30/07/2021
Adoecidos, sem salário e endividados: o drama vivenciado por bancários do Itaú

Imagine você, bancário, adoecido, muitas vezes por conta do próprio trabalho e, ao voltar de licença médica, ou mesmo durante a licença, tem seu holerite zerado ou até mesmo a conta negativada pelo banco por conta de débitos oriundos do adiantamento emergencial de salário ou adiantamento previdenciário.
Esta situação dramática, denunciada por trabalhadores do Itaú, foi relatada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo em recente matéria divulgada em suas redes sociais. Segundo a entidade, em alguns casos, foi descontado do trabalhador, de uma única vez, mais de R$ 16 mil. (CLIQUE AQUI e veja a cópia do holerite).
"O Itaú vem realizando débitos na conta corrente e zerando os holerites dos trabalhadores. Em alguns casos, até mesmo o trabalhador em licença é descontado. O absurdo é tanto que uma bancária que recebe pensão alimentícia teve que abrir conta em outro banco para que o valor da pensão não fosse descontado de sua conta corrente pelo Itaú. Toda semana chega um novo caso ao Sindicato. Essa prática fere as cláusulas 29 e 65 da Convenção Coletiva de Trabalho", diz trecho da matéria.
Para os representantes dos trabalhadores, falta clareza para a identificação dos referidos débitos, oriundos de adiantamento emergencial de salário e adiantamento previdenciário. Soma-se ao absurdo também a demora no retorno e as informações desencontradas da Central de Atendimento e da área de benefícios. Quando retornam, o Itaú insiste nos descontos. Além disso, o banco tem perdido prazos para marcações de perícias junto ao INSS.
Adiantamento emergencial tem objetivo de não endividar o trabalhador, garantir a sua subsistência e seu tratamento de saúde. Porém, a postura adotada pelo Itaú vai no caminho contrário. Deixa o trabalhador ainda mais adoecido, sem salário e endividado.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região orienta os bancários que estiverem passando por situação semelhante a procurarem pela entidade. Diante da gravidade da situação, as entidades representativas analisam também a possiblidade de uma ação civil pública.
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