12/07/2020
Funcionários do BB definem reivindicações específicas para a Campanha Nacional 2020

Na plenária final do 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), os 212 delegados e delegadas do congresso aprovaram as estratégias de luta e a pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2020 e as específicas do banco.
Representando os bancários de Catanduva e Região, participaram os diretores do Sindicato Andréa Regina André e Antônio Carlos Nunes de Oliveira.
O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, agradeceu a participação dos delegados e ressaltou a importância do congresso para a Campanha Nacional dos Bancários e para a luta específica dos funcionários.
“Vivemos um momento difícil de nossa história, tanto no país e no mundo, quanto no banco. Querem acabar com tudo o que é público, com tudo o que possibilita o povo brasileiro a ter uma vida melhor. Não podemos ver isso e ficarmos calados. Temos que mostrar que o Banco do Brasil é do povo brasileiro”, disse Fukunaga.
A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, declarou que a defesa dos bancos públicos está no centro da campanha nacional dos bancários deste ano. “O movimento de agricultores familiares costuma dizer que ‘se o campo não planta, a cidade não janta’. Vou adaptar esse lema acrescentando que se os bancos públicos não financiam, os produtores rurais não conseguem plantar”, disse.
“Nos debates de hoje vimos o quanto o Banco do Brasil é importante na concessão de crédito para os produtores rurais e também para as micros, pequenas e médias empresas. E ao Banco do Brasil se soma as ações da Caixa, do BNB, do Basa e dos demais bancos públicos. São eles os responsáveis pelo desenvolvimento do país e serão eles que nos ajudarão a sair da crise na qual nos encontramos. Por isso, a defesa do BB e dos demais bancos públicos será o ponto central de nossa Campanha Nacional”, completou a presidenta da Contraf-CUT.
O diretor do Sindicato, Antônio Carlos Nunes de Oliveira, reforçou a importância do Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil para a elaboração de estratégias de defesa do banco público e seu papel fundamental para o desenvolvimento do país. "Estamos vivenciando um governo que abriu mão de ter um projeto de desenvolvimento, abriu mão da soberania nacional e que pretende acabar com o patrimônio brasileiro. Mas é importante sempre lembrar que a unidade nos trouxe até aqui e é ela que vai nos levar adiante na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores do BB", ressaltou.
"É preciso que toda a sociedade saiba a diferença que faz termos políticas públicas que beneficiem a maioria da população e não a minoria. E para isso, temos que mostrar que a defesa dos bancos públicos é fundamental para a realização destas políticas. Além de definir resoluções importantes, o 31º CNFBB por meio de seus debates nos possibilitam sair de forças renovadas para que, juntos, possamos lutar pelos direitos dos trabalhadores, pelo Banco do Brasil forte e para todos, e retomar as nossas conquistas", acrescentou a diretora do Sindicato, Andréa Regina André.
Mesa única
O coordenador da CEBB também ressaltou a importância da unidade da categoria e da manutenção da mesa única de negociações com os bancos públicos e privados. “A primeira premissa dessa campanha é defender a mesa única de negociações. Só a nossa unidade pode fazer que a gente saia com vitórias dessa campanha”, destacou. “Além do mais, defender a mesa única é também defender o Banco do Brasil e os direitos dos funcionários”.
Direitos e pandemia
Fukunaga destacou, ainda a importância do congresso para o debate sobre a manutenção de direitos dos funcionários durante esse período de pandemia.
“Os debates nos trouxeram importantes contribuições para a organização da categoria e dos funcionários do BB para o enfrentamento dos ataques aos direitos que estão sendo desferidos contra os trabalhadores com a desculpa de que estamos em tempos de pandemia”, disse. “Os trabalhadores sofrem com a doença e com os cortes de direitos e perda de rendimentos”, concluiu.
Entre os pontos debatidos durante o congresso, merece destaque a instituição do teletrabalho.
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