14/01/2021
Funcionários do BB fazem nesta sexta-feira (15) manifestação contra a reestruturação

Os funcionários do Banco do Brasil realizam nesta sexta-feira (15) uma manifestação nacional contra o plano de reestruturação que prevê o fechamento de agências e outras unidades, um Plano de Demissões Voluntários (PDV) que tem por meta dispensar 5 mil trabalhadores do banco, além de outras medidas que prejudicam os trabalhadores do banco.
As manifestações estão sendo organizadas pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos. Estão programadas reuniões nas agências, quando os funcionários vão discutir os impactos negativos do plano de reestruturação. Também será feito um diálogo com os clientes que procuram o atendimento no banco, quando será distribuída uma carta aberta à população.
Nada justifica o desmonte do Banco do Brasil, uma instituição sólida e que, de 2016 a 1019, registrou crescimento, em termos nominais, de 122% no lucro líquido. No mesmo período, a receita de tarifas aumentou 22%, também em termos nominais. Enquanto isso, a direção do banco reduziu o quadro de funcionários cada vez mais. De 2016 até o terceiro trimestre de 2020, o número de funcionários caiu de 109.864 para 92.106, uma redução relativa de 16%. No mesmo período, o número de agências foi reduzido de 5.428 para 4.370, uma redução de 19%. É o desmonte em andamento.
Tuitaço
Na sexta-feira, os trabalhadores vão vestir roupas pretas para manifestar sua indignação ao plano da direção do BB, que na prática avança na meta do governo de desmonte do banco público. Às 11h desta sexta-feira também será realizado um tuitaço contra o plano de reestruturação. Nesse horário será divulgado pela rede a hashtag #MeuBBvalemais .
“Essa será a primeira atividade de uma campanha contra essa reestruturação. Pelo Sindicato haverá, nos próximos dias, plenária de funcionários do banco para discutir formas de combater esse ataque ao BB e a seus trabalhadores. Vamos criar um calendário de lutas para impedir essas medidas.
Convocamos os funcionários do banco a reagirem a essa arbitrariedade da direção do banco”, afirmou João Fukunaga, coordenador nacional da CEBB.
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