19/07/2020
Bancários aprovam minuta de reivindicações; Pauta será entregue quinta (23) à Fenaban
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A histórica 22ª Conferência Nacional dos Bancários, a primeira realizada por videoconferência, foi encerrada na noite do último sábado (18), após uma série de debates, que culminou com a aprovação da minuta de reivindicações e do plano de lutas da categoria.
Representando os bancários de Catanduva e Região, participaram o presidente do Sindicato Roberto Carlos Vicentim e os diretores Antônio Júlio Gonçalves Neto, Júlio César Trigo, Ricardo Jorge Nassar Junior, Rafael Vieira, Andréa Regina André e Jane Aparecida de Oliveira.
“Tivemos muito trabalho para realizar esta conferência totalmente virtual. Foi uma experiência diferente, de muito aprendizado. Conseguimos realizar uma excelente conferência, com debatedores que acrescentaram muito na leitura da conjuntura, assim como para elaborarmos e aprovarmos nossa minuta de reivindicações, que agora devem ser aprovadas em assembleias a serem realizadas pelos sindicatos da categoria em todo o país nesta segunda e terça-feira (20 e 21/7)”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Os bancários são uma das categorias mais fortes do país. Nossa organização e mobilização nos garantiu que saíssemos à frente nessa pandemia e negociássemos medidas de proteção à vida dos trabalhadores. Assim, conseguimos que mais da metade dos bancários em todo o país trabalhasse em regime de home office, garantindo a segurança desses trabalhadores. Só que os bancos, para reduzir custos, querem adotar definitivamente o home office para boa parte de seus empregados. Não podemos deixar que isso seja feito nas condições em que muitos trabalhadores se encontram hoje, e vamos reivindicar uma cláusula na CCT para que possamos debater condições dignas para o home office”, acrescentou Ivone Silva, também coordenadora do Comando Nacional.
Após a aprovação pelas assembleias, a minuta será apresentada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta-feira (23), às 14h30.
Índice
Depois do debate sobre as propostas, os delegados aprovaram a reivindicação de reajuste de inflação mais 5% de aumento real nos salários e todas as cláusulas econômicas.
Home office
A 22ª Conferência também aprovou a inclusão na minuta de uma cláusula para regular o trabalho home office, que não pode ser imposto pelo banco, para estabelecer, entre outras coisas, que os custos do teletrabalho sejam arcados pelos empregadores, assim como o fornecimento para os equipamentos de trabalho e ergonômicos. A cláusula também proíbe que sejam retirados direitos dos trabalhadores que cumprirem suas funções em suas casas, à exceção do vale-transporte/combustível, que deve ser fornecido com valor proporcional aos dias de comparecimento do trabalhador no banco, definindo que estes tenham de realizar suas atividades no próprio local de trabalho, pelo menos, uma vez por semana.
“Foi importante a aprovação da inclusão desta cláusula, para impedir que os bancos decidam, unilateralmente, colocar os trabalhadores em trabalho remoto e não se responsabilizem, por exemplo, pelos custos e o fornecimento de todos os equipamentos necessários, inclusive mesas e cadeiras ergonômicas, para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também para que não haja cortes de benefícios ou redução dos rendimentos devidos”, explicou a presidenta da Contraf-CUT.
Metas abusivas
A Conferência também aprovou uma proposta para que seja feita uma atualização da cláusula que trata sobre a estabelecimento e a cobrança as metas pelos bancos.
Uma vez que um dos eixos da campanha será a luta pela saúde e melhores condições de trabalho para a categoria.
Outros eixos
A campanha terá como prioridade a manutenção dos empregos e dos direitos e a defesa dos bancos públicos. A categoria também aprovou a reivindicação de uma PLR de 3 salários mais parcela fixa de R$ 9.360,75; possibilidade de sindicalização eletrônica e a contribuição negocial no mesmo modelo de 2018. Sobre este último ponto, é importante ressaltar que, na consulta nacional, 96% concordaram que todos os bancários, sindicalizados e não sindicalizados, devem financiar a luta, uma vez que todos são beneficiados pelas conquistas da campanha.
Demais cláusulas
As demais cláusulas hoje presentes na CCT foram mantidas na minuta de reivindicações.
Moções
Os delegados também aprovaram cinco moções. Uma em solidariedade às famílias das vítimas do Covid-19; uma contra o racismo estrutural e pelo fim da violência policial; uma de repúdio ao Banco Santander; e uma de apoio ao meio ambiente, aos povos indígenas e aos quilombolas.
Resoluções
Também foram aprovadas três resoluções. Uma em defesa dos bancos públicos; uma para conclamar dirigentes e militantes sindicais a realizar um efetivo engajamento nas eleições 2020 e uma pelo Fora Bolsonaro!
A distância não nos limita
Ainda que a campanha deste ano, por conta da necessidade de isolamento social na pandemia, será virtual, não irá enfraquecer a luta dos bancários. A Conferência Nacional foi realizada de forma virtual; antes dela as conferências estaduais, os congressos nacionais do BB e da Caixa e os encontros de bancos privados também foram realizados virtualmente. A categoria está utilizando a tecnologia a seu favor, e mesmo na distância não irá diminuir a disposição para lutar pelos direitos. Nessa conferência nacional os bancários manifestaram sua união na defesa da CCT, na defesa da democracia e de um país mais igualitário.
O presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim destacou que a categoria bancária sempre respondeu ao chamado do movimento sindical para fortalecer a luta em defesa dos direitos, e a participação na Campanha Nacional sempre foi muito expressiva. Ele ressaltou que este ano, mais uma vez, será fundamental cada um doar uma parcela da sua coragem para a luta coletiva, deixando claro que os trabalhadores não aceitarão retiradas de direitos e que juntos são mais fortes.
"Nossa categoria tem uma história de enfrentamento em várias frentes, mas este ano estamos vivenciando uma situação atípica. Além de um governo neoliberal, com planos de privatização que colocam em risco o patrimônio do povo brasileiro, e que ameaça modificar direitos conquistado há muito tempo, temos uma pandemia mundial. Mas, vamos resistir com nossa unidade e mobilização nacional para proteger e garantir nossas conquistas. O Sindicato está na luta com você!”, reforçou Vicentim.
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