25/05/2023

Movimento sindical cobra participação das entidades representativas no curso de integração aos novos contratados da Caixa

Movimento sindical cobra participação das entidades representativas no curso de integração aos novos contratados da Caixa
Com o propósito de reafirmar o papel imprescindível da Caixa Econômica Federal para o Brasil, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, cobram a participação das entidades associativas e sindicais no curso de integração aos 800 novos aprovados no concurso de 2014. A reivindicação é histórica e entrou em pauta tão logo o banco público anunciou a medida para início imediato.

Entidades como a Fenae, Contraf/CUT, Apcefs, sindicatos de bancários e Funcef sempre participaram desses encontros. Agora, face ao momento de reconstrução democrática por que passam o banco e o país, o resgate da presença das entidades representativas nessas situações de boas-vindas aos novos empregados é mais do que necessária, sobretudo por representar o fortalecimento do importante papel do banco público para o desenvolvimento econômico e social do país.

Historicamente, as movimentações para realizar os cursos de integração sempre contaram com a participação da representação dos empregados.

“A nossa expectativa é de que isso volte a ocorrer com a urgência que o momento conjuntural requer, pois através desses espaços institucionais os novos contratados descobrem o valor e a importância dos movimentos associativo e sindical nas conquistas para a categoria. A unidade dos novos trabalhadores em torno das entidades representativas é determinante para a mobilização em defesa da Caixa pública/social e contra a retirada de direitos, com foco na melhoria das condições de trabalho e no esforço por um Brasil mais justo, democrático e soberano”, resume Sergio Takemoto, presidente da Fenae.

Outro fundamental desafio é adotar políticas de valorização dos trabalhadores e de proteção contra eventuais abusos de gestão, para que o legado da Caixa sintonizada com as demandas sociais possa ser preservado e levado adiante. O diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, defende a contratação de mais empregados, para um atendimento digno à população, especialmente para a população de baixa renda, traduzida em alternativa para combater a sobrecarga de trabalho e a pressão por metas desumanas.  

"A Caixa é o banco no Brasil hoje com déficit mais evidente. Os números são preocupantes: entre os cinco maiores bancos, é o que tem mais clientes por empregados. Apesar do esforço dos trabalhadores para fazer o seu melhor, as condições também sabotam o atendimento aos usuários do banco público. Por isso, comemoramos as conquistas, mas nossa demanda por mais contratações permanece. Reconstruir a Caixa ouvindo a voz dos empregados, que tanto esperam mudanças no sentido de fortalecer a empresa como banco público e que respeita os funcionários, é um diferencial que já se mostra na nova gestão. Esperamos que isso se reflita também na chegada dos novos trabalhadores, com o resgate da participação das entidades representativas na integração dos aprovados. Agora é o momento de retomar a papel essencial dos empregados para o país. A Caixa social será mais forte com o reconhecimento dos trabalhadores e direitos mantidos!", destaca o diretor do Sindicato.

 
Fonte: Fenae, com edição de Seeb Catanduva

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