10/12/2020
Empregados denunciam procedimentos discriminatórios na reestruturação ao MPT

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu nos últimos dias diversas denúncias de empregados da Caixa para investigar possíveis procedimentos discriminatórios na reestruturação do banco, que pegou de surpresa os trabalhadores no final de novembro. A principal reclamação é quanto ao deslocamento dos empregados para outras unidades sem aviso prévio, que atingem, principalmente, aposentados e incorporados.
“A forma abrupta e inesperada que a Caixa comunicou os deslocamentos ocasionou pânico e insegurança aos empregados atingidos, que temem alterações significativas na vida funcional e em suas remunerações”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
A mudança ocorre mais uma vez sem planejamento da direção da Caixa. “Mais uma vez o que estamos vendo é o desrespeito da direção da Caixa com os empregados. Até o momento não tivemos nenhuma informação oficial do que está acontecendo. E o que estamos vendo é uma medida da Caixa que está gerando pânico e insegurança entre os trabalhadores”, afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.
O processo de despejo também está atingindo as gerências Executivas de Governo (Gigov) e gerências Executivas de Habitação (Gihab), áreas responsáveis pelo planejamento urbano dos municípios. “A falta de planejamento que vemos acontecer no governo, está presente nessa decisão da direção da Caixa. Estão pensando unicamente na questão econômica, sem pensar nas pessoas nem como as políticas públicas vão chegar aos municípios e suas populações”, avaliou Takemoto.
Contraf-CUT questiona medida da Caixa
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela CEE/Caixa e representando o Sindicato, enviou um ofício para questionar o banco quanto ao deslocamento dos trabalhadores e à falta de negociação da direção da Caixa com os trabalhadores, como garante o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
De acordo com a coordenadora da CEE/Caixa, a reestruturação deveria ser negociada com os trabalhadores. “Pra que fazer as coisas desse jeito, de forma desumana e traumática. Essa reestruturação está sendo feita sem planejamento, sem transparência, nem debates. Isso reforça o que nós temos dito há tempos, que a direção da Caixa está desmontando a empresa, com a justifica de contenção de gastos. Por que não cortam as viagens do Pedro Guimarães, que fica passeando o país todo e se auto promovendo? Até porque, as viagens dele não trazem nada de bom para a Caixa, é só para lobby pessoal”, concluiu.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?