais vulnerável da sociedade, que depende dos programas sociais do governo federal.
Com base nessas premissas, a Fenae, a Contraf/CUT, as Apcefs, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, a Funcef e as comissões dos próprios concursados voltaram a cobrar a participação da representação dos empregados nesses cursos de integração, considerados importantes espaços para os empregados conhecerem o valor das entidades associativas e sindicais nas conquistas para a categoria e na manutenção do banco público e social. “A unidade dos novos trabalhadores em torno de seus representantes é determinante para a mobilização em defesa da Caixa pública e contra a retirada de direitos, com foco na melhoria das condições de trabalho e no esforço por um Brasil mais justo, democrático e soberano”, lembrou Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
Para isso, foram realizadas diversas mobilizações ao longo dos anos, com o intuito de forçar a direção do banco a retomar o processo de contratações, medida considerada fundamental para suprir a carência de pessoal nas unidades. O movimento sindical também defendeu a adoção de políticas de valorização dos trabalhadores e de proteção contra eventuais abusos de gestão, para que o legado da Caixa sintonizada com as demandas sociais possa ser preservado e levado adiante. O diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, destaca a contratação de mais empregados, para um atendimento digno à população, especialmente para a população de baixa renda, traduzida em alternativa para combater a sobrecarga de trabalho e a pressão por metas desumanas.
"A Caixa é o banco no Brasil hoje com déficit mais evidente. Os números são preocupantes: entre os cinco maiores bancos, é o que tem mais clientes por empregados. Apesar do esforço dos trabalhadores para fazer o seu melhor, as condições também sabotam o atendimento aos usuários do banco público. Por isso, comemoramos as conquistas, mas nossa demanda por mais contratações permanece. Reconstruir a Caixa ouvindo a voz dos empregados, que tanto esperam mudanças no sentido de fortalecer a empresa como banco público e que respeita os funcionários, é um diferencial que já se mostra na nova gestão. Agora é o momento de retomar a papel essencial dos empregados para o país. A Caixa social será mais forte com o reconhecimento dos trabalhadores e direitos mantidos!", destaca o diretor do Sindicato.
Outro ponto reivindicado é o da ampliação da oferta de programas de formação. A cobrança recorrente é para que os cursos sejam realizados durante o horário de trabalho, conforme está previsto no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e nas trilhas temáticas na UC (Universidade Caixa) Play fora do ambiente Caixa.
Urgência na contratação de pessoal
O último balanço divulgado pela Caixa mostra que o banco encerrou o primeiro trimestre de 2023 com 86.741 empregados, 109 a menos no período de um ano. Entretanto, a queda no número de trabalhadores ocorre concomitantemente ao aumento de 5 milhões de novos clientes, o que eleva o número de clientes a serem atendidos para 1.744 empregados.
O concurso de 2014 foi um dos maiores realizados pela Caixa, com quase 1,2 milhão de inscritos. O número de aprovados chegou a 32.879 candidatos, mas menos de 8% foram contratados. Na época, o banco contava com 101.484 trabalhadores, mas hoje tem apenas um contingente de 87.221 pessoas. A julgar pelos dados do balanço do primeiro trimestre de 2023, são 14.743 postos de trabalho a menos.
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