16/09/2019
Em 2018, foram registrados 1.206 feminicídios no Brasil

Apesar de a taxa total de homicídios no Brasil ter caído 10,8% de 2017 para 2018, a violência contra as mulheres aumentou no ano passado. O feminicídio (assassinato de mulheres por serem mulheres) aumentou em 4% em 2018 na comparação com 2017 (foram 1.206 casos no ano passado, ante 1.151 em 2017), e a violência sexual (da qual 81,8% das vítimas são do sexo feminino) cresceu 4,1%. Outro dado alarmante aponta que quatro meninas de até 13 anos são estupradas por hora no país.
Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, divulgado na terça-feira 10. E mostram ainda que a maioria das vítimas de feminicídio é pobre – 70,7% tinham no máximo ensino fundamental, enquanto 7,3% tem ensino superior – e negra (61% das vítimas, contra 38,5% de brancas, 0,3% indígenas e 0,2% amarelas). E que em 88,8% dos casos o autor foi o companheiro ou ex-companheiro da vítima.
Apesar de alarmantes, os números não dão conta da cruel realidade do país, já que levam em consideração apenas os registros de feminicídio dos boletins de ocorrência das Polícias Civis Estaduais de 26 Unidades da Federação, e deixaram de fora o estado da Bahia, que não enviou as bases de dados para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O relatório cita dados de outro estudo, o Raio X do Feminicídio, para apontar que a grande maioria dos casos de feminicídio não foram precedidos por denúncias de violência doméstica. O estudo citado, coordenado pela promotora Valéria Scarance do Ministério Público de São Paulo, analisou denúncias oferecidas pelo MP de mortes violentas de mulheres e revelou que apenas 4% das vítimas tinham registrado um boletim de ocorrência contra o agressor, e que 3% tinham medida protetiva.
O Anuário aponta também crescimento de 0,8% da violência doméstica, com 263.067 casos de lesão corporal dolosa. E ainda aumento da violência sexual, em 4,1%: em 2018, houve um recorde de registros, com 66.041 casos. Desses, 81,8% das vítimas são do sexo feminino, 53,8% tinham até 13 anos, 50,9% eram negras e 48,5% brancas.
Os números são revoltantes e reforçam a importância e a urgência de políticas públicas de combate à violência de gênero e ao machismo, e de investimento em uma educação inclusiva para o respeito à diferença. Na quarta-feira (11), houve o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A Frente é uma iniciativa da deputada estadual Beth Sahão e vai discutir, entre outras coisas, a construção de políticas de combate à violência contra as mulheres e cobrar mais equipamentos públicos de apoio às mulheres.
É preciso lutar por uma vida livre de violência.
Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, divulgado na terça-feira 10. E mostram ainda que a maioria das vítimas de feminicídio é pobre – 70,7% tinham no máximo ensino fundamental, enquanto 7,3% tem ensino superior – e negra (61% das vítimas, contra 38,5% de brancas, 0,3% indígenas e 0,2% amarelas). E que em 88,8% dos casos o autor foi o companheiro ou ex-companheiro da vítima.
Apesar de alarmantes, os números não dão conta da cruel realidade do país, já que levam em consideração apenas os registros de feminicídio dos boletins de ocorrência das Polícias Civis Estaduais de 26 Unidades da Federação, e deixaram de fora o estado da Bahia, que não enviou as bases de dados para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O relatório cita dados de outro estudo, o Raio X do Feminicídio, para apontar que a grande maioria dos casos de feminicídio não foram precedidos por denúncias de violência doméstica. O estudo citado, coordenado pela promotora Valéria Scarance do Ministério Público de São Paulo, analisou denúncias oferecidas pelo MP de mortes violentas de mulheres e revelou que apenas 4% das vítimas tinham registrado um boletim de ocorrência contra o agressor, e que 3% tinham medida protetiva.
O Anuário aponta também crescimento de 0,8% da violência doméstica, com 263.067 casos de lesão corporal dolosa. E ainda aumento da violência sexual, em 4,1%: em 2018, houve um recorde de registros, com 66.041 casos. Desses, 81,8% das vítimas são do sexo feminino, 53,8% tinham até 13 anos, 50,9% eram negras e 48,5% brancas.
Os números são revoltantes e reforçam a importância e a urgência de políticas públicas de combate à violência de gênero e ao machismo, e de investimento em uma educação inclusiva para o respeito à diferença. Na quarta-feira (11), houve o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A Frente é uma iniciativa da deputada estadual Beth Sahão e vai discutir, entre outras coisas, a construção de políticas de combate à violência contra as mulheres e cobrar mais equipamentos públicos de apoio às mulheres.
É preciso lutar por uma vida livre de violência.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões