24/07/2020
Santander desrespeita negociação e de maneira autoritária altera horário de agências

Sem qualquer negociação com os representantes dos trabalhadores, o Santander alterou o horário de funcionamento das agências. Em comunicado, o banco informa que, a partir desta segunda-feira (27), o atendimento passará a ser das 9h às 10h, para grupos de risco à covid-19, e das 10h às 15h para o público em geral, ou seja, as agências não mais fecharão às 14h, ampliando assim em 1 hora o atendimento ao público.
“Trata-se de mais um atitude antissindical e de desrespeito do Santander ao Comitê de Crise, fórum criado desde o início da pandemia de coronavírus para que as medidas tomadas pelas instituições financeiras durante a crise sanitária fossem discutidas em conjunto por representantes dos bancos e dos trabalhadores. Ou seja, os sindicatos e a Fenaban debatem e adotam medidas no comitê e o Santander afronta a negociação agindo de forma autoritária”, critica Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
Rosani lembra que o desrespeito do Santander pelo negociado não é novidade durante a pandemia. “Antes disso, o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, já tinha descumprido o acordo, firmado pelo banco, de não demitir durante a crise sanitária. Hoje estima-se em mais de 600 o número de demitidos pelo banco. Agora mais uma vez, o senhor Sérgio Rial coloca em risco a vida dos trabalhadores ao aumentar em 1 hora o tempo de contato com o público.”
Além disso, destaca a dirigente, o banco adotou outra medida que põe em risco os trabalhadores. “Como se não bastassem as cobranças abusiva de metas que não cessaram durante a crise, o banco ainda cria a campanha 'Rumo a Mais um Milhão de Clientes', que consiste em visitas para prospecção de clientes nas ruas, em plena pandemia, colocando em risco de contágio os bancários e os clientes. A ganância do banco por mais lucro vai além do respeito à vida”, denuncia Maria Rosani.
O Sindicato, representado pela COE, está cobrando o banco sobre essas mudanças que são extremamente prejudiciais aos bancários e seus familiares, e aos clientes.
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