25/07/2019
Governo quer flexibilizar ainda mais leilão da Lotex; com privatização quem perde é você

Depois da sétima tentativa de leilão das famosas raspadinhas da Caixa (a Lotex) em maio deste ano, o governo decidiu flexibilizar anda mais as regras de concessão para atrair também empresas pequenas.
A primeira tentativa de leilão foi em julho de 2018, mas não houve propostas. Foi, então, publicado novo edital, flexibilizando a concorrência, que previa o novo leilão para novembro. O certame, porém, sofreu sucessivos adiamentos, com marcação de novas datas nos meses de fevereiro, março, abril e maio deste ano.
Pouco antes do quinto adiamento, o BNDES havia publicado documento produzido pela Caixa que definia novos preços para o uso do balcão de sua rede de revendedores lotéricos na comercialização da raspadinha e pagamento dos prêmios. A instituição havia decidido baixar as tarifas para uso de sua rede lotérica na comercialização da Lotex. Em janeiro, o valor teria piso de 4,34% e limite de 5,66% sobre o valor da aposta. Com as mudanças, foi para uma faixa entre 1,1% e 1,7%.
A expectativa do BNDES era arrecadar pelo menos R$ 642 milhões com a outorga, com o pagamento dividido em quatro parcelas. O prazo de concessão era de 15 anos. No início, a expectativa divulgada pelo governo era de obter ao menos R$ 1 bilhão com a outorga.
Agora, o valor da garantia será reduzido para um patamar de até um terço do que saiu no último edital. O valor exigido anteriormente era de R$ 27,3 milhões podendo ser prestada em dinheiro, título da dívida pública, seguro-garantia ou fiança bancária e possuir vigência mínima de um ano. Com a nova regra o valor pode ficar abaixo de R$ 9 milhões.
A Lotex, as famosas raspadinhas da Caixa, é um dos negócios já explorados pelo banco na lista de vendas originada na gestão Temer e que o atual governo está levando adiante. As demais seriam as áreas de loterias, cartões, seguros e asset (gestão de ativos).
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