26/08/2019
Bancos deveriam contratar e não cortar empregos; Setor é o que mais lucra no país

O setor bancário eliminou 1.875 postos de trabalho entre janeiro e julho deste ano. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), hoje ligado ao Ministério da Economia. O saldo foi positivo em julho, com criação de 182 empregos, mas negativo no acumulado do ano.
Os bancos múltiplos com carteira comercial, categoria em que estão incluídos Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil (quatro dos cincos maiores bancos no país), extinguiram 1.369 vagas nos últimos sete meses, mas criaram 289 em julho. Já a Caixa Econômica Federal – única na categoria caixas econômicas, do Caged – teve saldo negativo tanto no acumulado do ano (- 627 empregos), quanto no mês passado (- 138).
"Todos os anos a história se repete: com crise ou sem crise, os bancos deitam e rolam e apresentam lucros cada vez mais altos. Os números demonstram um mar de prosperidade no setor financeiro e revelam que os bancos não estão nem um pouco preocupados com a crise financeira ou com o que representa essa busca desenfreada por lucros cada vez mais altos. Enquanto batem recordes de lucratividade fecham postos de trabalho, sobrecarregando os trabalhadores que permanecem nas unidades. Onde está o papel social que deveriam desempenhar?", questiona o secretario geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
O dirigente destaca que apenas os quatro maiores bancos lucraram juntos, no primeiro semestre deste ano, R$ 42,4 bilhões, isso representa um crescimento de 20,4% em relação ao resultado conjunto desses bancos (BB, Itaú, Santander e Bradesco) no primeiro semestre de 2018 (a Caixa ainda não divulgou seu balanço). “Só com o que arrecadam com tarifas cobradas dos clientes, os maiores bancos pagam todos os seus funcionários e ainda sobra. É um absurdo que ainda assim eles eliminem empregos. Lutar contra isso sempre foi um imperativo para o Sindicato. Reivindicamos das instituições a garantia de empregos. Nossa resposta é a mobilização”, reforça.
Rotatividade
Os bancos também lucram com a rotatividade. Os Caged aponta que, de janeiro a julho, o salário médio dos admitidos foi de apenas 68% da média salarial dos desligados.
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