08/11/2022
Poupança tem retirada líquida de R$ 102,08 bilhões em 2022; a maior desde 1995
Nos dez primeiros meses de 2022, a poupança já acumula retirada líquida de R$ 102,08 bilhões. É a maior retirada acumulada para o período desde 1995, informou o Banco Central (BC) na segunda-feira (7).
Em outubro deste ano, os investidores sacaram R$ 11,01 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. A retirada líquida - diferença entre saques e depósitos - também é a maior para o mês desde o início da série histórica em 1995.
No entanto, a poupança tinha registrado captação líquida recorde de R$ 166,31 bilhões em 2020. Contribuíram para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de Covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, depositado em contas poupança digitais da Caixa.
Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic. Desde dezembro de 2021, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez em dois anos.
Mesmo voltando a render mais que a inflação, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros continua enfrentando a fuga de recursos. Outras aplicações de renda fixa acabaram se tornando mais atraentes que a poupança.
Em outubro deste ano, os investidores sacaram R$ 11,01 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. A retirada líquida - diferença entre saques e depósitos - também é a maior para o mês desde o início da série histórica em 1995.
No entanto, a poupança tinha registrado captação líquida recorde de R$ 166,31 bilhões em 2020. Contribuíram para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de Covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, depositado em contas poupança digitais da Caixa.
Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic. Desde dezembro de 2021, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez em dois anos.
Mesmo voltando a render mais que a inflação, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros continua enfrentando a fuga de recursos. Outras aplicações de renda fixa acabaram se tornando mais atraentes que a poupança.
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