29/09/2022
Juros do cartão de crédito superam 398%, o maior nível em cinco anos
A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiu de 349,9% ao ano, em julho, para 398,4% ao ano em agosto, informou nesta quarta-feira (28) o Banco Central. Essa é a maior taxa desde agosto de 2017 (428% ao ano).
O crédito rotativo do cartão de crédito, cuja demanda em 2021 foi a maior em dez anos, pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente.
Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Alta da Selic
Os juros bancários têm apresentado crescimento nos últimos anos, consequência da elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, pelo Banco Central (BC).
Com essa medida, o BC tenta conter a disparada da inflação. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior patamar em seis anos.
No mês passado, ainda segundo o BC, os juros bancários médios com recursos livres nas operações com pessoas físicas e empresas atingiram 40,6% ao ano em agosto.
Segundo a instituição, essa é a maior taxa desde março de 2018, quando somou 41% ao ano, ou seja, em pouco mais de quatro anos.
O juro bancário médio com recursos livres não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas recuou de 23,4% ao ano, em julho, para 22,8% ao ano, em agosto.
- Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 53,4% ao ano, em julho, para 53,9% ao ano, em agosto, o maior nível desde abril de 2018 (56,3% ao ano).
- No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 127,4% ao ano, em julho, para 128,6% ao ano, em agosto. É a maior taxa desde junho deste ano (129,2% ao ano).
Crédito bancário
O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, avançou 1,6% em agosto deste ano, para R$ 5,06 trilhões.
Houve alta de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 2,1% na de pessoas físicas.
De acordo com a instituição, entre as modalidades de crédito para as famílias, em agosto, destacaram-se: cartão de crédito total (+2,4%), crédito pessoal não consignado vinculado à composição de dívidas (+6,7%), crédito pessoal não consignado (+1,3%), crédito consignado para servidores públicos (+0,8%) e o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (+1%).
Em doze meses, o crescimento do volume total do crédito bancário atingiu 16,8% em agosto, contra 16,9% em julho.
Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 11,9% no crédito bancário. Em 2021, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 16,5%.
O crédito rotativo do cartão de crédito, cuja demanda em 2021 foi a maior em dez anos, pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente.
Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Alta da Selic
Os juros bancários têm apresentado crescimento nos últimos anos, consequência da elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, pelo Banco Central (BC).
Com essa medida, o BC tenta conter a disparada da inflação. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior patamar em seis anos.
No mês passado, ainda segundo o BC, os juros bancários médios com recursos livres nas operações com pessoas físicas e empresas atingiram 40,6% ao ano em agosto.
Segundo a instituição, essa é a maior taxa desde março de 2018, quando somou 41% ao ano, ou seja, em pouco mais de quatro anos.
O juro bancário médio com recursos livres não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas recuou de 23,4% ao ano, em julho, para 22,8% ao ano, em agosto.
- Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 53,4% ao ano, em julho, para 53,9% ao ano, em agosto, o maior nível desde abril de 2018 (56,3% ao ano).
- No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 127,4% ao ano, em julho, para 128,6% ao ano, em agosto. É a maior taxa desde junho deste ano (129,2% ao ano).
Crédito bancário
O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, avançou 1,6% em agosto deste ano, para R$ 5,06 trilhões.
Houve alta de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 2,1% na de pessoas físicas.
De acordo com a instituição, entre as modalidades de crédito para as famílias, em agosto, destacaram-se: cartão de crédito total (+2,4%), crédito pessoal não consignado vinculado à composição de dívidas (+6,7%), crédito pessoal não consignado (+1,3%), crédito consignado para servidores públicos (+0,8%) e o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (+1%).
Em doze meses, o crescimento do volume total do crédito bancário atingiu 16,8% em agosto, contra 16,9% em julho.
Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 11,9% no crédito bancário. Em 2021, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 16,5%.
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