05/08/2020
Bancári@s negociam defesa do emprego na quinta

Nesta quinta-feira (6) vai ocorrer a segunda reunião de negociação entre o Comando Nacional d@s Bancári@s e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema a ser discutido no encontro, que começa às 14h, será o emprego. Na minuta entregue pela categoria aos bancos está a manutenção do emprego como uma das prioridades.
A preocupação manifestada na minuta se explica diante das demissões que ocorrem este ano na categoria, mesmo em meio à pandemia. Quando começou a quarentena, os três maiores bancos (Santander, Bradesco e Itaú) se comprometeram na mesa de negociações a não demitir durante a pandemia. O Santander foi um dos que descumpriram o acordo e demitiu cerca de 700 bancári@s no período.
Além do Santander, outros bancos como Mercantil do Brasil, Original, Carrefour e C6 também estão demitindo. O Mercantil do Brasil, por exemplo, demitiu mais de 60 trabalhadores em plena pandemia.
Medo
O medo da demissão está presente na categoria. Em pesquisa realizada em julho pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) entre bancári@s que estão em teletrabalho, o medo de ser demitido, perder oportunidades ou ser esquecido pelas chefias é a causa do maior impacto na saúde, de acordo com opinião de 54,3% dos entrevistados.
As demissões na categoria tiveram até repercussão internacional. Por causa da onda de desemprego realizada pela direção do Santander no Brasil, a Uni Finanças - o sindicato mundial dos trabalhadores no setor financeiro, colheu mais de 10 mil assinaturas em todo o mundo em documento enviado à direção do banco.
Desemprego não combina com a ajuda que o governo está dando aos bancos. As instituições financeiras receberam aporte de R$ 1,2 trilhão do governo para ajudar na recuperação econômica do país. Mesmo assim, os bancos relutam em liberar empréstimos, principalmente para as micro e pequenas empresas.
"Uma de nossas prioridades é a manutenção dos empregos e direitos, duramente conquistados e ameaçados por conta do fechamento de postos de trabalho e do home office definitivo, que acarretará em inúmeros prejuízos aos bancários se não houver uma regulamentação com a participação dos representantes dos trabalhadores. Um setor, que lucra cada vez mais, deveria cumprir sua responsabilidade social e gerar empregos, combatendo a sobrecarga de trabalho, uma das principais causas de adoecimento do bancário, e melhorando o atendimento à população”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, lembrando ainda que a queda na renda dos brasileiros tem se agravado com as formas de contratação precárias permitidas pela reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017.
"É inadmissível que, com resultados tão positivos, os bancos estejam contribuindo para esse quadro social desumano, com desemprego nas alturas, ao fechar postos de trabalho, sobretudo neste momento de pandemia que o país vive. Gerar emprego é contribuir social e econômicamente, é o mínimo que a categoria e toda a sociedade brasileira esperam dos banqueiros. É válido ressaltar, ainda, a importância da participação de cada bancário e cada bancária nesta Campanha para exercermos pressão sobre os bancos por meio das redes sociais para garantir a manutenção dos nossos direitos e conseguirmos que eles atendam as reivindicações da categoria. A distância não nos limita. O Sindicato está na luta com você!", reforça Vicentim.
Acompanhe as negociações sobre a defesa do emprego na Campanha Nacional. Siga as informações em nosso site e redes sociais.
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