11/11/2022
Pagamento do 13º salário põe quase R$ 250 bilhões na economia, calcula Dieese
O pagamento do 13º salário, cuja primeira parcela sai ainda neste mês, pode colocar R$ 249,8 bilhões na economia brasileira, segundo estimativa divulgada pelo Dieese. O valor corresponde a quase 2,6% do PIB.
De acordo com o instituto, aproximadamente 85,5 milhões de pessoas receberão esse pagamento adicional. Esse total inclui trabalhadores do mercado formal (61% do total), incluindo do setor doméstico com registro, beneficiários da Previdência Social (20,3%) e aposentados da União, estados e municípios.
O Dieese considera dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do “novo” Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – ambos do Ministério do Trabalho e Previdência –, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, da própria Previdência e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
“Assim, os dados são uma projeção do volume total de 13o salário que entrará na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses de 2022. Entretanto, o princípio é que a maior parte do valor referente ao 13o, notadamente para os trabalhadores ativos, seja paga no final do ano”, ressalva o Dieese.
Maior parte no setor formal
Além disso, mais de dois terços do valor total, ou R$ 167,6 bilhões, vão para empregados com carteira assinada. E um terço (R$ 83 bilhões), para aposentados e pensionistas. Trabalhadores no setor de serviços, incluindo administração pública, ficam com 62,1% da quantia. Os da indústria têm 16,4% e do comércio, 18,8%, além de 3,9% para empregados na construção civil e 4,6% da agropecuária.
Dessa forma, quase metade (49%) do 13º deve ser paga nos estados da região Sudeste. O Nordeste responde por 20,6% e o Sul, por 17,2%. Depois vêm as regiões Centro-Oeste (9%) e Norte (4,9%). “Importante registrar que os beneficiários do Regime Próprio da União receberão 4,2% do montante e podem estar em qualquer região do país”, acrescenta o Dieese.
Assim, os valores médios vão R$ 1.818 (Maranhão) a R$ 4.711 (Distrito Federal). A média nacional é de R$ 2.672.
Antecipação
Por outro lado, de acordo com dados oficiais, cerca de 30 milhões de beneficiários do INSS receberam antecipadamente o pagamento do 13º salário entre maio e junho. Segundo cálculos do governo federal – ao editar o chamado Programa Renda e Oportunidade, em março – a medida injetaria cerca de R$ 56,7 bilhões na economia.
Lançado por decreto, em 17 de março, o programa integrou uma série de ações do governo com objetivo em parte de injetar mesmo recursos na economia estagnada. E em parte para tentar reduzir a elevada rejeição a Bolsonaro – o que o candidato a reeleição até conseguiu, mas não o bastante para evitar a derrota em 30 de outubro.
Ou seja, isso significa que mais de um quinto da injeção de recursos na economia prevista pelo Dieese por meio do 13º salário já teve seu impacto.
De acordo com o instituto, aproximadamente 85,5 milhões de pessoas receberão esse pagamento adicional. Esse total inclui trabalhadores do mercado formal (61% do total), incluindo do setor doméstico com registro, beneficiários da Previdência Social (20,3%) e aposentados da União, estados e municípios.
O Dieese considera dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do “novo” Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – ambos do Ministério do Trabalho e Previdência –, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, da própria Previdência e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
“Assim, os dados são uma projeção do volume total de 13o salário que entrará na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses de 2022. Entretanto, o princípio é que a maior parte do valor referente ao 13o, notadamente para os trabalhadores ativos, seja paga no final do ano”, ressalva o Dieese.
Maior parte no setor formal
Além disso, mais de dois terços do valor total, ou R$ 167,6 bilhões, vão para empregados com carteira assinada. E um terço (R$ 83 bilhões), para aposentados e pensionistas. Trabalhadores no setor de serviços, incluindo administração pública, ficam com 62,1% da quantia. Os da indústria têm 16,4% e do comércio, 18,8%, além de 3,9% para empregados na construção civil e 4,6% da agropecuária.
Dessa forma, quase metade (49%) do 13º deve ser paga nos estados da região Sudeste. O Nordeste responde por 20,6% e o Sul, por 17,2%. Depois vêm as regiões Centro-Oeste (9%) e Norte (4,9%). “Importante registrar que os beneficiários do Regime Próprio da União receberão 4,2% do montante e podem estar em qualquer região do país”, acrescenta o Dieese.
Assim, os valores médios vão R$ 1.818 (Maranhão) a R$ 4.711 (Distrito Federal). A média nacional é de R$ 2.672.
Antecipação
Por outro lado, de acordo com dados oficiais, cerca de 30 milhões de beneficiários do INSS receberam antecipadamente o pagamento do 13º salário entre maio e junho. Segundo cálculos do governo federal – ao editar o chamado Programa Renda e Oportunidade, em março – a medida injetaria cerca de R$ 56,7 bilhões na economia.
Lançado por decreto, em 17 de março, o programa integrou uma série de ações do governo com objetivo em parte de injetar mesmo recursos na economia estagnada. E em parte para tentar reduzir a elevada rejeição a Bolsonaro – o que o candidato a reeleição até conseguiu, mas não o bastante para evitar a derrota em 30 de outubro.
Ou seja, isso significa que mais de um quinto da injeção de recursos na economia prevista pelo Dieese por meio do 13º salário já teve seu impacto.
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