11/11/2019
Santander emite comunicado ameaçador; Funcionários devem denunciar retaliações

(Montagem: Fabiana Tamashiro)
O Santander está promovendo uma campanha que visa desestimular o uso do plástico pelos bancários dentro das dependências do banco. Um comunicado interno sobre a campanha foi divulgado. Contudo, o texto contém tom ameaçador.
“(...) muitos ainda não entenderam que não se trata de algo opcional: o plástico de uso rápido está proibido em nossas instalações (...) A partir de agora, inclusive, o uso ou posse de utensílios plásticos descartáveis (...) será considerado falta grave...”, diz trecho da mensagem.
Trabalhadores de centros administrativos e agências ficaram incomodados com o teor do comunicado, o que motivou o movimento sindical a acionar o banco. Em resposta, o Santander contradisse a mensagem e garantiu que não haverá punição, advertência, demissão ou falta administrativa contra bancários que continuarem utilizando utensílios e embalagens de plástico. O banco também se comprometeu a promover outras campanhas positivas e de conscientização.
Para os trabalhadores, é difícil confiar na palavra banco levando em consideração o seu histórico. O Santander havia garantido, por exemplo, que não haveria punição contra bancários que não tiraram CPA, mas não só houve como ainda estão ocorrendo demissões para muitos bancários que ainda não entregaram a certificação, mesmo muito deles tentando várias vezes e conseguindo pontuação pouco abaixo do mínimo necessário. O banco pode e deve ser mais flexível com estes trabalhadores.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, reforça a importância do intuito da campanha e o apoio do Sindicato a ações como essa, que visem a desplastificação, mas destaca que o método utilizado pelo banco é completamente equivocado. "A campanha desenvolvida pelo Santander pressupõe conscientização e envolvimento das pessoas para uma causa que, com certeza, deve ser defendida. Entretanto, tudo no Santander resulta em punição, cobrança e em um ambiente hostil para os trabalhadores”, complementa o dirigente.
Um exemplo disso, é a campanha Amigo de Valor, outra iniciativa do banco no sentido de ajudar a comunidade, mas que acabou se desvirtuando. Em vários locais de trabalho virou meta, com penalizações para o coletivo para quem não ajudar com mais adesões. Os trabalhadores ficam indignados e quando participam é pela imposição, cobrança e retaliação.
O Sindicato irá acompanhar a campanha de desplastificação, para fiscalizar se haverá punições, se será colocada em metas pessoais ou qualquer outra forma de pressão que possa prejudicar o bancário. Caso aconteça no seu local de trabalho, a entidade indica que os trabalhadores denunciem, para que se possa intermediar a melhoria das boas ações.
Denuncie
O Sindicato possui canal de denúncia contra assédio moral. As denúncias também podem ser feitas diretamente a um dos diretores pelo telefone (17) 3522-2409 ou pelo WhatsApp (17 99259-1987). O sigilo é absoluto.
“(...) muitos ainda não entenderam que não se trata de algo opcional: o plástico de uso rápido está proibido em nossas instalações (...) A partir de agora, inclusive, o uso ou posse de utensílios plásticos descartáveis (...) será considerado falta grave...”, diz trecho da mensagem.
Trabalhadores de centros administrativos e agências ficaram incomodados com o teor do comunicado, o que motivou o movimento sindical a acionar o banco. Em resposta, o Santander contradisse a mensagem e garantiu que não haverá punição, advertência, demissão ou falta administrativa contra bancários que continuarem utilizando utensílios e embalagens de plástico. O banco também se comprometeu a promover outras campanhas positivas e de conscientização.
Para os trabalhadores, é difícil confiar na palavra banco levando em consideração o seu histórico. O Santander havia garantido, por exemplo, que não haveria punição contra bancários que não tiraram CPA, mas não só houve como ainda estão ocorrendo demissões para muitos bancários que ainda não entregaram a certificação, mesmo muito deles tentando várias vezes e conseguindo pontuação pouco abaixo do mínimo necessário. O banco pode e deve ser mais flexível com estes trabalhadores.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, reforça a importância do intuito da campanha e o apoio do Sindicato a ações como essa, que visem a desplastificação, mas destaca que o método utilizado pelo banco é completamente equivocado. "A campanha desenvolvida pelo Santander pressupõe conscientização e envolvimento das pessoas para uma causa que, com certeza, deve ser defendida. Entretanto, tudo no Santander resulta em punição, cobrança e em um ambiente hostil para os trabalhadores”, complementa o dirigente.
Um exemplo disso, é a campanha Amigo de Valor, outra iniciativa do banco no sentido de ajudar a comunidade, mas que acabou se desvirtuando. Em vários locais de trabalho virou meta, com penalizações para o coletivo para quem não ajudar com mais adesões. Os trabalhadores ficam indignados e quando participam é pela imposição, cobrança e retaliação.
O Sindicato irá acompanhar a campanha de desplastificação, para fiscalizar se haverá punições, se será colocada em metas pessoais ou qualquer outra forma de pressão que possa prejudicar o bancário. Caso aconteça no seu local de trabalho, a entidade indica que os trabalhadores denunciem, para que se possa intermediar a melhoria das boas ações.
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