29/07/2022
Acionistas estrangeiros e brasileiros ficam com R$ 56 bi dos lucros da Petrobras
A política de paridade de preços internacionais, que faz o consumidor brasileiro pagar em dólar pelo petróleo que é produzido aqui, adotada pela Petrobras, proporcionou um lucro no segundo trimestre, de R$ 87,7 bilhões – um escândalo segundo os petroleiros. Deste total, o governo federal fica com cerca de R$ 32,5 bi (37%), os acionistas estrangeiros com R$ 35,5 bi (40%) e os brasileiros com R$ 20,7 bi (20%). Os acionistas privados e a União receberão a bolada bilionária da Petrobras em duas parcelas, que já serão pagas em agosto e em setembro.
Os “superlucros” resultam da alta dos preços dos combustíveis no mercado interno, que respondem por 74% dos lucros totais da companhia. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o preço médio dos derivados vendidos pela estatal teve alta de 55%. Para tentar diminuir as críticas da população, especialmente a dos caminhoneiros, a estatal anunciou a redução de 3,88% no preço da gasolina – queda de R$ 0,15 no litro vendido nas bombas dos postos de combustíveis.
Em 12 meses, apesar da queda de quase 4% anunciada, nesta quinta-feira (28%), a gasolina subiu em torno de 51% contra uma inflação no período em torno de 11%. Já durante todo o governo de Jair Bolsonaro a alta acumula 147,3%.
Ou seja, às custas da política de preços abusivos dos combustíveis, das privatizações e dos cortes de investimentos no Brasil, a gestão da Petrobras está entregando R$ 136,31 bilhões aos acionistas somente nos primeiros seis meses do ano, se somarmos R$ 48,5 bilhões em dividendos aos acionistas pagos, nos dias 20 de junho e 20 de julho. Um valor que já ultrapassa de longe os exorbitantes R$ 101 bilhões que os acionistas receberam em todo ano de 2021.
“E um verdadeiro saque ao patrimônio público. Estão raspando os cofres da Petrobrás, ao apagar das luzes desta gestão entreguista, algo sem precedentes na história da empresa”, denuncia o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, que ainda chama a atenção para a apropriação indevida que os acionistas vêm fazendo da renda que a Petrobras deveria estar gerando para o povo brasileiro, enquanto empresa pública.
“É um escândalo a diretoria da estatal pagar aos acionistas quase 7 reais por ação e reduzir apenas 15 centavos no litro da gasolina, cujos preços abusivos têm impacto na inflação e na vida de todos os brasileiros”, afirma Bacelar. Só no governo Bolsonaro, a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) já resultou em aumentos de mais de 155% na gasolina e de 203% no diesel comercializados pelas refinarias da Petrobras, complementa o dirigente.
Petrobras distribui em três meses 20% do que vale a empresa
O economista Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), ressalta que os cerca de R$ 88 bilhões que a diretoria da Petrobras reservou para os acionistas equivalem a um quinto do atual valor de mercado da estatal, estimado em R$ 428,7 bilhões.
“Em apenas um trimestre, a empresa vai distribuir aos acionistas cerca de 20,5% do seu valor. Desse total, R$ 35,5 bi vão para acionistas estrangeiros, R$ 32,5 bi para o governo e R$ 20,7 bi para os acionistas privados nacionais”, aponta o economista.
Bilhões para a PEC do Desespero
A farra escandalosa dos “superdividendos” da Petrobras acontece em plena campanha eleitoral e logo após a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro pedir a contribuição das estatais para fechar as contas deficitárias da União. Tanto que a distribuição dos R$ 87,7 bi de lucros foi antecipada pela Petrobras. Desta forma, o governo embolsa os R$ 32,5 bi para ter superávit no caixa, apesar da crise econômica em que o país se encontra atolado. Ou seja, ao mesmo tempo em que a equipe econômica do governo defende a privatização das estatais, são a elas que a União recorre quando precisa de dinheiro, devido aos lucros bilionários que proporcionam ao país.
Para os petroleiros, além do fim da política de preços de paridade internacional, a Petrobras precisa mudar o seu rumo e investir seus lucros em obras, gerando empregos e renda no país, e não somente enviar bilhões para o mercado privado.
Os “superlucros” resultam da alta dos preços dos combustíveis no mercado interno, que respondem por 74% dos lucros totais da companhia. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o preço médio dos derivados vendidos pela estatal teve alta de 55%. Para tentar diminuir as críticas da população, especialmente a dos caminhoneiros, a estatal anunciou a redução de 3,88% no preço da gasolina – queda de R$ 0,15 no litro vendido nas bombas dos postos de combustíveis.
Em 12 meses, apesar da queda de quase 4% anunciada, nesta quinta-feira (28%), a gasolina subiu em torno de 51% contra uma inflação no período em torno de 11%. Já durante todo o governo de Jair Bolsonaro a alta acumula 147,3%.
Ou seja, às custas da política de preços abusivos dos combustíveis, das privatizações e dos cortes de investimentos no Brasil, a gestão da Petrobras está entregando R$ 136,31 bilhões aos acionistas somente nos primeiros seis meses do ano, se somarmos R$ 48,5 bilhões em dividendos aos acionistas pagos, nos dias 20 de junho e 20 de julho. Um valor que já ultrapassa de longe os exorbitantes R$ 101 bilhões que os acionistas receberam em todo ano de 2021.
“E um verdadeiro saque ao patrimônio público. Estão raspando os cofres da Petrobrás, ao apagar das luzes desta gestão entreguista, algo sem precedentes na história da empresa”, denuncia o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, que ainda chama a atenção para a apropriação indevida que os acionistas vêm fazendo da renda que a Petrobras deveria estar gerando para o povo brasileiro, enquanto empresa pública.
“É um escândalo a diretoria da estatal pagar aos acionistas quase 7 reais por ação e reduzir apenas 15 centavos no litro da gasolina, cujos preços abusivos têm impacto na inflação e na vida de todos os brasileiros”, afirma Bacelar. Só no governo Bolsonaro, a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) já resultou em aumentos de mais de 155% na gasolina e de 203% no diesel comercializados pelas refinarias da Petrobras, complementa o dirigente.
Petrobras distribui em três meses 20% do que vale a empresa
O economista Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), ressalta que os cerca de R$ 88 bilhões que a diretoria da Petrobras reservou para os acionistas equivalem a um quinto do atual valor de mercado da estatal, estimado em R$ 428,7 bilhões.
“Em apenas um trimestre, a empresa vai distribuir aos acionistas cerca de 20,5% do seu valor. Desse total, R$ 35,5 bi vão para acionistas estrangeiros, R$ 32,5 bi para o governo e R$ 20,7 bi para os acionistas privados nacionais”, aponta o economista.
Bilhões para a PEC do Desespero
A farra escandalosa dos “superdividendos” da Petrobras acontece em plena campanha eleitoral e logo após a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro pedir a contribuição das estatais para fechar as contas deficitárias da União. Tanto que a distribuição dos R$ 87,7 bi de lucros foi antecipada pela Petrobras. Desta forma, o governo embolsa os R$ 32,5 bi para ter superávit no caixa, apesar da crise econômica em que o país se encontra atolado. Ou seja, ao mesmo tempo em que a equipe econômica do governo defende a privatização das estatais, são a elas que a União recorre quando precisa de dinheiro, devido aos lucros bilionários que proporcionam ao país.
Para os petroleiros, além do fim da política de preços de paridade internacional, a Petrobras precisa mudar o seu rumo e investir seus lucros em obras, gerando empregos e renda no país, e não somente enviar bilhões para o mercado privado.
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