24/06/2020
Covid-19 tira 1,4 milhão de trabalhadores do mercado, a maioria porque ficou doente

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já infectou mais de um milhão de brasileiros e tirou a vida de mais de 50,5 mil, impediu cerca de 1,4 milhão de pessoas de trabalhar entre fevereiro e abril. O aumento é de 45%.
Entre o trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), terminado em fevereiro e o mês de abril, aumentou de 3,3 milhões para 4,7 milhões até abril o total de trabalhadores e trabalhadoras desempregados que deixaram de trabalhar por problemas pessoais, especialmente porque ficaram doentes.
A conclusão é de um levantamento feito pelo pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcel Balassiano, que analisou os dados da Pnad Contínua, e foi divulgado na segunda-feira (22) pelo Estadão.
De acordo com o pesquisador, o total de pessoas impedidas de trabalhar é maior do que o de desalentados, trabalhadores que desistiram de tentar se recolocar no mercado de trabalhar depois de muito procurar uma vaga e não encontrar. O aumento foi de 7% no período analisado. O número inclui pessoas que não estavam disponíveis por conta de estudos ou mulheres que fic aram grávidas. Mas a alta expressiva aponta que a saúde foi o item que mais pesou no aumento, segundo a reportagem.
Balassiano avalia que esse quadro pode ficar ainda pior porque a crise econômica se agravou com a emergência sanitária.
“O País já estava em uma situação muito ruim, que o novo coronavírus só agravou. A dívida pública vai para 90% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto se tenta achar saídas para minimizar a crise de saúde. O mercado de trabalho tende a piorar”, disse ele ao jornal.
Apesar de não dar para comparar as pesquisas, em maio, levantamento do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde sobre o impacto da Covid-19 no mercado de trabalho mostrou que 25,7 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho, mas gostariam de trabalhar. Além disso, 17,7 milhões de trabalhadores não puderam procurar emprego por causa da pandemia ou não acharam uma vaga na região em que moram.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta